Wednesday, April 25, 2018

Pacific Rim: Uprising

Cinco anos volvidos depois de Guillermo del Toro ter surpreendido com uma grande produção sobre robots gigantes mas com entertenimento de ponta, surge a sua sequela, desde logo sem o realizador mas tambem sem os dois protagoniostas principais. Talvez pela falta da base essencial de sucesso do primeiro filme o resultado critico foi claramente inferior com avaliaçoes medianas com tendencia mesmo negativa. Em termos economicos o filme conseguiu resistir principalmente nos mercados internacionais ao contrario do americano onde acabou por ficar muito aquem do primeiro filme.
Sobre a obra em si, e começando por ressalvar ter sido adepto do primeiro filme, este segundo filme comparativamente e um desastre completo, desde em termos narrativos, onde nao só nao acrescenta nada como cai em todos os cliches que o primeiro filme resistiu, mas mais que isso na sua esscencia limita-se a enumeras sequencias de açao sem grande plano com efeitos de ponta e nada mais.
Aconteceu com Pacific Rim aquilo que aconteceu com Transformers, depois de um primeiro filme funcional principalmente a nivel de entertenimento temos obras sequentes pouco trabalhadas, quase de forma a potenciar os efeitos especiais de ponta mas sem qualquer valor narrativo e mais que isso sem os elementos diferenciadores que funcionaram no primeiro filme.
Nao sei se iremos ver novos episodios a falta principalmente da base do primeiro para o segundo filme e muitas vezes a morte das sagas e aqui temos um baixar de qualidade significativo num filme cujo primeiro filme foi uma boa junçao de tecnica e argumento quando aqui temos um filme que apenas ficou com a tecnica.
O filme segue dez anos o primeiro filme, onde novamente temos o ataque dos seres de outro mundo, com toda a força com uma nova equipa determinada em salvar o mundo desse mesmo ataque.
Em termos de argumento muito pouco, a base vem do primeiro filme, e pouco mais e acrescentado, alguns twists nas personagens, pouco ou nenhum humor, e uma intriga tipica de filme serie b. Muito pouco para um filme com este orçamento.
Na saida de Del Toro ficou com o leme DeKnight um realizador de obras maiores da televisao que aqui teve o seu maior projeto mas sem brilho, muitos efeitos mas pouco autor, necessitara de mais filmes para ter mais risco.
Por fim em termos de cast, claro que Humman e Alba sao muito mais funcionais que um Boyega que ainda nao confirmou a razao de ter sido escolhido para Star Wars e um Scott Eastwood que ainda mostra ser apenas a sombra do seu pai. Pior que tudo um Day funcional em comedia mas ridiculo a assumir a vilania do filme.

O melhor - Os efeitos continuam de ponta

O pior-  COmo se esgota um bom primeiro filme.

Avaliação - D+

Tuesday, April 24, 2018

Red Sparrow

E estranho como e que um filme que é adaptaçao de uma obra literaria de renome com um bom elenco se deixa estrear numa fase mais apagada do cinema, demonstrando desde logo que o filme tinha pouca confiança em si proprio. Em termos criticos percebeu.-se que o filme nao poderia ir muito longe com avaliaçoes demasiado diferentes o que nao permitiu uma recepção critica positiva. Restava o valor comercial do filme o que tendo em conta os intervenientes tambem me pareceu escasso.
Sobre o filme temos aqui um jogo de espioes ao mais alto nivel, num filme de longa duração, duro, com muito do seu teor implicito, mas um jogo do gato e do rato de impacto e de entertenimento interessante. A formula dos personagens serem abertos como bluff é algo patente ao longo do filme e permite criar o suspense relativamente ao lado de cada um e isso faz que um filme como este mantenha o espetador ligado ao ecra e isso e obviamente de valorizar.
Mas tambem nao se fica por aqui, sendo a sexualidade um tema dominante o filme explora-o com saber no filme quer implicitamente quer explicitamente e isso acaba por dar ao filme um caracter cru, na forma como as Sparrow eram trabalhadas para ser objetos com um sentido unico. E nisso o filme consegue dar essa ideia de uma forma dura mas eficaz.
Por tudo isto parece-me que nao sendo uma obra prima, longe disso este Red Sparrow e um bom filme de entertenimento que prende o espetador, que surpreende o telespetador, que nao tenta embelezar as coisas sendo negro e violento, e muitas vezes neste genero isto e o que diferencia um filme eficaz de um mau filme.
A historia fala de uma ex bailarina russa que aceita ser agente daquele pais numa missao que tenta descobrir uma toupeira nos serviços secretos russos.
Em termos de argumento o filme e eficaz, principalmente na forma direta com que as palavras sao ditas nos dialogos, e principalmente na intriga e o twist final, consegue deixar o espetador preso ao ecra, mesmo sem personagens de ponta.
Francis Lawrence e mais que qualquer coisa ainda um tarefeiro de hollywood, falta-lhe um filme que tenha a sua assinatura e este filme tambem acaba por ser eficaz mas sem brilho na realizaçao. Com os actores que ja trabalhou ja se pedia um filme mais vistoso.
No cast temos Lawrence num papel mais adulto, bem criado, se bem que me parece algo esteriotipado no exagero do sotaque russo. Ao seu lado muito pouco espaço para os secundarios ja que e acima de tudo um filme de personagem. Nao sendo dos melhores filmes de Lawrence e um dos mais corajosos e exigentes fisicamente.

O melhor - A sinceridade com que o bluff e feito pelas personagens.

O pior - Claro que são demasiadas voltas para ser vermosivel

Avaliação _ B

Saturday, April 21, 2018

Peter Rabbit

Uma das historias mais conhecidas de Beatrix Potter conta a relação de um coelho com uma familia. Este ano e com toda a inovaçao tecnologica a cargo da Sony surgiu esta adaptaçao com uma serie de vozes familiares. Os resultados do filme comerciais foram muito interessantes tornando-se num dos filmes mais rentaveis junto dos mais novos na epoca de pascoa. Em termos criticos as coisas nao correram particularmente bem, com avaliaçoes dispares e demasiado medianas.
SObre o filme e facil perceber que o alvo preferencial deste filme sao os mais pequenos, e o filme neste alvo pode funcionar principalmente porque usa algum humor, principalmente fisico, e acaba por ter emoçoes simples num processo bem trabalhado. O filme funciona bem pior em termos de significado e mais que isso junto dos mais velhos, o filme nunca consegue ter atributos que lhe permitam obter este tipo de resultado.
POr isto e mesmo tendo em conta que e um filme tecnicamente bem feito, parece-me claro que é um filme com limitaçoes no alcance, pese embora seja uma historia para os mais pequenos funcional, o filme nao e particularmente diferente em nenhum dos seus pontos, e por isso penso que o filme não tem dimensao para ombrear com outros filmes do mesmo genero.
SUblinha-se o caracter britanico do filme que esta bem presente nas personagens, no humor, na forma como o filme e realizado. COntudo numa altura em que Paddington conseguiu subir os patamares deste genero de filmes para niveis mais elevados este filme sabe mesmo a muito pouco.
A historia fala de um coelho e os seus familiares e a sua relação com o proprietario de uma horta que normalmente eles atacam, bem como uma vizinha simpatica.
EM termos de argumento o filme tem processos simples quer em termos de personagens quer em termos de humor, significado e intriga. Parece-me que o filme não e propriamente totalmente distinto neste particular.
Na realizaçao Gluck depois de um inicio na comedia com sucesso principalmente comercial, teve um rotundo floop na sua adaptaçao de Annie, e regressa aqui a um genero familiar com mais sucesso. Pese embora o filme nao seja totalmente artistico penso que o filme funciona no uso das tecnicas.
Os filmes para os mais pequenos sao ingratos para os seus actores, principalmente porque nao lhes pedem muito em termos dramaticos e mais num humor fisico que nem sempre encaixa nos atributos dos protagonistas. Gleeson tem essa capacidade mas cai em demasia no overacting. Bem melhor Byrne, num encaixe total na personagem.

O melhor - ALguns momentos de humor.

