Thursday, July 20, 2017

Phoenix Forgotten

Quando se pensa que o efeito de copia do projeto Blair WItch terminou eis que das profundezas do cinema surge mais um titulo com o mesmo padrão e o mesmo efeito, mudando apenas o contexto. Neste filme tinhamos apenas o aliciante de ser produzido pela Scott Free a produtora de Ridley Scott. Contudo apos o lançamento que surpreendentemente ainda conseguiu expansao wide, percebeu-se que seria um filme completamente indiferente, primeiramente em termos criticos onde a avaliaçao foi quase sempre muito negativa, mas tambem comercial, onde os resultados são apenas residuais para um filme que acabou por conseguir expansao wide.
Sobre o filme, eu confesso que fui um dos poucos fas do primeiro blair witch projecto, principalmente pelo markting e mais que isso porque era uma forma completamente nova e original de fazer cinema e terror. Contudo de imediato pensei que poderia aqui ser aberto uma forma de cinema que poderia resultar em muito lixo como acaba por ser este filme. Ou seja a base do filme é igual a blair witch project, com a diferença que introduz as personagens proximas de um dos jovens vinte anos depois, numa trama que posteriormente e completamente abandonada, e torna-se num fenomeno mesmo paranormal as razões de tal esquecimento, e uma das opçoes mais absurdas que ja assisti no cinema.
De resto o comum neste genero, que assim ja podemos caracterizar, ou seja, o tipico filme onde o horror vai entrando em gradiente, mas que de imediato com a introduçao do filme percebemos onde o filme nos vai conduzir. Alias e daqueles filmes que esperamos pelos cinco minutos finais para realizarmos que tinhamos razao e que tudo acontece como no livro. Por isso e facil para mim perceber que se trata a todos os niveis um filme que nada traz de novo ao cinema, a nao ser uma repetiçao da ideia em quase todos os segmentos que ja foi usada e abusada.
Normalmente estes projetos nao chamam grandes produtores ou realziadores, e com excepção de Paranormal Activity todos foram meras repetições do primeiro projeto, mudando apenas o oculto, mas de todos parece-me que este acaba por ser o que se da a menos trabalho de dar qualquer coisa diferente a si proprio, sendo uma copia total, com menos graça e piores actores e que substitui a bruxa por ets.
A historia fala de tres jovens desaparecidos, que vinte anos depois começam a ser procurados a fundo pela irma de um deles, que decide fazer um documentario sobre o irmão, quer vendo as gravaçoes que ele vinha a efetuar, mas principalmente observar a descoberta de uma camara que pode ter a noçao clara do que aconteceu.
Em termos de argumento temos um projeto blair witch com ligeiras alterações e sem a capacidade de colocar terror psicologico. Muito igual a um filme anterior para pior, sem a capacidade de dar qualquer tipo de dado novo, demonstra bem a falta de ideias que existe neste momento em alguns projetos de hollywood.
Na realizaçao um projeto completamente novo de Justin Barber um completo desconhecido que teve aqui o seu primeiro filme de longa duração e cujo resultado e completamente indiferente para o cinema. Nao sera com este filme que conquistou qualquer espaço de referência.
Por fim no cast, puros desconhecidos que assim permanecerão, ja que se existe genero que acaba por nada potenciar carreiras é o terror ainda mais filmado desta forma.

O melhor - A recepção comercial e critica inexistente

O pior - A forma como se vao repetindo ideias e argumentos em hollywood

Avaliação - D-

Tuesday, July 18, 2017

Blind

Uma das maiores dificuldades numa carreira de hollywood é saber envelhecer, principalmente quando ao longo do tempo as carreiras são mais sustentadas no aspeto fisico do que propriamente nas qualidades enquanto interprete. Esse poderá ser um dos problemas que Demi moore encontra neste momento pese embora ainda consiga surpreender pelo seu aspeto jovem. Este é um filme que a faz reunir com outros actores do seu tempo, um filme que estranhamente ainda conseguiu alguma distribuição, pese embora os resultados comerciais residuais mas que criticamente foi um desastre completo, com avaliaçoes pessimas.
Sobre o filme, é estranho por vezes perceber como é que um filme com todas as caracteristicas de um telefilme se diferencia por vezes entre outros e consegue distribuição. neste caso esta pergunta torna-se mais facil pelo facto do realizador do filme sem dono de uma companhia de distribuição. Sobre o filme é claramente um serie B assumido, daqueles filmes padrão com tudo parecido a muitos outros do principio a fim, quer na questãoa amorosa central num filme romantico tipico, mas em tudo o resto, na intriga paralela, na forma como tudo é demasiado dado sem grandes explicações, ou seja, um filme tipico de DVD e um pessimo filme para cinema.
Alias o controlo das diferentes intrigas ao longo do filme é mesmo algo de completamente incompreensivel em cinema, a forma como vai lançando diversas historias paralelas, para no fim as abandonar e so querer saber da historia de amor. Entre muitas outras coisas temos um homicidio por resolver, uma relaçao professor aluno, que tem destaque ao longo do filme, mas que no final é completamente abandonada sem qualquer tipo de resolução.
Ou seja daqueles filmes que no final apenas conseguimos perceber dois objetivos completamente falhados, por um lado tentar dar a ideia que Alec Baldwin ainda podia ser o heroi romantico de outros tempos, quando tinha menos quarente quilos, e a sua carreira era claramente diferente. E por outro lado demonstrar que mesmo perto dos 60 anos Demi Moore continua a boa forma fisica, o unico ponto do filme que poderá ainda ser concretizado, ja que tudo resto é de uma pobreza de ideias que já não deveria ter lugar num cinema de primeira linha.
O filme fala de uma mulher de um empresario corrupto, que apos a prisao do mesmo, tem que efetuar serviço comunitário numa instituição para cegos, onde conhece um escritor e professor, marcado pela morte da mulher com quem começa a interagir iniciando uma relaçao de amor com o mesmo, que ira por em causa todo o seu estilo de vida.
Em termos de argumento é facil perceber que este é o tipico filme romantico dos anos 80, da relação conflituosa até ao amor, da forma como o outro lado é de uma forma esteriotipada a pessoa sem escrupulos, e principalmente um humor que tenta ser, mas nunca passa disso. Por isso e facil perceber que se trata de um filme pouco ou nada interessante narrativamente.
Na realizaçao Michael Mailer, produtor de diversos filmes marcou aqui a sua estreia na realizaçao com muito pouco sucesso, um pouco na vertente da forma como normalmente produzia filmes alegadamente romanticos em paisagens idilicas. Aqui muito pouco de referente, para alem da ultima sequencia na costa francesa.
No cast, Baldwin e obviamente neste momento um actor que funciona bem em comedia, tendo dificuldades em tudo o resto. Aqui temos isso, ou seja um alegado intlectual cego, numa personagem vazia, e cheia de maneirismos, que em nada altera a forma do actor funcionar em termos dramaticos onde teve sempre grandes dificuldades. Demi Moore, atualmente pouco mais é do que o passear das suas plasticas algo que tambem nao e distinto da maior parte dos seus papeis.

O melhor - Eze no final.

O pior - Como um filme deste consegue distribução

Avaliaçãio - D-

Sunday, July 16, 2017

The Promise

Não poucas vezes alguns filmes são completamente devorados pela conjetura policia que os acompanham. Todos sabiam que no momento em que alguem decidisse fazer uma grande produção sobre o genocidio armenio a polemica estaria no ar, e possivelmente o resultado e a recepção ia ser de extremos. Logo se percebeu isso no momento em que este filme foi exibido no festival de toronto, existindo aqueles que glorificaram a coragem e aqueles que contestaram a realidade. Talvez por isso a avaliação critica ficou no meu com criticas bipartidas que acabaram por tirar o poder que penso que Terry george chegou a pensar em obter neste filme. Muito por culpa disto e fora da corrida pelos premios antes da mesma iniciar o filme acabou por estrear este ano de uma forma muito modesta, mostrando que ainda existem barreiras claras para alguns temas.
Sobre o filme, podemos dizer que o mesmo é normalmente um filme emotivo, sobre um acontecimento historico importante, que mesmo com todas as duvidas politicas existentes esta pensado de forma a pelo menos no plano emocional agradar a toda a gente, e mais que isso denunciar com convicção um dos aparentes episodios mais negros da humanidade.
Neste particular o filme tem essa coragem e esse abrir de fronteiras. Analisando o filme em si parece-me que lhe falta alguns pontos que se tornam importantes num filme como este, desde logo o detalhe espacial, tudo parece muito facil de se encontrarem e de se perderem. Mas mais que isso o ponto do filme que me parece pior trabalhado e o triangulo amoroso, onde ficamos sem saber o que cada um pensa, ou sequer se alguma vez pensou. Isso parece-me demasiado bonito para o desenvolvimento da forma que o filme quer dar, mas completamente desfazado da realidade, e para o filme que quer denunciar um facto historico, parece-me um erro de principiante.
Ou seja mesmo sendo um filme com um claro erro de escolha de uma parte dos conflitos na minha forma de ver, é um filme com peso, emocional, que consegue comunicar de uma forma fácil e direta com o publico, mantendo um bom balanço de ritmo. Nem sempre e um epico de grandes dimensoes, mas consegue-o ser, num genero sempre exigente.
A historia fala de um estudante de medicina que para estudar acaba por se enquadrar no estado ottman, até ao momento em que o mesmo aproveitando a existencia da primeira guerra mundial começa a aniquilar todos os armenios, inclusivamente o protagonista e toda a sua familia, iniciando uma luta pela sobrevivencia com a ajuda de um casal, constituido por uma professora de dança e um jornalista americano.
Em termos de argumento se por um lado o tema, a discussão existente a volta dele a forma como assume o seu ponto de vista e corajoso, na historia dentro da historia o filme e mais cobarte, a forma como gere as relaçoes amorosas do filme, importantes na intriga, retira o filme de qualquer tipo de realismo.
Terry George e um realizador policito e emotivo, mas que nos ultimos tempos tem tido muita dificuldade em recuperar a fama e os valores de outro tempo. Aqui com um filme grande o resultado parece escasso para o investimento, mesmo com magnificos planos contextuais o filme nunca adopta um registo plenamente original.
Um bom cast, num filme na maior parte do tempo bem interpretado, Isaac tem as despesas interpretativas do filme, e com algum destaque quando o filme lhe exige mais dramatismo. Bale, num papel menos vistoso, algo que nem sempre e comum na sua carreira, e Le Bon tem a seu lado o ponto de vista emocional, que encaixa nos pontos necessarios do filme, sem grande destaque.