O pior - O filme nao ter nada que o distinga totalmente

Avaliação - C

Borg Vs McEnroe

As rivalidades historias do desporto são sempre algo proveitoso para o cinema. Usualmente e hollywood que embarca nestas historias contudo em 2017 o proeminente cinema sueca apostou em trazer ao ecra a rivalidade entre estes dois carismaticos jogadores de tenis, com personalidades bem diferentes durante um torneio de Wimbledon. O resultado critico foi moderadamente positivo pese embora sem o entusiasmo que tivesse conduzido o filme a uma escala universal. por sua vez comercialmente sendo uma produçao europeia os resultados foram modestos e o filme nao conseguiu a visibilidade que muitos numa fase inicial pensaram que seria possivel.
Sobre o filme eu penso que ao contrario de outros filmes, este tem um ponto a favor, desde logo o facto das personalidades em choque serem completamente antagonicas e mais que isso ambas bastante interessantes no seu processo de crescimento. O filme aproveita isso dando muitos flashbacks ao filme que alias sao o grosso daquilo que o filme quer contar.
Mas tem um problema que nao deixa de ter o impacto desejado, ou seja, esta rivalidade nunca o foi na verdade, existiu uma disputa competitiva entre ambos mas nunca houve um choque pessoal entre ambos para alem do desporto, e isso tira alguma nervo ao filme que é demasiado pausado, muito numa tradiçao europeia de contar historias, e com um equilibrio de tempo nem sempre facil, principalmente na longa duraçao do jogo final.
OU seja um filme que serve muito mais de homenagem aquilo que foi Borg como pessoa e jogador do que propriamente o choque que o titulo deixa antever. Para os amantes do tenis fica a homenagem a dois jogadores e personalidades singulares mas o filme não consegue ir mais longe do que a descrição e a base do custo do sucesso.
O filme fala-nos dois dois carismaticos jogadores de tenis e a forma como chegaram a um torneio de wimbledon, um como campeão e sem sentimentos amado pelo publico, e um irreverente jovem americano que dava os primeiros passos no sucesso.
Em termos de argumento o filme e inteligente na forma como da primazia ao passado do que propriamente ao presente, ja que este na essencia nao tinha muito mais que contar do que um jogo de tenis. Nem sempre o argumento permite os balanços certos de tempo.
Na realizaçao Metz nao tem um trabalho facil principalmente na contextualizaçao espacial e temporal do jogo, mesmo assim para um realizador dinamarques parece-me que o filme funciona principalmente na adequaçao ao tempo da transmissao do jogo.
No cast principalmente fisicamente temos muito de Borg em Gudnanson, ja que em termos de interpretaçao o filme nao exige muito. Labeouf parece-me algo perdido a procura de papeis mais intensos, aqui parece-me quase sempre longe daquilo que conhecemos de McEnroe.

O melhor - O lado passado dos jogadores.

O pior - A rivalidade em si nunca existiu

Avaliação - C+

Friday, April 20, 2018

Den of Thieves

Os filmes sobre golpes a instituições bancarias sempre tiveram uma presença muito propria no cinema e chamaram a atenção para os adeptos do cinema. Com algumas adaptaçoes e historias de maior sucesso que outras, em Janeiro do presente ano surgiu um filme sobre grupos de policias e ladroes com muitos pontos em contacto que acabou por passar com mediania quer comercial quer critica que nao deu a dimensao que a duraçao do filme fazia prever.
Den of Thieves é um filme com algumas qualidades que devem ser assumidas, a capacidade de fazer um filme detalhado no plaeamento do golpe, em algumas interpretaçoes principalmente no lado dos maus, e um final que acaba por nos dar a volta a tudo aquilo que nos estamos a pensar. Contudo e um filme com defeitos tambem vincados como nao dar nada sobre as razões das personagens para os seus planos, existir alguns pontos do argumento que sao abandonados mas acima de tudo a elevada duraçao para um filme do genero.
mesmo assim e nao sendo propriamente uma obra prima ou com um significado muito imponente parece que acima de tudo e um filme de entertenimento razoavel, mesmo tendo em conta a sua duraçao, e um filme que vai crescendo principalmente quando o climax chega e acima de tudo aposta no twist final que e sempre um trunfo para qualquer filme que tem como objetivo a aceitaçao comercial.
Numa altura em que os argumentos sao repetidos, este acaba por ter alguns pontos diferentes mesmo que outros pouco trabalhados o que nao e compreensivel em face das quase duas horas e meia de duraçao. Ficamos com a ideia que principalmento no lado mais negro dos grupos existia muito mais para contar e explicar.
O filme fala de um conjunto de policias que passeiam nos limites da lei e a forma como tentam investigar um grupo de assaltantes com um plano enorme de roubar uma instituição bancaria.
No centro do argumento nao temos nada de particularmente distinto neste filme, em termos de intriga o filme funciona principalmente nos detalhes do plano e na forma como surpreende o espetador. Perde pela ma contextualizaçao dos personagens.
Gudegast e um realizador que ate ao momento era mais conhecido por argumentos de filme de açao e mesmo assim longe de um sucesso interminavel. No filme temos competencia com simplicidade permitindo ritmo ao filme, mesmo que nunca arrisque em algo mais artistico.
Uma das surpresas positivas do filme vem no cast Schreiber o irmao mais novo de Liev tem uma pretação de relevo, demonstrando carisma e intensidade que lhe fazem pensar numa carreira mais seria nos proximos anos. Jackson Jr parece demasiado Ice Cube e Butler e algo repetitivo nos seus papeis.

O melhor - Schreiber

O pior - A falta de explicaçao das personagens

Avaliação - C+

Wednesday, April 18, 2018

10 X 10

Alguns actores de segundo nivel diversas vezes tentam a sorte em filmes mais pequenos de realizadores em inicio de carreira procurando o reconhecimento critico que nos filmes maiores nao conseguem ter. Neste pequeno filme reuniu-se dois actores que encaixam nesse perfil, num curto filme de suspense. O resultado critico do filme não foi propriamente o melhor e comercialmente também não teve dimensao para grandes voos.
Sobre o filme podemos dizer que este acaba por nos dar a dimensão objetiva que os Thrilers de baixo custo costumam ter, principalmente na forma como alimenta a intriga na fase inicial e aos poucos vai nos dando aquilo que realmente é essencial na fase central do filme. Certo é que contudo o filme tem muitas dificuldades de logica quer na fase inicial quer posteriormente na manutenção de toda a situação do filme.
Por tudo isto mesmo sendo um filme que consegue manter a intriga ate ao final, parece nunca ser coeso ou equilibrado naquilo que quer contar e por isso é facil perceber que se trata de um filme menor, que cai nos erros de palmatoria dos thrillers de melhor qualidade e que nunca consegue explorar sem cliches as caracteristicas dos seus personagens.
Ou seja um filme que rapidamente se esquece, que fruto da sua curta duraçao consegue manter algum ritmo, mas que na essencia nao consegue nem narrativamente nem em termos de conceito dar qualquer toque diferenciador que permita ao filme outro tipo de objetivos.
A historia fala de uma mulher que de repente e raptada por um individuo que a segue, sendo que aos poucos vai se percebendo a relação entre as duas personagens quando a primeira tenta se libertar do controlo que lhe e efetuada dentro de um pequeno quarto.
O argumento e simplista, mesmo na forma como o filme acaba por se desvendar nao temos nada de particularmente novo. Em termos de personagens fica a ideia que as mesmas deviam ser mais trabalhadas e os dialogos mais potenciados em termos de dinamica.
Na realizaçao Suzi Ewing e uma total desconhecida com um trabalho basico sem grande risco, ou nivel artistico. nao sera este filme que a fara sair do anonimato mas e um projeto que chamou a si alguns actores pelo menos conhecidos.
No cast Evans e Reilley sao actores diferentes, o primeiro tenta nestes filmes ganhar um caracter mais dramatico que este filme nao potencia, enquanto que a sua companheira de cast tenta maior dimensao comercial, algo que tambem este filme nao lhe deu.

O melhor - A forma como o filme se vai revelando

O pior - Muito do que nos da nao tem grande logica

Avaliação - C-

Fifty Shades Freed

Três anos depois da primeira saga desta adaptaçao ao cinema de um dos titulos mais conhecidos da literatura contemporanea, o franchising chega ao fim com o terceiro filme. Com o passar do tempo não so a expetativa foi ficando menor bem como em termos de resultados comerciais as coisas foram ficando cada vez mais negras. Criticamente desde o primeiro filme que os resultados foram muito negativos numa saga que ficara para a historia como uma das piores recebidas em termos criticos.
SObre o filme começo por dizer que quando pensava que dificilmente este ultimo capitulo poderia ser pior que o seu anterior, pois bem enganei-me, este é não so o pior filme a todos os niveis da saga bem como acaba por ser um dos piores filmes que tenho memoria, e isso num filme que supostamente concluiria uma historia e uma triologia que provavelmente nao teria materia nem sequer para um filme.
Tudo no filme nao existe, desde logo uma intriga completamente sem intensidade e que acaba sem nos pensarmos muito bem se estamos a assistir a um filme de base uma satira aos filmes, um suspense em determinado ponto narrativo que desaparece num guião, e uma quimica que apenas serve de contexto para as sequencias sexuais que nada mais sao do que repetir o que os filmes anteriores ja demonstraram.
Ou seja num filme baseado num livro escrito por uma mulher, sobre uma mulher acaba por ser das historias mais futeis que ha memoria, sendo uma passerelle de dinheiro e bens materias e pouco mais, num filme que para as suas amantes deve fazer pensar se o genero nao tem uma crise de valores.
O filme fala do lado final entre Grey e Anastasia depois de casar, e com o desenvolvimento da relaçao a sofrer alguns precalços ate a felicidade final.
O argumento e completamente absurdo, desde logo numa intriga inexistente, em dialogos de personagens totalmente futeis, e com pontas narrativas que desaparecem sem ser fechadas em momentos em que pensamos que quem montou o filme deveria estar com crises de memoria, enfim horrivel.
FOley aceitou realizar os dois filmes sequentes e teve aqui os seus filmes mais fracos e mal realizados, provavelmente pondo fim a uma carreira que a determinada altura chegou a ser promissora, provavelmente vai necessitar de passar por algumas series para regressar novamente ao cinema.
No cast nada de novo, parece obvio que a escolha de Dakota foi bem mais feliz que DOrman, neste filme nem em termos de duo funciona, mas para isso contribuiu e muito a falta de qualidade de tudo no filme.

O melhor - Acabou

O pior - UM filme para a historia como dos piores dos ultimos anos

Avaliação -. F

Monday, April 16, 2018

The Hurricane Heist

Filmes catastrofe foram moda durante muitos anos mas após a febre tornaram-se quase em exclusivo filmes de serie B com a exploração dos efeitos especiais em exclusivo sob a forma de digital. Este filme que nos trazia o realizador que deu origem ao primeiro Fast and Furious e uma mistura entre um filme de assaltos e catastrofe acabou por de uma forma esperada ser mal recebido pela critica com avaliações essencialmente negativas. No que diz respeito a resposta de bilheteira do filme um autentico desastre com resultados mais tipicos de filme serie B.
Sobre a historia desde logo podemos por começar a sublinhar que uma tempestade e um assalto não só e uma mistura sem qualquer tipo de sentido bem como tendo em conta a dimensão da tempestade e um acto de estupidez que passa do argumento para os personagens. Perante isto o filme nunca consegue ultrapassar este facto tão estapafurdio e sem sentido que acaba por levar  consigo todas as outras decisões do filme como o estratagema que envolve toda a gente, a forma como rapidamente as aguas sao as mais agressivas do mundo como uma piscina de lazer, enfim um autentico disparate em todos os sentidos.
Mas em termos de forma o filme nao falha apenas naquilo que acima referimos como cai no cliche emocional da busca do passado, na forma como Kebbel nos tras um sotaque redneck sem qualquer tipo de sentido, na forma como sem em momento algum ser trabalhado o casal protagonista cria uma ligaçao tal que volvidas duas horas um ja morre pelo outro, enfim uma sequencia de disparates que em muito tempo nao se via num cinema de distribuição wide.
Hollywood por vezes cai nesta formula de dinheiro facil, pensando que o digital e os efeitos podem ultrapassar qualquer buraco narrativo, contudo em filmes como este, em que o burado e da dimensão da tempestade que querem dar ao filme o resultado acaba por ser em toda a linha absurdo.
A historia fala de um jovem metereologista com um passado traumatico que se vê envolvido numa nova tempestade onde tem que ajudar uma agente federal a impedir um roubo de milhoes orquestrado por um grupo criminoso.
Em termos de argumento para alem das bases do filme em momento algum combinarem, mesmo no detalhe de personagens, intriga e dialogos o filme é totalmente absurdo e quando e assim não existe efeitos ou realizaçao que o safe.
Na realização Cohen é um expert realizador de filmes de ação contudo atualmente longe do sucesso dos seus primeiros tempos. Aqui nota-se cansaço na forma como não consegue dar qualquer roupagem diferenciadora ao filme, numa fase clara de desaceleração.
No cast Kebbel sofre obviamente de um sotaque sem qualquer tipo de sentido, e que acaba por danificar toda a personagem. Grace está longe de ser uma actriz de topo ou ter força para sustentar um filme de ação.

O melhor - Os efeitos especiais são eficazes

O pior - Tudo nao fazer sentido algum

Avaliação - D-

Sunday, April 15, 2018

Hostiles

Scott Cooper é um jovem realizador cujos os seus filmes tem na sua maioria deles sido bem aceites pela critica mais insuficiente ate ao momento para chegar aos premios mais altos. Muitos pensaram que seria com o seu novo Western que isso seria possivel, contudo apesar do filme ter conseguido avaliaçoes positivas nao foram sucificentes para chegar a luta pelos premios principalmente depois de algumas dificuldades de distribuição que o filme teve  Comercialmente tendo em conta que se trata de um filme lançado em Janeiro os resultados foram medianos nao suficientes para dar um impulso ao filme.
SObre o filme, o Western tradicional e um genero em desuso, dai que este filme que tem a maioria das caracteristicas tradicionais do Western e um filme algo fora de tempo, pese embora dentro do genero consiga ter o lado cruel das sequencias de maior violencia e o lado emocional que acaba por encaixar bem no resultado final de um filme que sem em momento algum ser uma obra pima e um filme competente.
Em termos de competencia o filme acima de tudo funciona na dualidade entre um lado cru e agressivo de personagens com o lado mais implicito que liga todas as personagens. Alias o que me parece que melhor funciona no filme e a uniao entre as personagens e o valor que a vida humana tem na guerra e que muitas vezes e esquecido por um sentimento maior.
Hostiles mesmo sendo um bom western acaba por nao conseguir trazer nenhum impulso diferenciador que permitisse ao filme atingir parametros mais elevados, por isso parece obvio que nao sera este o filme que vai vincar a carreira dos seus interetes e realizador mesmo que seja um bom preenchimento as carreiras dos mesmos.
A historia fala de um comandante do exercito que tem como funçao levar uma familia apache ate a sua residencia, depois de muitas lutas contra este povo e de uma uma vida de luta perante a pessoa que agora tem que proteger.
Em termos de argumento podemos dizer que mais que espetacular o filme e competente, principalmente no balanço emocional do filme, e em alguns dialogos claramente fortes naquilo que sao os principios de guerra. Podera falhar em termos de previsibilidade de intriga mas nao me parece que em momento algum o filme e a sua historia deixem de ser competentes.
A realizaçao de Cooper e tradicional, explora e bem os contextos paisagistos por onde as personagens se movimentam, mas nao da ao filme uma roupagem diferenciadora e isso acaba por nao diferenciar o filme relativamente a outros filmes do mesmo genero, Cooper necessita de uma obra prima e este nao o foi.
No cast Bale e sinonimo de competencia principalmente em personagens introspetivas como e o caso, ao seu lado Pike tem o lado mais emocional que tambem encaixa bem. Nao e um filme para grandes interpretaçoes mas com os seus interpretes nada estava em risco neste particular.