O melhor – A questão do genocidio

O pior – O trinagulo amoroso e o seu desenvolvimento


Avaliação - C+

The Mummy

Com o sucesso inultrapassavel da Disney e da Marvel com o seu universo de super herois, era uma questão de tempo até outras produtoras testarem o mesmo. Este filme marcava a tentativa da Universal criar o mundo dos monstros, iniciando com uma aposta grande neste remake da mumia, que chamava à atenção por ter chamado a si um protagonista do tamanho de Cruise. Os resultados tiveram de imediato um precalço no momento em que as primeiras avaliações criticas surgiram com resultados muito pobres. Para alem disse o filme nos EUA teve muitas dificuldades de bilheteira, o que não mata desde logo o projeto porque no resto do mundo existiu consistencia no resultado comercial do filme, contudo se quiserem criar um mundo grande terão que melhorar os filmes principalmente na forma como os prepara para a critica.
Eu confesso que quando tive conhecimento do projeto fiquei surpreendido com a presença de Tom Cruise num remake da mumia, contudo tendo em conta os argumentistas pensei que a aposta iria ser de uma roupagem diferente, embora a historia de base não me parecesse capaz de ser muito alterada. Contudo apos ver o filme e facil concluir que não consigo perceber como uma projeto com tanto talento na escrita acaba por ser um dos piores filmes de açao de grande estudio dos ultimos anos a todos os niveis.
E tudo começa no argumento e no estilo do mesmo, confuso, com realidade paralelas, que não consegue prender o espetador, difuso mesmo na definição dos lados tornando-se numa confusao pouco interessante, aborrecida e na maior parte das vezes sem qualquer sentido. Em termos de entertenimento a tentativa de um filme divertido muito por custa da personagem central, acaba por ser forçado e pouco encaixado no filme, o que o torna ainda menos funcional.
Por tudo isto é facil perceber que este e daqueles filmes que durante anos nos vamos perguntar as razões da presença de tantas figuras em diversos planos num filme com um resultado tao fraco, não funciona como filme na globalidade e muito menos como blockbuster. Nao sei se ira continuar este projeto da Universal, mas parece-me que para funcionar tudo tera de ser alterado e que este foi um tiro completamente falso no projeto.
A historia repete o remake da mumia, um grupo de arqueologos acaba por descobrir um tumulo de uma rainha egipsia, que acaba por libertar um espirito maligno disposto a completar uma vingança do passado.
Em termos de argumento nada funciona, as personagens sao demasiado esterioripadas, e mesmo aqui por vezes mal definidas. A intriga e completamente disparatada, pouco interessnate, confusa, e mais que isso de pouco impacto emocional. E os dialogos quando tentam ser engraçados sao tao mal integrados no filme que soa a absurdo.
Kurtzman teve aqui um papel complicado, o de realizar um filme com argumentistas realizadores e principalmente com uma carreira praticamente inexistente ate ao momento. Parece facil perceber que Koepp e Mcquaire rapidamente perceberem que o filme poderia não resultar. Na realizaçao, pouco risco, muitos efeitos, mas não e por aqui que o filme funciona menos.
Sobre o cast, a Universal apostou em longa escala, Cruise Crowe e um cast de primeira linha, completamente desaproveitado, para alem do piloto automatico da capacidade de Cruise em filmes de açao, de resto as personagens não exitem num filme que nada exige das mesmas.

O melhor – Os efeitos especiais sao de primeira linha

O pior – Um completo arranque em falso de um projeto megalomano


Avaliação - D

Going on Style

Going on Style é o tipico filme de meia estação, embora se assuma como entertenimento puro, por outro lado pelo facto de nos trazer como protagonistas tres actores com mais de quarenta anos por si só pode de imediato tirar ao filme algum valor comercial. Pese embora uma boa expansão o resultado do filme foi vulgar com resultados normalissimos. Em termos criticos uma mediania completa que acabou por tornar o filme em mais um na longa lista de filmes que viu a luz do dia durante o presente ano.
Sobre o filme, é normal que os filmes sobre assaltos, tenham uma estrategia repetitiva, dividida em tres partes, e este não foge a isso, uma primeira onde nos explica a razão, aqui o filme parece melhor do ponto de vista da moratoria, do que propriamente na forma como se desenvolve. Em segundo ponto o estabeler o plano, onde o filme aqui e claramente mais fraco, a passagem do amadarosimo ao plano perfeito é tão rapida que desconhecemos por completo os passos que se seguiram. Por ultimo temos o assalto em si, aqui o filme tem alguns truques na forma como nos da o plano que acabam por ser interessantes, e que tornam o filme mais positivo, depois de duas partes iniciais muito mais sofriveis.
Contudo este tipo de filmes penso que já tiveram tantos titulos que e dificil ou mesmo impossivel de surpreender, o resultado possivel e dar um filme previsivel, bem disposto, onde apenas muda o contexto dos protagonistas, mas que sabemos perfeitamente quase todos os passos que vai seguir, por isso é um filme obvio com o objetivo de mais do que amealhar alguns dolares homenagear um conjunto de actores que mesmo com uma idade já elevada ainda conseguem participar em filmes deste genero.
Acaba por ser um filme familiar de domingo a tarde, com ideias positivas e na mensagem de respeitar os idosos, algo que pode ser um cliche mas que nem sempre e bem potenciado nos filmes, ou sequer e tema trabalhado nos mesmos, e obvio que com esta opçao tirou ao filme algumas possibilidades no espetaculo e nas sequencias de acção, mas o resultado acaba por ser o basico.
A historia fala de três amigos, pensionistas, mas com despesas a cargo que de repente vem desaparecer as suas reformas para a empresa para o qual trabalharam pagar a credores. Ai e de forma a tentarem subsistirem decidem planear um assalto a um banco.
Em termos de argumento e um filme familiar apenas com o essencial, não e muito trabalhado em nenhum dos seus apontamentos como dialogos, personagens e humor, vale mais pela mensagem do que pela concretizaçao do proprio filme. Aqui poderiamos esperar mais já que Melfi tem demonstrado nos ultimos anos uma capacidade acima da media para escrever filmes familiares e originais.
Zach Braff como realizador nunca conseguiu o sucesso que fez num dos seus filmes de estreia, concretamente Garden State, aqui tem um trabalho emocional, de dar primazia aos actores e de dar as dificuldades da idade avançada. Contudo parece um filme que nunca tenta grandes voos.
Em termos de cast Caine, Freeman e Arkin, são actores consagrados de carreiras completas, numa fase da vida diferente ser protagonistas de um film como este não é facil pela falta de disponibilidade fisica, mas e algo que o filme assume tornando de imediato o filme em termos de interpretação mais competente, mesmo sendo o filme pouco exigente para a qualidade dos actores em questao.