O melhor - O implicito de algumas cenas

O pior - A intriga ser algo previsivel e o ritmo nem sempre muito acelerado

Avaliação - B

Friday, April 13, 2018

You Were Never Really Here

Apresentado com grande sucesso no ultimo festival de Cannes, ainda que alegadamente por terminar, este filme acabou por apenas ser lançado no mercado americano ja em 2018, tendo perdido quem sabe alguma das oportunidades de lutar por premios, acima de tudo depois da grande recepção critica que teve no festival frances e da boa recepção critica de uma forma geral. Em termos comerciais o filme da Amazon teve longe de grande brilhantismo e o efeito tempo deve-o retirar na luta por premios ainda este ano.
Sobre o filme podemos dizer que nem sempre é um filme facil, demasiado pausado e centrado numa personagem que abusa dos flashbacks que ao inicio nao fazem qualquer sentido, mas com o tempo vamos começando a gostar do cru do filme quer nas sequencias de violencia ou mesmo no sofrimento constante que a personagem nos da com o seu mundo interior.
OU seja um filme que tem muitas da qualidades que por exemplo tem Driver, desde logo o silencio como uma forma de comunicar e a forma como rapidamente esse silencio da lugar a violencia fazem do filme mais que tudo um filme de impacto, que acaba por ter mais potencial pela forma simples e artistica com que e realizado, numa procura sempre das melhores imagens que nos podem dar.
E obvio que em termos de argumento o filme em si nao tem muito mais que uma historia de um vingador. nao e um filme preenchido por dialogos, alias poucas sao as palavras que a personagem principal acaba por dar, e mesmo em termos de intriga tudo ocorre da forma mais previsivel, mas a forma como e filmado leva o filme para patamares mais elevados.
A historia fala de um veterano de guerra com um passado dificil que e contratado para encontrar menores desaparecidas ate ao momento em que acaba por uma investigaçao o levar a um extremado e poderoso grupo.
Em termos de argumento nao e obviamente o forte do filme, que deixa quase tudo por dizer quer em personagens quer em dialogos, isto e pensado de forma a potenciar o estilo do filme, mas e obviamente o parente mais pobre do filme.
Sobre a realização de Ramsay podemos dizer que a sua escolha de imagens e o balanço com o silencio da todo impacto a uma realizadora de poucos filmes mas inquietantes, num filme mais trabalhado do ponto de visto de mediatismo poderia ter obtido mais reconhecimento em termos de premios.
NO cast o filme e um autentico palco para as capacidades interpretativas de um Pheonix intenso, dramatico, em catastrofe pura ou seja o seu terreno positivo, num actor que como poucos consegue preencher o ecra, principalmente neste tipo de personagens mais sombrias.

O melhor - A dupla ator realizadora

O pior - O argumento e algo simplista

Avaliação - B

Wednesday, April 11, 2018

Spinning Man

Os realizadores escandinavos tem muito a tendência quando estão envolvidos em projetos de hollywood de optar por policiais ou thrilers psicologicos que tentam ir ao lado negro de cada um dos seus protagonistas. Isto é o que nos tras este filme de mais um realizador daquela zona a tentar a sorte num cinema mais mundial. Em termos criticos as coisas nao foram brilhantes com uma recepção mediana com tendencia negativa. Comercialmente o filme também este longe de grandes resultados passando de forma incognita nos cinemas americanos.
Sobre o filme os thriller policiais obdecem a regras muito claras e que um filme para funcionar devera pelo menos seguir os passos logicos de abordagem a historia. Pois bem este filme falha em grande escala num deles que se trata na definição clara do final e na capacidade do mesmo surpreender. Alias isto ate acaba por acontecer mas por o pior dos motivos ou seja, ninguem consegue perceber o final do filme e mais que isso o que o mesmo significa, e num filme que ate la tem os processos normais, isto é um defeito incontornavel na sua avaliação final.
Ate la tudo decorre de uma forma normal, dando-nos aos poucos pistas para o que aconteceu, sempre com a dualidade de forma a prender o espetador a ambas as possibilidades, pese embora com uma realização estranha, com segmentos curtos e muitas vezes desnecessarias e com cenas que muitas vezes acabam por nada relevar para o processo, mas até à sua conslusão torna-se um filme basico de intriga repetida.
Por tudo isto nao e facil analisar este filme de forma positiva quer por uma realizaçao que torna-se intrigante com as suas opçoes e principalmente por nao conseguir fechar uma intriga que obrigatoriamente teria que o ser feito, e quando nao funciona estes pontos num filme deste genero dificilmente o mesmo também consegue funcionar.
A historia fala de um professor universitario conhecido por envolvimento com estudantes que começa a ser investigado pelo desaparecimento de uma estudante, com a mesma a estar a cargo de um ambicioso inspetor.
O argumento funciona de uma forma linear ate certo ponto em que se perde completamente na tentativa de nos dar um final ambiguo, como resultado o filme nada significa naquele final e tira toda a intensidade que o filme de forma simples e pouco criativa tem ate então.
Na realização Kaijser tem um trabalho demasiado estranho com sequencias muito curtas e muitas vezes extremamente desnecessarias para o filme. Dai que nao tenha gostado quase nada deste trabalho de um realizador que teve aqui a sua primeira prova de fogo num cinema mais generalizado.
No cast eu acho Pearce um actor intenso e versatil, nem sempre com as melhores opçoes, como neste filme, mas um actor que cumpre o que os papeis lhe pedem e aqui a sua ambiguidade da ainda alguma força ao filme, que o argumento e realizaçao tiram. Brosnam e mais monocordico num papel tambem muito mais simples.

O melhor - Pearce consegue funcionar da dictomia que o filme necessita

O pior - O final

Avaliação - D+


Birthmarked

O cinema independente muitas das vezes principalmente em termos de comedia, tem boas ideias mas nem sempre as consegue potenciar em filmes complestos. Este filme que aborda os principios da psicologia comportamental de uma forma assumida, é claramente um filme para poucos. Em termos criticos o filme acabou por ter uma recepção nada positiva com avaliações essencialmente negativas o que acabou por condicionar a dimensão mediatica do filme que estreou completamente de forma incognita nas salas americans.
Eu confesso que a adoptar teorias de psicologia ao cinema nem sempre é uma tarefa particularmente facil, o filme tem obviamente essa influencia de uma forma declarada, e podemos dizer que o filme ate começa bem, quer na presença de um narrador comentador, quer na fase inicial com um estilo de humor rebelde e pouco convencional, mas que com o tempo vai-se tornando totalmente sem sentido e pouco desconexo, tornando o filme difuso e sem interesse.
Alias este é daqueles filmes que tem uma introduçao interessante, ou seja, uns primeiros dez minutos que nos deixam antever uma comedia de autor, mas que rapidamente se torna numa trapalhada de ideias pouco fluidas onde parece que o objetivo maximo do filme acaba por ser transmitir a excentricidade dos personagens mais propriamente do que fazer trabalhar uma intriga que já de si e particularmente limitada.
Ou seja um filme que até poderia ter um bom principio que funciona na fase inicial na criaçao de um estilo mas que propriamente torna-se rapidamente uma obra pouco coesa, confusa e sem graça. Um estilo independnete de humor que muitas vezes acaba por dar aos filmes uma criatividade unica mas que aqui esse ponto nunca consegue ser na verdade conseguido.
A historia fala de um casal de cientistas que tenta criar os seus tres filhos de forma diferente com o objetivo de os transformar em profissionais de diferentes areas. Contudo com o evoluir dos menores esse objetivo começa a ser alterado pelo desenvolvimento dos menores.
Em termos de argumento a ideia de base ate poderia ser interessante ainda que dificil. O filme consegue o mais dificil que e fomentar inicialmente a ideia, mas depois desaproveita por completo este sucesso tornando o filme confuso, estranho e pouco engraçado.
Hoss-Desmarais é um realizador totalmente desconhecido que aqui tem uma realização simples, tipicamente independente mas que acaba por encaixar em termos esteticos no filme, não é neste plano que o filme falha mas sim num argumento que não segue o estilo da realização.
No cast quer Goode quer Collette são talhados para cinema independente de humor, tem a capacidade da interpretaçao fisica e emocional e aqui tem papeis interessantes que nao vao mais longe devido a um argumento que nem sempre potencia as persoangens, contudo também não é neste vetor que o filme falha.

O melhor - A sequencia do teatro infantil

O pior - O argumento perder-se na sua propria excentricidade

Avaliação - C-

Sunday, April 08, 2018

12 Strong

A guerra no medio oriente e a envolvencia americana neste conflito foi e sera nos proximos anos o trabalho de campo de muitos filmes, nos difrentes prismas, mais estrategicos, mais humanitarios e mais de corpo. Em Janeiro deste ano surgiu este filme que nos da a vertente mais de corpo de frente de guerra. No sempre complicado mes de Janeiro os resultados comerciais do filme eram medianos, em termos criticos para um filme mais de corpo e de ação os resultados foram etambem eles normais.
12 Strong mais que tudo e um filme que nada inventa no genero, por um lado nao tem a profundidade de entrar nas questões mais complicadas da guerra, limitando-se ao poder descritivo e repetir as sequencias de ligaçao e companheirismo nas tropas americanas, deixando grande parte da sua duração para as sequencias de açao que nao são de primeira linha mas dao ao filme o lado mais fisico que de imediato se percebe que o filme quer ter.
E um filme de processos objetivos, nao fica muito tempo nos personagens e mais que isso é um filme onde os dialogos e a ligaçao apenas serve de forma a dar mais impacto as sequencias de batalha e a dureza da mesma. E tendo em conta o que ja se viu em filmes de guerra sabe a pouco filmes assim, que nao vao mais ao cerne da questao, filmes que abusam do esteriotipo facil para fazer funcionar um filme mais de entertenimento do que outra coisa.
Estes filmes tem um alcance curtos, num genero que muitas vezes leva as suas obras a premios e unanimidade este tipo de registo tendo com a sua vulgaridade a cair rapidamente no esquecimento, sendo quase um check point para mais uma historia que viu a luz do cinema.
A historia fala de um grupo armado americano constituido por doze elementos que tem como objetivo acabar com o dominio de uma cidade afegã por parte da Al Qaeda, tendo para isso a ajuda de um grupo de nativos.
O argumento e simples, em termos de construçao de personagens muito pouco, e com muitos cliches, em termos de dialogos igual, principalmente nas dinamicas de grupo. na intriga a opçao pela descriçao parece-me facil em face dos objetivos curtos que o filme tem.
Na realizaçao Fuglsig tem aqui o seu primeiro grande trabalho com resultados mistos, se o contexto espacial do filme ate funciona fica a ideia que nao consegue tirar muitos dividendos nas sequencias de batalha por si so, num filme que dependia muito deste caracter estetico para mais altos voos.
No cast o filme arrisca pouco Hemsworth da a disponibilidade fisica de heroi de açao, sem grande dificuldade no papel. Mesmo Shannon deve ter aqui dos papeis mais faceis e menos profundos da sua carreira, num filme que nao exige muito aos seus interpretes.

O melhor - Nao é um filme de riscos.

O pior - A guerra ja viu filmes de uma dimensao muito superior

Avaliação - C

Saturday, April 07, 2018

The Commuter


Liam Neeson e Collet Serra já são um par comum no cinema, actor e realizador ja fizeram diversas colaborações em cinema de açao imediato um genero que nos ultimos tempos tornou Liam Neeson num actor de bilheteiras mais do que propriamente um ator de valor critico. Nesta nova reunião os resultados criticos foram medianos, melhores do que a maior parte das anteriores, sendo que comercialmente o valor de Neeson ja teve mais elevado talvez pela repetiçao constante da formula.
SObre o filme eu confesso que destas unioes entre o actor e a o realizador quase nada surgiu de particularmente interessante sendo filme repetidos mudando o espaço e mesmo aqui por vezes so muda o meio de transporte. Talvez por isso acho que os filmes sao demasiado obvios e mais que isso quase so existem para potenciar um numero de lutas para o actor e mesmo essas neste caso nem sempre filmadas da melhor maneira.
E isto e pena para um actor com alguma intensidade como Neeson que repete papeis em filmes claramente de baixa qualidade que neste caso nem nas sequencias de ação e particularmente famoso. Podemos aqui perceber que temos um enredo mais trabalhado numa conspiração maior mas no final temos mais do mesmo, numa separaçao entre bons e maus e um happy ending natural que faz deste filme um muito discreto filme de açao.
Mas prontos quer Neeson quer Serra ja tem o sem registo, num cinema de desgaste rapido para massas que gostam de filmes de açao simples, que se esquecem dias depois. Parece sinceramente que comparativamente com outros este ainda acaba por ser ligeiramente mais pobre porque mesmo as sequencias de açao para um filme de grande estudio nao sao particularmente bem realizadas.
A historia fala de um homem de negocios ex policia que depois de ser despedido ve-se metido num comboio onde tem que identificar uma testemunha caso contrario as pessoas com quem interage diariamente neste caminho acabam por morrer, ou mesmo a sua familia, numa teoria da conspiraçao.
O argumento tenta ir mais longe e ser mais trabalhado do que outros filmes de Neeson mas acaba por nao funcionar, o emaranhado de personagens e acima de tudo de avanços e recuos acaba por nunca ser potenciados e o filme e um simples e fraco filme de açao.
Serra e um realizador que assume ser de açao normalmente com Neeson torna os filmes demasiado obvios e dependentes das sequencias de luta, algo que no filme anterior que fez sem o actor acabou por ir mais longe. Aqui tem talvez o seu pior trabalho pois existe sequencias mal trabalhadas.
E pena que Neeson agora seja isto, um corpo grande disposto para sequencias de luta e pouco mais, aqui o piloto automatico. nos secundarios pouco aproveitamente de Farmiga e Wilson.

O melhor - Devido ao numero de unioes entre realizador e actor todos sabemos para onde vamos.

O pior - Mas nao vamos longe

Avaliação - D+


Friday, April 06, 2018

Proud Mary

Janeiro é sempre um mês onde surgem algumas apostas no que diz respeito ao mercado afro americano, normalmente sob a forma de comedia este ano tivemos um filme de ação simples, tentando rentabilizar a imagem comercial de Taraji P Henson. Pese embora esta vontade o filme foi completamente destruido pela critica com avaliações muito negativas para o filme que destruiu qualquer hipotese de sequela, também comercialmente o filme teve bastante longe do que os filmes afro americanos de maior sucesso conseguem obter.
Sobre o filme podemos dizer que a tentativa de fazer filmes onde um personagem destroi tudo e todos, está na moda principalmente depois do sucesso de John Wick. Este acaba por ser uma imitação clara daquele filme sem nunca ter o exercicio de estilo que diferencia o filme de KEanu Reeves, e na falta desta caracteristica elementar o que sobra e um absurdo completo de sequencias de acção sem qualquer sentido ou logica, e argumentos que parecem pensados por um menor da escola primaria em face da forma como todos os dialogos são tao obvio e simples.
Por tudo isto e facil considerar que esta Proud Mary seria um mão filme mesmo se tivessemos a falar em exclusivo de serie b quanto mais para um filme que conseguiu expansao wide, que denota a grande dificuldade que os estudios ainda tem de escolher filmes para lançar em grande numero e mais que isso a dificuldade com se escolhe os filmes que se investe.
Neste caso ficamos ate ao fim para tentar perceber se pelo menos na sua conclusao o filme consegue trazer algo de diferente algo mais arriscado, mas nada tudo é tao previsivel e pouco aprofundado que ficamos com a sensação que vimos um filme a tentar explorar o star quaility de Henson que sinceramente penso ainda não estar vincado e sai como um absurdo total.
A historia fala de uma assasssina profissional que nao consegue matar o filho de uma das suas vitimas acabando por cuidar dele, numa altura em que dois grupos mafisosos se começam e envolver numa luta pela liderança.
Em termos de argumento para alem de uma historia nada inovadora e ja muitas vezes vista, a concretização do argumento e absurda com dialogos completamente basicos, que chegam a dar a ideia que o filme e uma satira, e uma conclusão tao previsivel que todos conseguiriam prever.
Na realizaçao Babak Najfi já tinha recebido pessimas criticas em Londos Has Fallen agora tem mais um desastre critico. Um filme que para ser ligeiramente melhor dependia da realizaçao e de um exercicio estetico mais trabalhado o certo e que o realizador nunca arrisca e assim deixa o filme a merce de um pessimo argumento.
No cast o filme centra-se em Henson, a actriz tem qualidade mas penso que nao tem carisma para liderar sozinha um filme de açao, tudo parece demasiado mecanizado numa personagem sem qualquer tipo de profundidade. Em termos de disponibilidade fisica ja vimos filmes mais exigente.

O melhor - A curta duração.