O melhor – A mensagem

O pior – Por vezes os filmes tem de ter algo que os diferencie a partida


Avaliação - C

Saturday, July 15, 2017

War of Planet of Apes

Se há cerca de quinze anos alguém apostasse na possibilidade de existir uma nova triologia dos planetas dos macacos que romperia por completo o que já foi feito e mais que isso iria conseguir bons resultados criticos poucos achariam plausivel. Contudo três filmes depois e num regresso anunciado, certo é que poucas triologias desta dimensão conseguiram um resultado critico com tanto impacto com esta, sendo que comercialmente, e para um franshising que não aposta em grandes figuras os resultados também tem conseguido ser bastante consistentes.
Eu confesso que mesmo conseguindo perceber o sucesso critico dos dois primeiros filmes, principalmente pelo realismo, pelo lado filosofico do desenvolvimento de especies, pelo lado da prevalencia da comunicação e por ter rompido com o que tinha sido feito antes no conceito, ainda não percebi um entusiasmo desmedido com todo o conceito, para alem da excelente banda sonora, e acima de tudo dos efeitos especiais de primeira linha, principalmente na facilidade com que cria uma das melhores personagens dos ultimos tempos, um heroi de acçao que acaba por ser Ceasar. Alias parece-me obvio que o sucesso que tem o filme deve-se muito a construçao e carisma da personagem mais do que propriamente qualquer outra caracteristica que o filme acaba por ter.
Sobre o terceiro episodio, podemos dizer que sendo um filme mais de campo do que os anteriores, e um seguimento natural, continua o estilo dos primeiros, sendo de risco quase nulo. Novamente temos o lado emocional contra o racional, temos a batalha entre humanos e macacos, sem que os macacos sejam sempre os selvagens, e temos toda a narrativa filosofica que pode defender esse ponto. Contudo parece-me em termos de filme de acção uma obra com alguns defeitos desde logo um ritmo muito pausado e repetitivo ao longo da primeira hora de filme, e alguns atalhos narrativos que para um filme tao bem avaliado criticamente acaba por nem sempre funcionar.
Contudo parece-me claro que se trata de um bom franchising, com uma moratória assumida, sem cair nos vilões sem fundamentos e nos herois que não falhar, que lança discussao sobre a natureza dos seres humanos, sem nunca descuidar as competencias tecnicas em muitos vetores que fazem do filme mais completo. Contudo não e uma obra de eleiçao, tenho duvidas que mesmo sendo facilmente assumido como competente consiga ser uma daquelas obras eternas no tempo.
A historia segue Cesar, agora na tentativa de se defender dentro do seu mundo e dos seus das investidas de um grupo armado de humanos, comandados por um lider impiedoso e que tudo fara para aniquilar os macacos.
Em termos de argumento o filme não é de grande risco, pese embora o lado filosofico que o acompanhe ser novamente bem trabalhado na discussao do filme, em termos de intriga temos o simples num filme de ação, sem trabalhar muito as personagens, centrando todo o filme no heroi e anti heroi. Falta por vezes alguma suavidade que ainda e tentada com a personagem Bad Ape, mas parece não encaixar no registo do filme.
Matt Reeves herdou a herança de Wyatt e conseguiu manter a roupagem, já que e um realizador que é afilhado do sempre competente JJ Abrahms, e aqui consegue reunir efeitos de primeira linha, num filme assumidamente de grande produçao. Com pouco risco algo que e comum a um assumido blockbuster de verao, podemos dizer que Reeves ganhou aqui pelo menos o destaque de cumpridor em filmes de grande orçamento, vamos ver como sera batman.
Em termos de cast, o filme da novamente a primazia aos actores em funçoes digitais, Serkis, comanda o filme, o seu Cesar e unico e a força do filme, e mais uma vez é impressionante o trabalho aqui conseguido. Harlesson e sempre competente num papel de Bad Boy, e outros destaques no lado digital como Zahn na tentativa de dar algum humor e um lado mais familiar ao filme, algo que ele não tem.

O melhor – Como nos filmes anteriores Serkis/Ceasar

O pior – Nao ser um filme que balança bem os ritmos, principalmente na primeira fase


Avaliação - C+

Friday, July 14, 2017

Norman

Existem alguns titulos que acabam por ter alguma resposta critica mas que por sua vez nunca conseguem reunir condições para serem realmente coerentes na definição de um objetivo. Isso poderá muitas vezes diferenciar um filme que consegue sucesso numa carreira para os premios e outros que so passado algum tempo vem a luz do dia a maior parte dos quais sem qualquer tipo de protagonismo. Norman poderam ser um dos filmes que enquadra este segundo ponto já que produzido em 2016, conseguiu boas avaliações criticas mas depois acabou por estrear em alguns cinemas, conseguindo mesmo assim resultados de bilheteiras mais importantes do que normalmente os filmes nestas circunstancias acabam por conseguir.
Sobre o filme, eu confesso que adorei a primeira parte do filme, a forma como a tentativa de se envolver num mapa de relacionamentos importantes, a busca do protagonismo, a forma da personagem, os dialogos a resiliencia, pareceu-me uma satira interessante do mundo dos negocios e mais que isso no mundo da politica que penso que o filme nos da de uma forma sarcastica mas extremamente funcional, quer nas situações em si, mas mais que isso na forma como a personagem vai ultrapassando as diferentes humilhações.
Contudo o filme muda completamente de lado após o seu epicentro, aqui parece-me que o filme quer ser mais moralista, mas inteligente, e perde o lado sarcastico que tao bem tinha funcionado na primeira metade do filme tornando-se mais confuso e mais que isso menos engraçado. Tambem em termos de ritmo parece-me obvio que é um filme que vai de mais a menos, sendo completamente contrario a muitos filmes que necessitavam de mais tempo, parece-me obvio que a qui o caso e precisamente o contrario.
Analisando os pros e contras bem vincados no filme, temos obviamente uma hora de bom cinema, inteligente e atual, mas o resultado final fica condicionado por uma segunda parte claramente inferior não permitindo que o filme seja avaliado como coeso, mesmo assim parece-me que num ano em que nem sempre os filmes tem sido felizes no seu resultado este é um dos poucos que pelo menos em alguns momentos consegue ser e nos dar bom cinema.
A historia fala de um individuo sozinho que tenta a todo o custo entrar e ser importante em mapas de relações quer politicas quer de negocios. Tudo normalmente e recusado ate que tem uma conversa particular com um ministro israelita, com quem tem um momento interessante e que lhe vai reprecutir e mudar a sua vida no momento em que o mesmo se torna primeiro ministro daquele pais.
Em termos de argumento tudo corre bem principalmente quando o filme mais que uma intriga, tenta utilizar o sarcasmo para definir as personagens, e nesse particular o filme é extremamente inteligente na forma como é articulado e principalmente na caracterização da personagem central. Na segunda parte do filme com a mudança de registo o filme torna-se a todo o nivel mais vulgar.
A realizaçao marca a estreia em hollywood de Joseph Cedar, tem uma realizaçao interessante conjugando risco nas comunicações das personagens com a envolvencia megalomana de Nova Iorque, um trabalho que não sendo de primeira linha tem bons momentos num realizador a seguir nos proximos tempos.
No cast todo o destaque vai para Gere, que parece nesta fase da sua vida, estar a escolher melhor os filmes, mais relacionados com o cinema independente e que lhe tem dado um reconhecimento critico que em outros momentos mais visiveis da sua carreira não conseguiu. Aqui tem um papel dificil, e consistente, dos melhores dos ultimos tempos na sua carreira, e que podera ser um suspiro para proximos projetos.

O melhor – A primeira hora de filme

O pior – A segunda alterar o regime que o filme seguia ate entao



Avaliação - C+

I don't feel at home in this world anymore

Sundance este ano foi marcado por muitas apostas de companhias menores entre as quais a NEtflix, que acabou por surpreendentemente ganhar o grande premio do dramatico do juri com este particular filme que rapidamente passou para a plataforma Netflix. Por isso mesmo é dificil de quantificar o valor comercial do filme, contudo parece-nos obvio que esteve longe de ser uma das grandes apostas do formato. Criticamente e depois do sucesso em Sundance e obvio que o filme conseguiu bons resultados nas avaliações da maior parte das pessoas.
SObre o filme, eu confesso que sempre que tenho conhecimento que um filme ganhou sundance a minha expetativa em torno do resultado final é positiva pois parece-me obvio que o festival nos utlimos anos conseguiu chamar a atençao para realizadores e obras muito singulares. Dai que quando acabei de ver este pequeno filme fiquei surpreendido por ele ser mesmo isso, ou seja bastante pequeno no alcance, na formula e mais que isso mesmo naquilo que realmente significa, já que se trata de declaradamente um filme muito mais de promenor do que propriamente um filme de base.
E nos promenores saltam à vista dois deles, os promenores da mutação de uma personagem desesperada em busca da defesa daquilo que é seu, e nisso principalmente em alguns momentos o filme tem promenores deliciosos e do ponto de vista comico toda a personagem de Tony pelo seu fora de tempo e mais que isso pela forma como que todos os seus apartes funcionam com um detalhe de humor inteligente e iconico.
Fora estes aspetos estamos perante um filme muito vulgar, na capa de comedia negra, com a tipica escalada de ação reação, por momentos previsiveis, com uma roupagem independente de livro mas que lhe parece sempre faltar algo diferenciador de muitas outras comedias que anualmente surgem no territorio indie e com mais abrangência ou conteudo do que este filme.
Ou seja apenas se pode concluir ou que Sundance teve um ano mais nivelado por baixo, salientando contudo que nao se trata nem de perto nem de longe de um mau filme, mas parece significativamente curto para um vencedor de Sundance, mesmo que principalmente a personagem Tony fique na memória como uma das humoristicamente mais bem potenciadas dos ultimos tempos.
O filme fala de uma mulher solitária com uma vida triste que acaba por ser assaltada na sua casa. Perante a inoperância das forças policias, na companhia de um peculiar vizinho vai tentar não só encontrar as coisas que lhe foram roubadas mas mais que isso procurar a vingança que reponha a justiça na sua forma de vida.
Em termos de argumento é claramente um filme bem melhor no particular do que no geral, em termos de historia de base parece sempre algo repetido, de pouco alcance, que vai melhorando com um ou outro aspeto realmente bem potenciado, principalmente nas curiosidades e quando tenta fazer humor, onde por alguns momentos consegue com alguma força.
Na realização este trabalho a cargo de Macon Blair um actor pouco reconhecido mas que teve aqui o seu filme de estreia, adopta um estilo tradicional independente, algo que parece impossível, mas que cada vez mais adquire algum tradicionalismo no género. Para um primeiro filme ganhar Sundance é um feito, mas vamos ver o que a carreira posterior lhe trás.
No que diz respeito ao cast Lynskey é uma atriz talhada para filmes sobre personagens pouco mediaticos e com um estilo mais independente. Ao seu lado um Wood que em persoangens estranhas funciona muito melhor do que no restante, num dos papeis mais interessantes do ano, mais do que pela interpretação por uma personagem no mínimo mítica.