O pior - Um estudio investir num filme tao basico

Avaliação - D

Thursday, April 05, 2018

I Kill Giants

Muitas vezes o mercado e a publicidade podem ser cruel, quando olhamos para o cartaz deste filme e vimos la "dos produtores de Harry Potter" pensamos logo que vamos ter um filme de fantasia com monstros e afins, algo que está longinquo daquilo que este filme realmente é. Talvez por isso o filme tenha obtido na generalidade uma boa recepção critica mesmo que comercialmente e mesmo com a publicidade enganosa o filme tenha ficado longe do grande publico.
Sobre o filme é obvio que temos um filme ambiguo nos generos, um filme que passa muito tempo sem nos mostrar muito ou a essencia do que é para no fim se tornar num filme simples sobre dramas familiares e a forma da personagem resistir a adversidade. Nao e um filme particularmente inovador mesmo que a ideia até posse ter alguma força, o problema e que o filme torna-se muito metaforico e muito ambiguo nos generos e isso acaba por lhe fazer perder quer ritimo quer força nas mensagens.
A analise do filme pode ser empregue em diversas partes, uma iniciaçao interessante onde os dialogos mantidos pela personagem central deixam antever um filme bem escrito, mas com o passar do tempo e ao entrar na dimensao psicologica da personagem tudo vai perdendo força e surge um emaranhado de realidade e paralelismos de fantasia que acabam por fracionar em demasia o filme que no final é mais uma historia igual a muitas outras.
A nivel produtivo o filme tambem tem algumas dificuldades, não sendo um filme de grande estudio e necessitando de efeitos especiais para alguns pontos nota-se o exagero do digital, e nem sempre a utilização destes meios e feito com a maior qualidade. Um filme que queria ser ambicioso, com uma premissa interessante mas que no sumo e apenas uma historia vulgar.
A historia fala de uma jovem adolescente, vitima de bullyng na escola que vive no seu mundo de fantasia, empenhada em matar uns monstros que acredita existir mas que ninguem os vê,
Em termos de argumento a ideia central de base tem qualidade mas não e bem potenciado, é um filme desiquilibrado, que começa com dialogos de qualidade mas que os vai perdendo ao longo da duração, e mais que isso e um filme que promete bem mais no argumento do que aquilo que posteriormente consegue cumprir.
Em termos de realização o leme ficou a cargo Anders Walter um jovem realizador dinamarques que tem aqui o seu projeto mais mediatico, após ter ganho um oscar nas curtas. Quando se trabalha com ambição mas sem meios os filmes acabam por sofrer na pele esse ponto. Sendo um filme dentro dos parametros aceitaveis poderia ter outra roupagem.
No cast podemos dizer que o filme funciona principalmente nas protagonistas mais jovens. Wolfe e Wade são o sustento do filme em termos de interpretação, principalmente pela entrega emocional. No suporte Potts e Saldana dao alguma experiencia a um cast interessante.

O melhor - Os dialogos na primeira meia hora

O pior - O filme criar expetativas que depois resultam num filme simples de domingo a tarde

AValiação - C

Wednesday, April 04, 2018

Allure

O cinema por vezes é ingrato para algumas figuras de um cinema mais independente. Podemos dizer que Evan Rachel Wood é uma dessas figuras sendo que apenas conseguiu mais mediatismo com o sucesso de Westworld. Neste ano protagonizou este pequeno filme com verbas canadianas sobre um amor intenso no mesmo sexo. Criticamente para um filme de pequenos festivais os resultados foram modestos com avaliações demasiado medianas, sendo mesmo negativas junto do grande publico. Comercialmente a falta de figuras de primeira linha acabou por nao dar qualquer visibilidade a este filme.
Allure e um filme com alguma coragem ja que tenta tocar uma tematica interessante concretamente a forma como uma experiencia sexualmente abusiva pode conduzir ao desajuste não so da nossa personalidade mas acima de tudo da sexualidade. E nisso o filme toca num ponto relevante que muitas vezes nao tem a devida atenção. O problema e que o faz num mix de outros temas como a obsessão, o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, numa mistura que nunca é objetiva e quase nunca e apelativa.
Alias o filme tem um problema que o torna mesmo bastante mediocre a incapacidade de fechar portas, de repente deixamos de receber noticias do desaparecimento de uma das pessoas, que ainda para mais sai a rua, temos relações demasiado difusas como a do pai e filha, e mesmo na personagem central parece existir muito por explicar.
Ou seja Allure e um filme comercial com a maior parte dos defeitos do cinema nao americano, que é a falta de objetividade e premissas muito difusas que não resultam em filmes interessantes e mais que isso mesmo com tematicas imponentes o resultado final acaba sempre por ser algo pobre.
A historia fala de um jovem empregada de limpeza que se apaixona pela filha de uma das suas patroas acabando por albergar a fuga da mesma em sua casa, levando a um relacionamento de extremos a todos os niveis.
Em termos de argumento o filme tem uma tematica interessante e atual, mas tem muita dificuldade em potencia-lo não so com personagens pouco interessante e nem sempre bem caracterizadas mas mesmo com muita dificuldade na ligação de pontas, o que acaba por tornar o filme pouco interessante.
O filme marca a estreia na realização dos irmãos Sanchez que tem uma realização escura, e que nem sempre funciona pois esconde as personagens no conflito. Nao e certamente com este filme que ganharao espaço para o futuro.
No cast Rachel Wood e uma jovem talentosa atriz com disponibilidade fisica e dramatica que merecia mais relevo na setima arte. Neste filme percebe-se que é a unica coisa de real valor, numa interpretação intensa que merecia um filme bem melhor. AInda se destaca mais esta prestação tendo em conta a pouca qualidade do resto do elenco.

O melhor - Evan Rachel Wood

O pior - A forma como o filme relaciona coisas que não dá seguimento

Avaliação - C-

Monday, April 02, 2018

Insidious: The Last Key

As sagas do terros nos ultimos anos, principalmente aquelas que tiveram origem na mente de James Wan tornaram-se numa autentica maquina de franchisings que ja vai em tres sagas distintas. Insidious e aquela que ja leva mais filmes sendo aqui o quarto filme, ainda que novamente se trate de uma prequla. Contudo e obvio que esta saga foi aquela que menos resposta teve em termos criticos, sendo que novamente este filme adquiriu a mediania da maior parte dos filmes da saga. Comercialmente Janeiro nao e propriamente um momento para grandes sucessos mas o resultado foi consistente e deixa advinhar um futuro quinto capitulo.
Todas as sagas de Wan tem um probelma claro quando o realizador deixa esta tarefa que e perder o lado estetico que diferencia os seus filmes da maior parte dos filmes de terror. E sem isso podemos dizer que as historias sao na sua esscencia repetidas iguais a todoas as outras e nada sobra que leve o filme para outros patamares. EM alguns caso como este a falta de figuras de primeira linha conduz mesmo a que o filme seja um desastre em termos interpretativos.
Por tudo isto e nao sendo eu ja de si um fa da saga e facil perceber que este e de longe o pior de todos os filmes produzidos por Wan, primeiro porque a historia e uma replica pouco interessante de tudo o que ele fez, e por outro lado o filme nunca consegue ter a capacidade de produzir sequencias de suspense ou de horror, para alem do estilo completamente formatado de base sem qualquer risco estetico.
E obvio que este tipo de filmes funciona bem num publico mais jovem mas na sua essencia nao e neste acrescento que nem Insidious em si ganhe nada de particularmente forte e mais que isso nao e com este registos que o terror consegue mater aquilo que Wan trouxe de diferente. COntudo isto vai continuar a ser uma forma facil de ganhar dinheiro e logo na primeira semana do ano foi isto que o cinema nos trouxe.
A historia segue Elise e a sua infancia e a forma como a sua equipa se vai consolidando numa historia que a leva ate ao inicio da sua vida e a base familiar que a conduz a casa onde nasceu para combater uma força sobrenatural.
Em termos de argumento nem nada de novo para a saga e muito menos para o terror, temos no final uma ponte forçada para os primeiros dois filmes mas na sua essencia temos uma historia muitas vezes repetida sem qualquer tipo de novidade.
Na realizaçao o leme foi entregue a Adam Robitel um realizador quase desconhecido mas ligado ao terror que aqui tem um trabalho simples, sem risco mas que nao consegue manter a dinamica nem de horror nem de estetica de Wan e isso e claramente um retrocesso.
No cast a falta de figuras de uma linha mediana de hollywood e obvia o filme nao resulta com autenticos momentos de actuaçao amador que nos protagonistas. NUm filme que nao e propriamente um potento de qualidade este e o lado mais negro

O melhor - A forma como o filme faz a ponte para os filmes anteriores

O pior - ENtre muitas coisas o cast

Avaliação - D+

Saturday, March 31, 2018

All Money in the World

Desde o momento em que esta produçao foi anunciada as expetativas estavam lançadas não so pela presença de Ridley Scott mas acima de tudo por uma historia de rapto e fianças conhecida por todo o mundo e mais que isso um elenco de luxo pleno. Contudo o filme viria a ser conhecido pela opçao de mudar Kevin Spacey em cima da data de lançamento e filmar o filme todo nas partes em que o mesmo entrava. Mesmo com este precalço os resultados criticos ate foram positivos embora nunca tivesse nunca conseguido entrar na luta pelos premios algo que chegou a ser a sua propria ambiçao. Em termos comerciais o mediatismo nao favoreceu com resultados acima de tudo bastante modestos.
Sobre o filme, podemos dizer que é um filme feito de bons momentos e que oscila com outros em que o filme tem algumas dificuldades em ser intenso, principalmente nas dinamicas de rapto ao longo da sua maioria do tempo. Precebemos que o filme consegue ter intensidade nas questoes das disputas familiares e na ganacia de Getty mas quando foge dentro deste lado do filme este torna-se bem mais modesto, nem sempre conseguindo dar a força e a intensidade climatica que o filme talvez necessitasse.
Mas mesmo assim estamos obviamente perante um filme interessante, de uma historia interessante sobre pessoas. Fica a ideia que o precalço do filme acaba por se tornar em alguns momentos fatal pois fica a plena noçao que um Spacey ao seu mais alto nivel teria levado a intensidade do filme para outros patamares, que Plummer mesmo com um trabalho louvavel pelo contra relogio parece nao ter levado. Tambem no que diz respeito a gestao do tempo de filme entre o presente e o passado uma montagem mais linear poderia favorecer o impacto emocional do filme.
E este tipo de registo tem acontecido muito a Scott nos ultimos tempos, filmes competentes mas longe da mediania, sempre relacionado com produçoes algo confusas mesmo que nada tenham a ver consigo. Aqui fica mesmo a ideia que a base do filme poderia ser bem diferente nao fosse o escandalo Spacey acontecer, ja que desde ai o filme foi mais mediatico por motivos extra cinema.
A historia fala do rapto de um neto de um milionario que se recusa a pagar a fiança colocando o seu responsavel de segurança a tentar perceber a origem do crime, contudo rapidamente se percebe que o risco do neto esta mesmo em causa.
Em termos de argumento o filme tem sem duvidas alguns momentos de dialogos de primeira linha em todos os aspetos, alias nestes momentos o nivel narrativo do filme e de primeira linha, contudo nem sempre o filme consegue este equilbrio e isso faz-lhe oscilar entre otimos momentos e outros de menor qualidade.
E obvio que Scott nesta fase da sua vida pouco ou nada tem a apreender, o filme tem momentos de boa realizaçao com inspiraçao historica do cinema e tem a dificuldade de ter tido que filmear muitas cenas em tempo record e isso nao prejudica o filme. Se mais nao fosse este ponto tem de ser meritorio num realizador que apesar da idade continua a um ritmo de filmes bem elevado.
No cast Williams e uma das actrizes mais vesateis e dramaticamente eficientes do mercado e no filme tem essa capacidade. PLummer é eficaz num Getty diferente, mas ficamos com a saliva na boca com o que Spacey poderia ter feito. Por fim Whalberg e o lado comercial na personagem mais de entertenimento.

O melhor - Alguns dialogos de primeira linha.

O pior - TOdos nos vamos perguntar o que seria Getty de Spacey

Avaliação - B-

Thursday, March 29, 2018

Furlough

Existem alguns pequenas produções que fruto da explosão momentanea dos seus interpretes acabam por ganhar algum mediatismo, ou mesmo ver a luz do dia em cinemas quando inicialmente era pensado para televisao. Talvez foi o que aconteceu com este pequeno road trip, que aproveitou a explosao mediatica de Tessa Thompson em Thor, para ver a luz do dia, sem grandes criticas. Em termos comerciais quase nenhum registo existiu de um filme que nasceu para ser pequeno.
SObre o filme temos aqui uma historia simples, num tipico filme de domingo a tarde com interpretes de primeira linha, alias acaba por ser a presença de Leo e a sua personagem que leva o filme para um padrao maior do que um filme de serie B ligeiro, positivo mas de procedimentos repetidos quando comparado com outros filmes do genero, alias tudo no filme e demasiado previsivel que rapidamente percebemos o que vai acontecer em seguida.
E obvio que o filme nunca teve em si ambiçao maior do que ser meia hora de cinema simples e procedimentos basicos a todos os niveis, em termos de personagens lineares, numa toada ligeiro mas que nunca tenta ser engraçado, sendo um filme com algum coraçao na boa vontade da personagem central, mesmo que com pouca dose de realismo, este e o tipico filme de facil elaboraçao e facil resposta do publico.
Talvez por isso e nas curtas ambiçoes, este seja um filme que rapidamente se esquece para alem da sua duraçao, nao e um filme que prejudica a carreira de quem nele intervem mas tambem nao e por ele que ninguem da o salto para outros nivel,, conseguindo contudo ir buscar algumas atrizes a algum tempo desaparecidas como Paquin e Goldberg.
A historia fala de um jovem guarda prisional que tem como tarefa levar uma condenada a uma visita domiciliaria durante um filme de semana com o pressuposto de visitar a mae, contudo esta road trip vai ser uma confusao para ambas.
Em termos de argumento tudo vai pelo mais facil e pelo ja conhecido quer em termos de personagens e dialogos, mas principalmente em termos de desenvolvimento narrativo. Tem uma toada suave nem nunca ser engraçado embora me pareça que isso nunca foi realmente objetivo.
Na realização Laurie Collyer que teve o seu maior reconhecimento em Sherrybabe tem aqui um filme no feminino de imagem simples, pensado certamente como telefilme. Nao e neste registo que ninguem chama a atençao principalmente num filme com pouca ambiçao.
Eu confesso que considero Melissa Leo uma das melhores actrizes e mais versateis da atualidade a capacidade que ela tem de ser ligeira e intensa e como poucas e merecia mais destaque, mesmo sendo uma vencedora de oscar. Aqui demonstra uma faceta mais suave e mais descontraida que tambem cabe bem. THomson e o coraçao do filme, num registo que encaixa com a sua imagem.

O melhor - Mellissa Leo versao descontraida

O pior - A falta de risco do filme

Avaliação - C

Wednesday, March 28, 2018

The Death of Stalin

Nos ultimos anos a comedia internacional tem estado algo repetitiva e sem grandes ideias apostada em graça de humor fisico ou sobre sexo, e como tal tem conquistado a maioria dos espetadores. Este ano e num circuito mais independente surgiu esta comedia historica que apos os primeiros visionamentos acabou por conquistar a critica com avaliações muito positivas. Comercialmente tendo em conta que esta longe de ser um filme de grande publico podemos facilmente considerar o resultado como positivo.
SObre o filme eu confesso que comedias historias sao sempre duas componentes dificeis de assimilar principalmente porque podem ser mal interpretadas, mas este acaba por ser um filme com uma tradiçao ou estilo de comedia em desuso mas que funciona em pleno com graça com originalidade com um estilo teatral de satira antiga mas que nos da um filme completamente diferente do que estamos habituados em comedia.
Do lado negativo talvez o facto do filme satirizar em demasia o poderio de uma nação, ainda para mais numa altura em que a diabolizaçao da Russia voltou ao de cima este e um filme que toca num dos periodos mais negros daquele pais e que ironiza com valores como a vida no sentido de fazer a comedia funcionar, contudo sublinha-se que esse risco e ganho ja que o film realmente consegue funcionar na maior parte das graças.
E obvio que o filme beneficia de ser tradicional e fugir as modas atuais principalmente do seu genero, o que lhe da algum caracter vintagem em todos os aspetos e que surpreende, ja que caso surgissem mais filmes do mesmo genero talvez a surpresa pelo resultado do filme nao tivesse sido tao fulgurante
A historia fala nos momentos antes e depois da morte de Stalin e a luta pelo poder entre individualidades com o objetivo de liderar a UNiao Sovietica.
Em termos de argumento temos uma ideia interessante que é dar o lado historico de um combate de sucessao com um humor muito proprio, acima de tudo potenciado em dialogos diferentes e que funcionam quer em termos de estilo quer em termos comicos.
Na realizaçao Ianucci tem sido ultimamente muito falado pelo sucesso deste filme realizado com mestria e com um tradicionalismo que fuciona, para alguem que vem de uma serie de sucesso na televisao talvez este seja um bom salto para a setima arte.
E no cast que penso que o filme poderia ir mais longe, Buscemi parece-me funcional, mesmo que a caracterizaçao nem sempre o ajude, e ao seu lado Simon Russel  Beale merecem o melhor destaque, nos secundarios algumas boas escolhas como Friend e Isaacs outras que poderiam ser mais rentabilizadas.