O melhor - Tony

O pior - Para Sundance um filme de clara pouca abrangência

Avaliação - C+

Monday, July 10, 2017

The Journey

Os conflitos na Irlanda do Norte foram principalmente durante as decadas de 80 e 90 uma boa fonte para alguns filmes que tiveram alguma reprecursão no cinema mundial, principalmente pela mão de Neil Jordan e Jim Sheridan. Com aparentemente todo o conflito resolvido, existem agora filmes que tentam fazer uma passagem para um cinema diferente. COm esse objetivo surgiu este peculiar filme que tenta hipotizar uma conversa entre os dois lados do conflito como forma de tentar justificar a surpreendente paz. Os resultados criticos do filme, ficaram aquem do esperado, com avaliações muito medianas, o que acabou por não dar poder comercial a um filme que acabou por ser quase desconhecido na maioria dos mercados.
Sobre o filme desde logo penso que a ideia é interessante, ou seja a forma como o filme coloca duas personalidades em polos opostos de um conflito, juntos numa viatura obrigando-os quase a contactar. COntudo a premissa do filme tem alguns problemas de realismo, com as estruturas em causa isto nunca poderia acontecer, mesmo maquinado por um governo poderoso como é o caso do filme. Por outro lado parece também que na forma como tudo decorre o filme acaba por ser desiquilibrado entre personagens, sendo sempre uma a ir a procura do contacto, o que mesmo em termos ideologicos pode ser algo discutivel.
Em termos de filme podemos dizer que o filme é simples é daqueles que sabe perfeitamente que tem barreiras impostas estreitas o que em si não lhe daria muito espaço para trabalhar. Dai que as conversas são limitas principalmente na definiçao das personagens parecendo sempre uma conversa entre ideologias onde as personagens sao simples vetores comunicacionais. Atualmente este filme parece algo desatualizado em face da paz entretanto alcançada e teria certamente mais poder se tivesse sido pensado noutros tempos.
Ou seja um filme que tem alguns defeitos do demasiado tradicionalismo do cinema de base britanico, com uma estrutura narrativa demasiado linear. Em termos daquilo que acaba por ser no seu final, vale mais pelo que significa politicamente a homenagem a paz, do que propriamente uma obra original de cinema.
A historia fala num encontro numa viagem de carro entre os dois lados da luta na IRlanda do Norte, numa forma trabalhada pelo governo britanico de forma a insistir na conversa entre os dois lados tendo em vista o tratado de paz.
Em termos de ideia de base, o filme e original, na forma como cria uma conversa que aparentemente nunca terá existido como base de um acontecimento tão importante. Contudo parece-nos que o filme vale mais pela forma como homenageia as pessoas no tratado de paz, do que propriamente nas personagens em si no filme, que acabam por ser simples vetores de comunicação.
Na realização Nick Hamm, um norte irlandes de gema, tem um trabalho simples, percebe-se que nap é indiferente à causa, e que tem um lado assumido e isso num filme politico é sempre discutivel. Como realizador alguem que já teve um ou outro projeto de maior dimensao, mas nunca conseguiu fazer imperar qualquer tipo de conceito enquanto realizador, para alguém que já não é propriamente jovem.
Por fim em termos de cast, Spall e Meaney tem duas prestações diferentes, Spall e normalmente muito intenso na construção de bonecos e aqui tem mais uma vez uma personagem cheia de maneirismos algo que já é figura de proa do actor. Por seu lado MEaney menos expansivo, mas mais natural, acaba por enquadrar bem na sua personagem muito por culpa de parecenças naturais em termos fisicos.

O melhor - O que significa o filme politicamente

O pior -O filme acaba por ser ausente de verdadeiras personagens

Avaliação - C

Sunday, July 09, 2017

Collide

Há uma orientação em alguns segmentos do cinema europeu que priveliga o cinema de acção puro, de sequencias de preseguição interminaveis onde o filme vale mais pelo ritmo do que propriamente pelo argumento, muito na onda do que luc Besson foi fazendo. Este ano e com um ano de atraso relativo a alguns mercados europeus, surgiu este filme, que foi completamente massacrado pela critica mas que mesmo assim conseguiu uma distribuição wide no cinema americano, contudo os resultados foram completamente desastrosos e tornou-se facilmente num dos mais rotunos fiascos de filmes com expansao naquele pais.
Sobre o filme, não sendo eu apreciador de um estilo de cinema que mais não e do que uma fuga com mais de uma hora e meia de duração, ainda menos sou quando tambem nas componentes tecnicas e na abordagem o filme não consegue chamar a si qualquer tipo de caracteristica de filme de primeira linha. Ou seja quando temos um argumento absolutamente inexistente em qualquer um dos seus elementos e mais que isso tambem temos uma produçao de baixa divisao so pode resultar num pessimo filme que rapidamente questionamos quais a razões da sua produçao.
E que o filme não funciona em nenhum dos seus aspetos, se em termos de acção o mais posto em pratica o filme mais não e do que uma cena interminavel, sem qualquer sentido de logica tocando no ridiculo por diversas vezes, também em termos da alegada historia de amor o filme nunca se da ao trabalho de potenciar a relaçao central, para que tudo a seguir venha mais forte. Limita-se a um segmento de algumas cenas pouco ou nada objetivos e espera que o espetador acredite na relação assim.
Ou seja um desastre completo onde a unica questao e pensar o que chamou a atençao de alguns actores de primeira linha para participarem em algo tao vazio, tão fraco, num cinema europeu que fuciona muito melhor quando aposta no argumento do que quando faz o all in em produçoes alegadamente comerciais mas que na essencia sao um completo vazio.
A historia fala de um casal, em que a mulher tem uma doença complicada e ele tenta angariar dinheiro para a operação que a pode salvar, envolvendo-se num esquema que tenta desviar um camiao de droga de um barão do crime, e que o vai conduzir a por a vida de ambos ainda mais em risco.
Em termos de argumento nada funciona, a historia de base, completamente repetida, a pouco ou nenhma força das personagens, os dialogos nunca surpreenderem, e a sensação de vazio e de ser completamente sem sentido algumas da sequencias que deixa nos espetadores.
Eran Creevy já no seu filme anterior tinha demonstrado gostar de um cinema de acçao simples muito europeu, aqui tenta dar ao filme ritmo nas sequencias de acçao mas nunca lhe consegue dar arte, talvez por isso tenha dificuldade em algum dia sair da serie B inglesa onde se encontra de momento.
E dificil perceber o que Hoult, Jones, Hopkins e Kingsley conseguiram ver num filme como este, em personagens completamente inexistentes e numa formula de personagens que apenas podera ser explicada com bons valores monetarios, já que para a carreira de todos é um marco completamente insegnificante

O melhor – As paisagens da regiao de Colonia.

O pior – Ser um filme onde tudo o resto toca no absurdo


Avaliação – D-

The Circle

Quando The Circle foi anunciado, muitos de imediato consideraram que poderia estar aqui um dos filmes mais importantes do ano, desde logo pela forma como poderia denunciar o poder das grandes industrias de tecnologia e rede, mas mais que isso pelo mediatico cast que conseguiu chamar a si, reunindo actores consagrados com outros em ascensão. Contudo apos as primeiras visualizações percebeu-se que criticamente o filme tinha reprovado com avaliações medianas mas com uma tendencia mesmo negativo. Estas criticas acabaram por ser nocivas, para um filme que mesmo sendo da Netflix apostou na estreia em cinemas com resultados muito debeis principalmente tendo em conta o tema e o cast.
Sobre o filme eu confesso que os perigos de uma industria cada vez mais globalizada em que tudo se tem acesso a partir de uma conta google ou apple é assustador, bem como um cada vez maior risco da vida em direto, dai que penso que este filme em termos de inteligencia na escolha do tema e na forma como alerta os perigos do mesmo, acabou por acertar em cheio, dando-nos uma optima introdução e mais que isso o clima de asfixia que se vive nos dias de hoje,e nesse particular o filme sem nunca conseguir atingir os niveis de intensidade que penso que o filme poderia chegar acaba por passar essa mensagem.
O problema maior do filme acaba por ser a interiga interna, parece sempre que o filme não sai da fase de introduçao e quanto tenta entrar para o lado da moratoria o filme acaba dedicando apenas cinco minutos a isso, não dando o sublinhado que todos percebemos mas que esperamos que o filme vinque, concretamente o valor da privacidade e nisso parece-me que o filme e pouco trabalhado, na forma como perde e bem muito tempo da contextualização do lado positivo dando menos enfoque no momento em que a intriga interna do filme ia começar o filme acaba por acabar.
Mesmo assim pela escolha do tema merece destaque, pois parece a introduçao por um tema que mais cedo ou mais tarde nos vai dar um grande filme, já que ao passar do tempo fomos tendo alguns bons exercicios, uns mais fortes no tema como este, outro melhores trabalhados em aspetos especificos já que este tem varios error que acabam por lhe tirar algum poder de fogo.
A historia fala de uma jovem que acaba por ser contratada por uma empresa de topo na gama do dominio de ferramentas de internet, e que de repente começa a perceber que a mesma tem como objetivo controlar todo o mundo, chegando a dominar todas as vivencias de uma forma totalmente voyorista que poe em causa as necessidades basicas de qualquer ser humano.
Sobre o argumento do filme, e depois de sublinhar o valor interinseco do filme naquilo que ele quer ser, e daquilo que ele representa, é claramente um argumento desiquilibrado, ou seja da primazia ao contexto deixando o filme orfão de dimensao de personagens e na intriga interna que penso que acaba por finalizar mal é introduzida.
James Ponsoldt foi ate ao momento um realizador surpreendente nos divesos filmes que foi exibindo normalmente, com menos meios e menos mediatismo. Neste filme com mais atençao sobre si, parece arriscar pouco, parece sempre ser um realizador com talento mas ainda com alguma inexperiencia com meios mais elevados, contudo sendo um realizador ainda jovem de certeza que ira apromurar e tornar-se num caso serio em hollywood.
E no cast que reside na minha opinião o maior problema do filme, eu confesso que é o maior enigma atual que acho existir em hollywood é a fama de Emma Watson, aceitando facilmente que se tratou de uma jovem com empatia com o publico durante Harry Potter, certo é que depois disso tornou-se das actrizes mais repetitivas e com falta de recursos que me recordo a protagonizar um filme, repetindo sucessivamente a mesma expressao facial de sofrimento durante mais de duas horas de filme, parece nada mais conseguir fazer do que coitadinha, algo que até pode ser util em a Bela e o Monstro, mas completamente despropositado numa personagem que a determinada altura tem que se forte. Tudo se torna ainda pior quando tem que contracenar ainda que por escassos momentos com um Tom Hanks em piloto automatico que mesmo assim é assumidamente de outra dimensão.

O melhor – O tema em si.

O pior - O filme tem defeitos mas o maior dele é Emma Watson


Avaliação - C+

Saturday, July 08, 2017

Spider Man: Homecoming

Num periodo de aproximadamente quinze anos, este e o terceiro nascimento de um filme baseado num dos super herois mais conhecidos e aperciados do cinema, ou seja Spider Man. Finalmente entrosado num universo Marvel, e depois de um teaser bem conceituado no filme de Capitao America temos aqui o primeiro filme de um dos mais conhecidos herois da Marvel. Os resultados criticos foram interessantes muito na senda do que normalmente a Marvel consegue. Comercialmente os primeiros indicados demontram bem um filme bem conceituado em mais um infalivel projeto da Marvel.
Sobre o filme se existe filme que arrancou para o mundo dos superherois e do sucesso tudo começou com Spider Man de Sam Raimi. Dai que tenha sido muito cedo quando o segundo reboot aconteceu principalmente porque ia buscar muito do primeiro filme. Neste caso temos um contexto quase diferente, parece que temos mais um filme de avengers do que propriamente vamos para o inicio de Spider Man. E inteligente a forma como o filme assume que o heroi apanha o comboio a meio, sem isso ser um problema mais uma oportunidade de se deslocar daquilo que foi os filmes anteriores.
Para alem desta peculariedade que de imediato o distancia dos anteriores, temos um filme claramente mais infantil, ou não fosse Spider Man o mais novo do grupo dos herois, assim temos um filme dentro de um ambiente juvenil, com o tipico humor simplista,, muitas vezes retirado das series de sucesso da disney, sendo que a vertente Marvel aparece menos, so nas personagens e na forma como o guiao tem uma abrangencia maior.
Por tudo isto este e mais que um grande filme, porque não o é, acaba por ser demasiado previsivel, demasiado dependente do sucesso do amor, e das particularidades, mas é acima de tudo um filme eficaz, um filme com o proposito de enterter de uma forma simples, percebendo que Spider Man vai ser um dos elementos comicos e curiosos da Marvel, já que para acção tem outros para fazer este serviço.
A historia apanha Peter Parker logo apos a guerra civil, e num continuo em que Tony Stark tenta avaliar o real interior dele como heroi na forma como ele retoma o seu dia a dia. Contudo acaba por encontrar um vilao que tem como objetivo utilizar as armas de ultron para proveito proprio.
Em termos de argumento e um filme muito melhor nas particularidades do que na intriga geral, aqui é simples e por vezes previsivel, sem um valor interenseco forte como por exemlo teve o anterior filme de capitao america. Funciona bem mais em termos de humor simples e juvenil o que acaba por ser funcional na proximidade do filme com o publico.
Na realização a estranha escolha de Jon Watts era um realizador ate ao momento quase desconhecido. Aqui tem uma realizaçao mais tarefeira do que propriamente de autor, muitas vezes em alguns filmes da Marvel isso e mais importante porque algum risco a mais pode ser deitar tudo a perder.
No cast temos de dar os nossos parabens porque a escolha de Holland e uma das mais felizes dos ultimos tempos, encaixa perfitamente na simplicidade e espontaneadade que o filme precisa. Para alem de recursos interpretativos o actor tem carisma algo que já tinha demonstrado desde cedo no cinema apenas esperemos que um papel tao mediatico como este não condicione a sua carreira. No caso do vilao, Keaton perde por não ter um vilao minimanente significativo.

O melhor – Tom Holland e o melhor Spider Man.

O pior – O filme ser demasiado by the book


Avaliação - B

Friday, July 07, 2017

Growing Up Smith

Com o aumento do poder do cinema indiano seria natural que as simbioses entre as duas maiores industrias de cinema do mundo fosse pelo menos tentada. Podemos dizer que pese embora com uma base americana, este pequeno filme que acabou por receber alguns louvores em alguns festivais mais pequenos tenta isso, ou seja, um filme sob a forma como os imigrandes indianos se conseguem, ou não adaptar ao mundo americano, do ponto de vista de uma criança. O filme acabou por ter uma receção critica interessante, sendo que comercialmente e principalmente depois de ter esperado quase dois anos para ver a luz do dia, as coisas foram obviamente mais limitadas com resultados quase residuais.
Sobre o filme, a forma como o filme tenta tratar de algo tão comum e importante como um choque cultural do ponto de vista de uma criança e desde logo o grande segredo do filme, porque é filmado com esse inocencia que acaba por se tornar tornurenta e tornar um filme no minimo peculiar num objeto emocional interessante e intenso, captando para proximo de si o espetador e desde logo isso é um segredo que nem sempre os filmes declaradamente familiares conseguem concretizar.
Por outro lado o lado satirico pese embora trate um tema serio o filme adopta sempre uma toada ligeira, quase sempre com ironia, e com satira aos costumes quer de um lado quer de outro. Ao centrar a atençao em duas familias tão distintas e tao esperiotipadas naquilo que o filme quer mostrar acaba por ainda vincular mais uma ideia e funcionar bem em termos de um humor moderado já que o filme nunca tenta ser uma comedia declaradamente objetiva.
Por isso e mesmo por vezes o filme cair num happy ending demasiado perfeito, penso que se trata de um filme positivo, com momentos de bom cinema, que nos da de uma forma bem sublinhada um confronto de culturas num espaço proprio. Por vezes o bom cinema não necessita de muitos truques quer visuais ou narrativos, embora este principalmente na caracterizaçao das personagens acabe por ter em alguns momentos.
A historia fala de um jovem indiano inserido numa cultura americana mas que tem que seguir as vivencias de origem enquanto ve todo o mundo a sua volta num contexto de vida totalmente diferente. Tudo ainda fica mais latente quando se apaixona por uma vizinha com uma familia longe de ser estruturada.
O argumento do filme e forte do ponto de vista emocional, a forma como aproveita a inocencia da personagem central, para tambem fazer uma observação inocente daquilo que o rodeia, mesmo a sua pretinencia e o segredo de um filme simples emotivo e eficaz.
Na realizaçao Frank Lotito é um comediante australiano que tenta pescar um pouco das influencias de hollywood e bollywood aqui nao sendo um filme eximio em termos de realização consegue sempre potenciar as imagens quer no ponto de vista comico e emocional e isso acaba por funcionar bem.
Em termos de cast todo o peso do filme acaba por incidir nos dois jovens, por um lado o indiano Roni Akurati e na Brighton Sharbino, com estilos e fisionomias tao diferentes este era um casal que tinha tudo para não funcionar e acaba por o fazer, o primeiro mais pela caracterizaçao fisica e a segunda por ja apresentar qualidades interpretativas dramaticas interessantes em face da precoce idade.

O melhor - A inocencia com que tudo e relatado.

O pior - O happy ending demasiado novelesco

Avaliação - B

Thursday, July 06, 2017

The Lost City of Z

No decurso do ano passado existiu um filme que durante algum tempo figurou na lista de possiveis candidatos aos premios contudo na fase final, e mesmo depois de boas avaliações em termos de critica nos diferentes festivais onde foi apresentado, acabou por ver a sua estreia adiada para o ano seguinte, como se de uma desistencia se tratasse. Tudo isto foi surpreendente quando o filme ate conseguiu boas avaliações criticas que me pareciam que poderiam sustentar uma candidatura principalmente a figuras em algumas listas. Com esta nova opção de o estrear no inicio do ano os resultados comerciais foram menor fortes pese embora para um filme que nao teve no imediato uma distribuição wide, os seus resultados acabam por ser consistentes.
SObre o filme, um filme sobre exploração e principalmente um filme que se debruça sobre um longo periodo de tempo de uma personagem é normalmente um filme dificil, porque ao tentar relatar tanto de uma vida, acaba por não conseguir dar relevo ou contexto a personagem de forma a se centrar mais nos feitos. E nesse equilibrio de tempo o filme tem algumas dificuldades, ou seja, pese embora seja um filme longo, com quase cerca de duas horas e meia, acaba por não aprofundar nenhum elemento do filme, quer no contexto familiar quer mesmo no contexto de cada uma das expedições o que acaba por tornar o filme demasiado solto e faz perder o ritmo pois existe alguma falta de ligação entre as sequencias.
Contudo podemos dizer que é um filme rigoroso, na forma como dá-nos uma personagem com um objetivo muito proprio de vida, independentemente do custo. O filme mesmo não funcionando sempre como um todo acaba por ter bons momentos em cada um dos vertices que escolhe quer na vida familiar, quer principalmente no desgaste da primeira expedição. Podemos sempre dizer que em termos artisticos de abordagem o filme acaba por ser um pouco simples, ou seja, que tem pouco risco, mas isso acaba por lhe dar uma toada madura que até acaba por não danificar o resultado final do filme.
Ou seja, mesmo estando longe de ser uma obra de agrado geral, pois penso que tem muitas dificuldades no ritmo que adquire, e na ligação entre partes, e um filme com uma ideia e uma mensagem bastante clara, que para além disso acaba por ter boas interpretações e a sempre noçao da dificuldade que é filmar na selva, contudo penso que a opção por uma estreia com menos peso dos objetivos acabou por ser uma boa escolha pois parece-me que o filme nao teria dimensao para mais algos voos.
A historia fala de um general ambicioso, que devido aos seus conhecimentos acaba por embarcar numa expediçao pela amazonia, que vai definir o seu sentido de vida, que é tentar encontrar uma civilização mais antiga e mais desenvolvida do que a nossa, a quem chama de Z.
Em termos de argumento confesso que pela quantidade de aspetos que o filme quer tratar, nao se trata de um trabalho facil, nem o resultado é assim tão bem conseguido. parece sempre que o filme é demasiado partilhado entre cenas, e mais que isso, pese embora tenham algum destaque de tempo muitas das personagens secundarias acabam por nunca ser verdadeiramente explicadas.
James Gray e um realizador experiente, que aqui tem como maior dificuldade realizar na selva.Nem sempre parece ter espaço para muita criatividade e risco, e acaba por ser mais documental. Nas sequencias de limite humano fica a ideia de que poderia ir mais longe, num realizador que pese embora a consistencia entre filmes, ainda lhe falta o grande filme.
No cast a escolha de Humman parece interessante, num valor que se começa a assumir no cinema, com qualidades principalmente para encabeçar filmes de acção ou que peçam personagens fortes. Em termos interpretativos no cinema ainda necessita de mais risco. Ao seu lado um Pattinson a desenvolver uma carreira diferente e uma Miller que nos ultimos tempos tem demonstrado uma capacidade para personagens fortes e com força dramatica.

O melhor - A ideia das convições da personagem.

O pior - Um filme demasiado fragmentado

Avaliação - C+

Wednesday, July 05, 2017

Coming Through the Rye

É conhecida a inspiração que muitos livros tem para filmes, quer como base de argumentos quer dentro do proprio filme. Pois bem este filme que foi produzido em 2015 mas que so em finais do ano de 2016 viu a luz da distribuição e uma homenagem sobre o poder de um livro na vida de uma pessoa, o livro aqui em causa e The Cather in the Rye. Os resultados criticos do filme ate foram positivos com avaliações essencialmente positivas e estreias em diversos festivais. Em termos comericias um filme que adia tanto a sua estreia normalmente não tem grandes resultados e aqui acaba por ser o mesmo, com resultados completamente residuais.
Sobre o filme podemos dizer que a base do livro dentro do livro acaba por ser importante, ou seja a forma como o proprio livro acaba por condicionar o proprio resultado do filme. A ideia e original, embora me pareça que com o passar do tempo tudo se torna obviamente mais previsivel, com algumas dificuldades do filme ir para alem daquilo que e perfeitamente definido numa historia como esta. Um dos pontos importantes do filme e a capacidade que o filme tem de tocar em diversos pontos da historia daquele tempo o que acaba por interessante.
Devemos tambem dividir o filme nos seus diferentes segmentos, se em termos de historia de amor o filme acaba por ser emocionalmente interessante embora nem sempre muito trabalhado, do ponto de vista do restante pouco mais e do que um filme para adolescentes com uma obra de referencia por tras.
Por tudo isto e facil perceber que se trata de um filme com uma boa ideia, que nos parece nem sempre funcionar principalmente na proximidade da personagem central com o publico, e na escolha do cast, o que acaba por prejudicar o resultado e força do filme junto do espetador, mas e um filme com alguns recursos e com um resultado final satisfatorio.
A historia fala de um jovem mal integrado na sua comunidade estudantil, que inspira a sua vida na obra literaria de J D Salinger. Numa tentativa de adaptar uma peça de teatro com base no livro tenta conhecer o autor, numa road trip com uma companhia que pode mudar a sua vida.
O filme na forma como aborda o livro dentro da narrativa e diferente e funcional, de resto acaba por ser a basica historia do adolescente com dificuldades de afirmaçao e na sua tentativa de ganhar o seu lugar na comunidade escolar.
Em termos de realização o trabalho de James Steven Sadwith é simplista sem grandes recursos ou grandes truques com a camara e um filme que não tenta trazer para a realização grande destaque, tentando dar prevalencia ao argumento, dai que pouco se podera retirar relativamente a esta realização.
Por fim no que diz respeito ao cast, penso que a escolha de Alex Wolff e claramente um erro, um actor com muitas dificuldades interpretativas, pouco carismatica com poucos recursos que acaba por ser muito insuficiente para uma personagem que domina toda a duraçao do filme. Melhor a sua companheira de cast Stefania Owen que acaba por dar o lado mais sentimental e mais suave do filme.

O melhor – A forma como introduz o livro dentro do filme.

O pior – Alex Wolff


Avaliação - C+

2:22

O cinema australiano foi desde há cerca de dez anos, um dos que mais explodiu, conseguindo potenciar os seus fantasticos actores que há diversos anos já são referência no cinema de hollywood. Como todos os cinemas em evolução os seus filmes foram passeando por todos os generos, e aqui surpreendentemente temos um filme sobre Nova Iorque numa produção australiana. O resultado do filme, claramente de serie B foi curto não tendo tido grande atenção critica comercial, num filme pequeno que sabia perfeitamente que estaria mais rotinado para o mercado de aluguer.
SObre o filme, eu até confesso que no inicio o filme acaba por dar uma boa introdução da personagem e das suas rotinas de uma forma bem filmada, acompanhada por uma boa musica, e com o alimentar de um suspense que acaba por lançar bem o filme, o problema em termos narrativos e tudo o resto, ou seja o que o filme acaba por ser numa confusão de paralelismos com um sentido nem sempre claro. Uma comparação com as estrelas que acaba por ser muito dificil de atingir, e um final absolutamente pouco trabalhado e tao divergente do teor que o filme tinha tido até então.
Posto isto parece daqueles filmes que promete tudo nos primeiros dez minutos para depois nao concretizar nenhuma das boas indicações, tornando-se num filme cheio de buracos narrativos, sem qualquer logica de planeamento, numa pseudo historia de amor, e uma tentativa de nos dar uma realidade pre concebida, mas que acaba por ser um desastre completo naquilo que realmente o filme acaba por ser na sua historia, um conjunto de ideias disparatadas que isoladamente muitas vezes não funcionam e em conjunto muito menos.
Ou seja um daqueles filmes de domingo a tarde, que tenta juntar o Thriller com a metafisica, mas que nunca tem arte para fazer resultar a maior parte dos vetores do filme, principalmente e com grande sublinhado o argumento. É pena porque inicialmente o filme começa bem na introduçao da personagem central, e pela boa banda sonora que o filme vai tendo ao longo de toda a sua duração.
A historia fala de um controlador de voos, que começa a perceber que a sua vida esta repleta de rotinas e que diariamente uma serie de coisas ocorre sempre no mesmo minuto. Nessa altura acaba por se apaixonar por uma jovem, começando a perceber que tudo o que repara ser continuo nos seus dias pode ser reflexo de algo que esta para acontecer.
O argumento tem uma premissa dificil, temos de começar por ai, mas penso que se meterem num argumento com uma logica tão complicada com tanta dificuldade em articular aspetos do filme, apenas poderia dar em erro, num filme cuja logica de ligação entre as partes apenas dura dez minutos.
Em termos de realização eu sou suspeito porque adoro tudo que seja sobre Nova Iorque ja que e uma cidade que nos da imagem unicas. Neste particular Paul Currie escolhe bem o contexto, e em termos de banda sonora integra-a bem no filme, contudo não consegue resistir a tanto erro de argumento.
Tambem no cast o filme parece ter muita falta de talento principalmente no campo masculino Huisman que ate encaixa bem no seu papel em Guerro dos Tronos espelha aqui limitaçoes gritantes principalmente nos dotes dramaticos. Pior so mesmo o pseudo vilão interpretado por Sam Reid, que nunca consegue sequer ter atenção. Teresa Palmer tem o papel mais facil e o menos exposto ao erro.

O melhor - A banda sonora

O pior - A forma como o argumento se torna uma confusao de ideias soltas sem qualquer sentido

Avaliação - D+

Monday, July 03, 2017

Okja

Tem sido ininterrupta a tentativa da Netflix dar o salto para uma das maiores produtoras de cinema do mundo, quer com investimentos em grandes produçoes, quer na presença em grandes festivais com autores famosos. Contudo o passo que me parece mais forte da produtora foi conseguir colocar um filme na luta pelo festival de Cannes. Claro que deu tanta polemica que rapidamente as criticas se fizeram sentir, já que se trata na sua genese de um telefilme. Mesmo com esta toda a resistencia o filme foi bem recebido com avaliações essencialmente positivas para o filme de um cineasta sul coreano bem proximo da critica. Comercialmente os filmes da Netflix sao sempre dificeis de avaliar, contudo este foi um dos que foi mais falados em termos de cinema.
Sobre o filme eu confesso que tinha muito boas expetativas relativamente ao filme, não so porque tinha um elenco de primeiro nivel, e por fui um fa em todos os niveis de Snowpiecer. Pois bem desde cedo percebi que iriamos ter um filme com um bom valor em termos esteticos com alguns apontamentos a fazer lembrar Wes Andersson, mas que o filme em termos de historia pouco mais tinha do que uma propaganda simples a proteçao dos animais como comida, não tendo grandes personagens, nem dialogos e nem desenvolvimento narrativo.
E nessa extrema simplicidade de meios e de um filme totalmente previsivel no corpo apenas com um ou outro apontamento diferenciados em termos de forma, parece claramente que para um filme que teve em Cannes sabe a pouco. Mesmo que emocionalmente a ternura da relação acabe por ser simpatica, algo que o filme percebe como a sua mais valia e acaba por ter dezenas de sequencias sem grande conteudo de interação simples entre a menor e o animal, o filme na essencia tem muito pouco mais que isso, a não ser uma critica que já e conhecida de tudo e de todos.
Por isso uma desilusao de um filme que a determinada altura quer ser desconcertante a todo o custo, parece muitas vezes que o filme não necessitava de tanto desalinho e necessitava de mais razao, mais originalidade no argumento de base, não na roupagem e caracterizaçao do filme. Temos um filme de autor mas não me parece que temos uma obra de autor.
A historia fala de um concurso de dez anos no sentido de tentar encontrar o super porco. Dez anos depois o vencedor e um gigantesco animal, mas que acabou por criar uma relação proxima com uma menor, que vai fazer tudo para impedir que o animal acabe no destino que sempre foi o seu, ou seja, tranformar-se em comida.
Em termos de argumento e sabido a ligação entre o vegan e a arte, e aqui temos isso, uma propaganda com uma roupagem mais arrojada à ingestão de carne como alimento. Fora essa filosofia o filme não tem muito mais, em termos de personagem e muito limitado, assim como argumento e mesmo na linhagem narrativa, e um filme que cuida mais neste parametro nos promenores do que no essencial.
Na realizaçao Jon Hoo Bong surpreendeu-me pela positiva no seu filme anterior, e o cinema sul coreano e muito visual, aqui temos isso, estetica, e nesse particular parece-me que e o unico elemento de filme de topo, de um realizador que arrisca, mas aqui a essencia não era muito forte.
No casto, um naipe de actores de primeira linha, com personagens pouco trabalhadas ou com pouca dimensao.Do lado positivo sempre a competente Tilda Swinton que nasceu para personagens diversificadas e iconicas. Do lado negativo Gyllenhall numa construçao demasiado histerica e demasiado barulhenta o que nem sempre me parece ser um papel para um actor da sua dimensao.

O melhor – A dimensao estetica do filme

O pior – A dimensao narrativa


Avaliação - C

Saturday, July 01, 2017

Song to Song

Terrence Mallick é um dos mais estranhos e particulares realizadores de Hollywood. Depois de uma carreira inicial marcada apenas por três filmes, nas ultimas decadas tem estado bem mais presente, contudo mais distante do sucesso critico. Neste filme sobre o mundo da musica o resultado foi bastante modesto, com uma avaliação critica demasiado mediana, o que não serviu de impulso para outro tipo de resultado e comercialmente sendo filme desde logo dificeis os resultados comerciais são sempre desde logo moderados.
Sobre o estilo de cinema, eu mesmo gostando da qualidade de algumas da imagens que ele consegue transmitir, e do seu prefecionismo estetico na criaçao do contexto ideal para a interação das personagens, não sou adepto de um estilo de cinema solto, sem guião, sem propósito sem historia, parece que na essencia temos imagens isoladas dos mesmos personagens, recheadas com um monologo cujo sentido muitas vezes não é claro, dando nos um cinema facil de boas imagens mas sem qualquer tipo de conteudo.
Mas o que ainda mais choca no que diz respeito ao cinema de Mallick e que ele consegue sempre com este estilo rechear os seus filmes de estrelas que depois tem de passar na manta de retalhos da montagem, sendo comum muitos deles ficarem de fora, neste caso Hally Bennet e Christian bale. Mas parece sempre que ele pouco quer mais do que a presença destes actores em filmes que nada pedem aos mesmos a não ser a presença e isso parece pouco num cinema que cada vez mais pede um valor narrativo forte do argumento.
Com a idade de Mallick acredito que nada vai mudar na sua forma de filmar, que provavelmente vamos ter mais filmes com este formato, o que de alguma forma retirando o efeito surpresa vai acabar por ser mais do mesmo, diminuindo o seu lado critico que durante anos alimentou a sua carreira. Outros dos problemas e a forma como ele demora a lançar os seus projetos em pos produços completamente interminaveis, e neste filme e facil perceber porque já que era muito dificil ligar as peças.
Sobre a historia e mesmo sendo dificil de a encontrar fala-nos de um triangulo amoroso, entre dois amigos e uma jovem que de alguma forma vai baloiçando entre ambos, e das relaçoes paralelas que vai existindo entre cada um dos elementos.
Em termos de argumento como muitos dos protagonistas do filme fizeram questão de sublinhar, esse argumento acaba por não existir, temos sequencias de interação solta, apenas com um monologo que tenta unir peças, dai que no final não sabemos quem nas duas horas anteriores nos fez companhia, sendo na sua base um poema visual cujo conteudo e indecifravel.
Mallick tem uma capacidade unica de captar imagens isso já tinha sido bem observado noutros filmes, contudo parece que o seu genero e demasiado diferente e desligado para tornar-se alvo de um amor profundo dos cinefilos, que querem algo que entendam, não um conjunto de boas cenas em termos esteticos mas que o conteudo basicamente não existe. Mas isto parece-me que sera sempre Mallick.
Por fim no cast, poucos filmes podem-se gabar de ter um registo tao rico de actores de uma primeira linha, contudo o filme nada lhes pede para a alem da presença com personagens vazias, em interação espontaneas ou não. E facil perceber que os actores gostam de trabalhar com Mallick porque a exigencia e zero.

O melhor – A qualidade estetica de Mallick

O pior - A incapacidade de contar qualquer historia


Avaliação - C-

Friday, June 30, 2017

The Discovery

A aposta da Netflix no cinema tem tido algumas dificuldades em imperar, mesmo chamando a si, actores de primeira linha, conseguir lançar-se em festivais de primeira linha mas até ao momento sem grande resultado. Em Sundance deste ano o destaque da netflix era nesta descoberta, pese embora uma outra produção menos visivel apoiada pela empresa tenha ganho o premio principal. Este filme foi recebido com mediania contudo em termos comerciais a avaliação do sucesso dos filmes da Netflix só pode ser avaliado pelo mediatismo e neste caso não podemos dizer que tenha sido um filme de grande destaque.
A premissa de Discovery até podemos dizer que acaba por ser interessante, tentar fazer um filme que quer perceber o que acontece depois da vida. Parece-me que este ponto pode ser uma excelente base criativa para diferentes filmes. Neste caso podemos dizer que a ideia é melhor que a execução, olhando o filme no fim parece obvio que se trata de um filme com uma boa premissa, que trata com originalidade uma ideia criativa. COntudo na execução o filme tem principalmente no desenvolvimento da narrativa alguns problemas. O primeiro dos quais é uma introdução algo difusa que não prende o espetador, sendo na maior parte do tempo um filme sem ritmo.
Apenas com a sua conclusão acabamos por perceber que se trata de uma ideia bem montada, um bom plano generalista de um filme com ideias bem definidas mas nem sempre bem exploradas. Isto é o que diferencia um filme suficiente de um otimo filme, ou seja, a capacidade de se fazer um filme completo a tempo inteiro, e nao um filme que funciona porque a ideia central do argumento é tão forte que quase não exisita forma de não o fazer.
Contudo aos poucos tem vindo a parecer que a Netflix mais que arriscar em filmes comerciais tem adoptado alguns dos bons valores do cinema independente, dando-lhe recursos principalmente em termos de atores para voos mais elevados. parece um projeto em aperfeiçoamento, mas não me parece ainda que seja este filme que marque a viragem para algo nivel da produtora.
O filme fala de um grupo familiar que tenda descobrir o que ocorre com a nossa mente depois da morte. Num grupo marcado por conflitos familiares claros, que acaba por lançar a discussão da descoberta a todo o custo.
Em termos de argumento podemos dizer que temos uma boa historia, com uma ideia criativa e interessante que acaba por ser a base de todo o argumento. Em termos praticos acho que o filme tem melhores momentos na fase final do que no seu desenvolvimento onde tem algumas dificuldades quer com o ritmo e principalmente com a caracterização das personagens.
Na realização Charlie Mcdowell é um dos jovens valores da realização ainda numa fase inicial da carreira, relacionado em termos amorosos e familiares com algumas figuras relacionadas com o cinema tem aqui uma realização cinzenta, que acaba por nao potenciar, principalmente em termos de ritmo o valor total do filme. Esperaremos outros filmes para perceber o seu real valor.
Em termos de cast parece-nos que o filme não é equilibrado em termos de escolhas, se me parece que Redford, Mara e Plemons foram excelentes escolhas para os objetivos do filme, já no que diz respeito ao protagonista Segel parece-me muito mais rotinado para filmes comicos do que para personagens mais densas como esta.

O melhor - O final e o significado do mesmo.

O pior - A forma como o filme não adquire ritmo na fase inicial

Avaliação - B-

Thursday, June 29, 2017

The Bad Batch

Normalmente nos maiores festivais europeus surgem alguns pequenos filmes, de um circuito menor norte americano que acaba por chamar a atenção. Um desses filmes que o ano passado competiu e ganhou mesmo o grande premio do juri no Festival de Veneza foi este particular filme, que posteriormente apenas um ano depois viu a distribuição nos EUA, muito por culpa da sua peculariedade. Em termos criticos as coisas também não foram tão brilhantes nos EUA com avaliações positivas mas com uma tendência mais mediana. Comercialmente os resultados do filme são extremamente modestos principalmente tendo em conta que se trata de um filme com algum cartel em termos criticos.
Sobre o filme, desde logo podemos dizer facilmente que se trata de um filme negro, sem grande sentido, mas que acaba por ser visualmente bastante interessante. A forma como o filme em si acaba por dar-nos uma sociedade alienada e as diferenças entre estilos, de um ponto de vista muito proprio acaba por ser uma assinatura interessante, para um filme que muito pela sua irreverencia e forma acaba ele também por ser interessante.
E obvio que facilmente no final pensamos, "isto não faz grande sentido", mas por outro lado a forma como o filme nos dá duas sociedades completamente distintas da nossa e enquadra na mesma uma personagem, acaba por ser esteticamente e mesmo num cinema rebelde interessante, onde as cenas acabam por dar mais peso a um filme que narrativamente não tera grande alcance, mas que devido a sua estranheza acaba por ser interessante.
Claro que principalmente no final, poderia ter um climax mais assumido, poderia ser um filme mais falado, quase sempre os dialogos sao substituidos por sequencias de som, de definição, que acaba por ser o cartão postal de um filme que se assume como diferente, e que nos objetivos dessa diferença acaba por resultar em longa escala. E destes filmes que muitas vezes conseguimos gostar mesmo que tudo soe a demasiado distante.
O Filme fala de uma jovem que depois de ser solta de uma cadeia no deserto americano, acaba por ser capturada por uma tribo de canibais, até ao momento em que consegue sair e refugia-se numa outra sociedade chamada "the Dream" mais pacifica, contudo uma relação estranha com um dos membros da outra sociedade acaba por não conseguir definir onde quer residir.
Em termos de argumento podemos dizer que tudo é demasiado estranho, desde a base, aos poucos ou nenhum dialogo, a personagens que são apenas maneirismos, nao e propriamente um filme muito trabalhado deste ponto de vista.
Na realização a irreverência de Ana Lily Armipour acaba por ser contagiante e surpreendente, consegur ir buscar o lado servagem de outros filmes de deserto, e dota-lo de uma riqueza visual e musical muito interessante, num filme rebelde, mas com assinatura, e que me deixa curioso relativo ao restante percurso da jovem realizador.
No cast o protagonismo vai para a modelo Suki Waterhouse, que tem aqui um papel mais gráfico do que de interpretação que encaixa bem em si, ao seu lado Momoa também encaixa bem num filme mais visual, e com prestações também honrosas para as necessidades de Reeves e Carey.

O melhor - A forma como determinados momentos desconcertam aquilo que estamos habituados

O pior - Narrativamente e em termos de argumento deveria ser um filme bem mais rico

Avaliação - B-

Monday, June 26, 2017

The Dinner

Oren Moverman é um realizador israelita que os primeiros filmes se tornaram daqueles que exibidos em festivais menores tiveram o reconhecimento que o tornaram minimamente conceituado principalmente proximo da critica. Contudo o que conseguiu com os dois primeiros filmes acabou por não ser enquadrado nos seguintes, e este filme acabou por mesmo sendo exibido em alguns festivais de menor dimensão, não ser propriamente aperciado com avaliações demasiado medianas. Ja no que diz respeito ao valor comercial, os filmes do realizador parecem nunca ter este objetivo como o seu goal, dai que os resultados essenciais acabam por estar presente tendo em conta que se trata de um filme com pouca expansão.
Sobre o filme, podemos dizer que a grande aposta do filme centrou-se com a definição formal do filme dividida em segmentos como se de uma refeição se tratasse, depois acaba por ser uma comedia de costumes, mas quase sempre demasiado confusa na organização das cenas, no avanço e recuos, e nas janelas temporais quase sempre exageradas, que faz com que na primeira hora o filme, quase não consiga evoluir e acabamos sem perceber onde o filme quer chegar e qual vai ser o centro de conflito do filme, sobrando apenas um ou outro dialogos sem grande sentido.
Na segunda parte do filme, e depois de nos ser introduzido o foco central do filme, o filme consegue ganhar dimensao, principalmente porque puxa as personagens para as suas caracteristicas basilares, deixa de ser um filme confuso para ser algo com um proposito bem definido, para ser um conflito sem resoluçao, e aqui as personagens ganham força, principalmente na diade entre o lado masculino e feminino.
Mas como a maior parte dos filmes independentes e com essa marca registada o final acaba por não concluir nada, parece que nos deixa em pleno centro do conflito e isso é claramente uma forma que a mim pessoalmente não me agrada, principalmente depois do filme ter conseguido recuperar o espetador, acaba por seguidamente o abandonar num final completamente de repente, sem sentido, e sem moral.
Em termos de historia o filme fala de dois casais, em que os homens são irmãos e que tem uma questão relacionada com o comportamento dos filhos de ambos para resolver. Contudo de imediato parece que esta discussão tem mais elementos do passado do que do presente.
Em termos de argumento a base essencial do filme acaba por ser interessante na disputa entre o que tem que ser e aquilo que é mais animalesco na vertente familiar. Em termos de personagens estas vão crescendo com o filme, e isso acaba por ser meritorio, perde na primeira hora de enredo emaranhado e mais que isso no seu final completamente abrupto.
Na realização eu confesso que mesmo não sendo um realizador de proa em termos de abordagens aos filmes Moverman acaba por ter uma filmiografia interessante quer como argumentista quer como realizador. Aqui parece-me ser mais eficaz na definiçao do conceito do filme do que no argumento, mesmo assim por vezes parece baralhar demasiado o filme tirando-lhe uma objetividade que neste caso poderia ser benefica.
Por fim no que diz respeito ao cast Richard Gere parece ser de momento o actor do realizador, aqui num papel bem mais simples do que o anterior da o protagosnismo todo aos restantes com papeis e interpretações mais conseguidas. Coogan um humorista de base funciona a espaços, numa interpretação dificil mas com altos e baixos. Melhor e como já é habitual Linney, com a interpretação mais conistente e Hall com bons momentos.

O pior - A primeira hora e um final completamente absurdo

O melhor - Mesmo depois de uma hora de adormecimiento recuperar o filme a determinado período dentando depois tudo por agua abaixo

Avaliação  - C-

Sunday, June 25, 2017

Wonder Woman

Depois dos primeiros avanços da DC naquilo que foi a resposta à Marvel na batalha dos super herois ficamos desde logo com a sensação que a diferença entre ambos era colossal com clara vantagem para a Marvel, fruto não só da experiencia mas de um auxilio mais que frutifero com a Disney. Apenas no terceiro filme, ou seja com este Wonder Woman a DC conseguiu o sucesso critico com avaliações essencialmente positivas. Muito por fruto desta recepção tambem comercialmente Wonder Woman tornou-se rapidamente num dos sucessos deste ano e em termos de mediatismo pode funcionar como a alavanca que a DC necessitava para o seu mundo.
Eu como a maioria das pessoas sempre achei que os filmes da Marvel estavam num plano muito mais elevado do que os da DC, que pareceram-me sempre com dificuldades no carisma dos personagens na força dos vilões e principalmente na densidade do argumento, já que como a maioria não considerio The Dark Knight parte desta saga. Este Wonder Woman, pese embora em termos criticos tenha recuperado terreno na minha opiniao continua na mesma longe do que a Marvel ainda consegue fazer com o seu mundo. Na essencia temos neste filme muitos dos erros que a DC já teve nos seus filmes anteriores, falta de vilões a altura, filmes muito dependentes do nivel estetico e menos do argumento e uma pessima escolha de actores.
Estes sao os primeiros e os mais claros defeitos deste filme, que ate começa do ponto de vista estetico de uma forma muito interessante na forma como o mundo de Diana e caracterizado, mas com a chegada a guerra o filme acaba por em termos produtivos so apostar na sequencias de acção e torna-se repetitivo. Mas o grande problema do filme volta a ser narrativamente, demasiado previsivel, pouco espontaneo, onde apenas alguma sensualidade dos discursos entre os protagonista da algum toque de diferenciaçao ao filme, que de resto não consegue em termos de argumento ir buscar quer humor quer carisma.
Mas o problema que me parece ser cada vez mais vincado na DC da nova vaga e a dificuldade em fazer funcionar os viloes, aqui temos diversos e nenhum consegue preencher o filme, consegue combater em força de ecra com o protagonista, e muitas vezes esse e o principios para a historia falar.
Neste filme vamos a origem da Wonder Woman, do seu treino, da sua realidade ate a sua vinda para o nosso mundo, e a sua função nele, enquanto descobre os seus poderes e tem de lidar com uma força que pensa bem maior que ela.
Em termos de argumento penso que novamente o filme não tem linhagens originais que lhe de uma roupagem que o diferencie, isso denota-se num argumento que em termos de intriga e repetitivo e na falta de personagens carismaticas, não se espera isso do heroi mas num filme com quase duas horas e meia existe muito que pode ser potenciado.
Na realizaçao a escolha de Jenkins acabou por numa primeira fase do filme ser feliz, os primeiros vinte minutos sao de produçao e realizaçao de primeiro nivel, algo que vai desaparecendo num filme que por vezes é apenas eficaz no dominio dos seus efeitos.
No cast já disse muitas vezes que a aqui e onde a DC e goleado pela Marvel, e obvio que a figura de Gadot e funcional do ponto de vista comercial, mas e obviamente uma actriz com pouco tamanho e recursos e aqui denota-se na repetiçao constante de expressoes. Ao seu lado Pine esta longe tambem de ser um actor de primeira linha, e nos viloes, também me parece não funcionar mas aqui pela pouca dimensao dos mesmos no argumento do filme.

O melhor – Os primeiros vinte minutos de imagens brilhantes

O pior – A DC e os seus cast


Avaliação - C