O melhor - A junçao do historico com humor muito funcional

O pior - E obvio que o filme vale mais pela diferenciaçao do contexto

Avaliação - B

Sunday, March 25, 2018

Paddington 2

Tres anos apos um dos ursos mais conhecidos da animaçao mundial ter tido o seu filme, surgiu a sua sequela, e ao contrario do habitual rapidamente se percebeu que este segundo filme em termos criticos iria ser bem melhor recebido do que o original, com avaliaçoes excecionais que lhe valeu entre outras coisas diversas nomeaçoes para os Baftas, premios da academia britanica. Claro que existe sempre resistencia dos EUA em receber produtos totalmente britanicos dai que comercialmente os registos voltem a ser bem melhores fora de portas do que propriamente na terra do tio Sam.
Eu confesso que não fui um entusiasta do primeiro filme, pois achava que do ponto de vista narrativo era demasiado comum e por outro lado do ponto de vista tecnico nao observei grandes elementos que merecessem sublinhado para alem de um estilo particular de contar a historia. POis bem este segundo filme arrebatou-me principalmente por uma beleza estetica que parece saido de um conto de sonhos com uma produçao de primeira linha o qual acabou por potenciar e muito uma historia declaradamente para os mais pequenos.
E um filme recheado de detalhes cada imagem, cada segmento parece pensado e desenhado ao minimo promenor, com uma precisao estetica pouco vista, e que leva o filme para uma primeira linha de qualidade, ficamos arrebatados pela forma como tudo é pensado nesta componente e mais que isso pela facilidade com que o filme cria historias dentro de si propria, sempre com uma abordagem diferenciada e artistica.
Talvez por isso e facil perceber que Paddington 2 e um dos melhores filmes infanto juvenis dos ultimos anos e talvez o melhor com a componente live action, nao precisando de uma historia brilhante ou de sair do seu terreno de humor simples e procedimentos simples para em todos os outros componentes ir para um nivel de prefecionismo que o conduziu aos premios maiores no Reino Unido.
O filme continua a seguir a pisadas do urso mais conhecido de inglaterra, agora acusado de roubar um precioso livro de uma loja de antiguidades. Enquanto esta na prisao a sua familia vai tentar perceber quem foi o real autor deste roubo.
Em termos de argumento o filme e simples, numa historia de crianças, de procedimentos imples de sentimentos simples, com alguma intriga de forma a permitir que o flme permaneça a bom ritmo para uma duração elevada tendo em conta o publico prioritario, nao e um poço de originalidade neste particular mas acaba por funcionar.
Na realização temos uma repetiçao do leme para Paul King um realizador britanico que teve nesta saga os seus trabalhos mais mediaticos e no qual se nota uma evolução tremenda do primeiro filme para este, temos obvimanete aqui um filme esteticamente brilhante e isso apenas esta ao alcance de alguns.
No cast a repetiçao tipica dos papeis do primeiro filme com alteração do vilão, agora um Hugh Grant multifacetado com uma interpretação interessante mas longe do esterismo causado e que lhe valeu inclusivamente a nomeaçao para melhor ator secundario nos bafta.

O melhor - O primor estetico do filme, brilhante.

O pior - Ser um filme declaradamente para crianças

Avaliação - B+

Father Figures

Owen Wilson e Ed Helms sao duas figuras contornaveis de um cinema de comedia de desgaste rapido mas que tem objetivos muito comerciais no cinema imediato. Este ano surgiu um filme em plena epoca de natal que reunia ambos numa tipica comedia familiar. Os resultados criticos foram bastante negativos com avaliações muito pesadas para o filme e talvez por isso comercialmente o filme acabou por se tornar facilmente num dos floops comerciais daquele periodo.
Wilson e Helms sao dois actores que se dedicam em exclusivo a comedia sendo que no caso do primeiro ainda existe alguns oasis principalmente nas colaboraçoes com Wes Anderson, pois este filme e o obvio entre ambos usando a imagem tipica de ambos no registo numa comedia tipica de road trip entre personagens distintas com personagens que aparecem e desaparecem e que nunca conseguem impulsionar o filme para altoos niveis em termos de graça que é quase sempre não so demasiado previsivel como muitas vezes a tentativa comica acaba por falhar.
E quando uma comedia em exclusivo sem grande abrangencia nao consegue funcionar no seu obejtivo principal quase sempre não pode ser um filme de primeira linha, mesmo que o final acabe por ser algo surpreendente e pouco esperado certo e que ao longo de quase duas horas o filme tem um ritmo interessante mas basicamente se divide em scetchs muitos deles, ou melhor quase todos sem qualquer tipo de graça.
EM suma o tipico filme que reune dois comediantes num filme que usa apenas a imagem que ambos tem na comedia, sem esforço de dar um filme diferente de trabalhar num argumento ou numa historia que se diferenciasse e quando assim se trata a mediocridade do projeto quase o leva imediatamente ao esquecimento apos o seu lançamento.
A historia fala de dois irmaos gemeos que no casamento da mae tentam perceber quem na realidade e o seu pai, o que os leva a uma road trip onde vao conhecer as diferentes relaçoes naquela epoca da sua mae.
O argumento tem um principio facil de funcionar e que deixa tudo dependente na forma como cada segmento funciona em termos humoristicos. POis bem aqui parece que o filme nao funciona porque nenhuma das personagens e particularmente engraçada e mais que isso nenhuma situação funciona na plenitude.
Na realizaçao temos a estreia de SHer usualmente cinematografo de comedias de algum sucesso que aqui tem uma realizaçao de procedimentos simples na tipica comedia familiar americana, onde a camara muitas vezes e o veiculo da piada.,
Em termos de cast pouco ou nenhum risco Wilson e Helms esta nos bonecos comuns, em carreiras que cairam totalmente na repetiçao filme apos filme, contudo num mercado de comedia ainda com algumas produçoes vao conseguindo alimentar carreiras contudo estagnadas em termos de evoluçao.

O melhor - O final

O pior - Nenhum dos segmentos funcionar em termos comicos

Avaliação - C-

Friday, March 23, 2018

Josie

A tão dificil passagem da televisão para o cinema é um dos muitos desafios que alguns actores passam em determinada altura da sua carreira. Este filme reune duas gerações de actores com esse proposito, um que nunca conseguiu entrar numa primeira linha do cinema pese embora tenha sido uma figura da televisão e uma jovem em ascenção de carreira apostada em dar o salto. Este pequeno filme apresentado em pequenos festivais não foi propriamente bem recebido pela critica com avaliações essencialmente negativas, sendo que comercialmente a sua pequena dimensão não lhes premitiu grandes voos.
SObre o filme temos aqui um Thriller como uma intensidade implicita interessante que nem sempre é facil de criar principalmente na tensão sexual entre os protagonistas e mais que isso na forma como o desnorte da personagem central vai aumentando na duração do filme, é obvio que apos a revelação final percebemos que o filme parece-nos demasiado curto e nem sempre com grande coerencia mas numa altura em que tantos filmes não conseguem os minimos a que se propões acho exagerado a má recepção a um filme como este.
E obvio que se tratando de um pequeno filme independente possam surgir alguns cliches e aqui parece-me que o avançar rapido da relação acaba por ser um deles, bem como a forma como tudo corre bem no final proposto, a falta de um happy ending acaba por dar ao filme o lado mais escuro que quer ter, mas parece que principalmente na ligação entre as personagens centrais o filme poderia e deveria ser mais trabalhado.
ENfim um pequeno filme que se vê bem, que tenta nos surpreender e que nos causa alguma expetativa na forma como tudo vai acabar. Atalha um pouco na fase final para fazer funcionar a sua ideia de base, não o faz de uma forma brilhante mas não podemos dizer que no final essa escolha não funciona para o resultado final.
A historia fala de um ex guarda prisional do corredor da morte que apos abandonar a profissao resguarda-se numa pequena cidade que vai sofrer alterações na sua vida com a chegada ao motel onde vive de uma adolescente que lhe vai chamar a atenção.
Em termos de argumento o filme fala de alguns pontos interessantes pese embora nao os explore a fundo como o desajuste sexual acompanhado da solidão e mais que isso as repercurssões dos trabalhadores dos corredores da morte, algo que o cinema ainda não deu grande atenção. Nao e um filme muito denso com grandes objetivos mas funciona na expetativa que cria.
Na realização de Eric England procedimentos simples focado nos personagens num filme de baixo curso. A recepção não foi a melhor para um realizador que ate ao momento ainda não fugiu ao anonimato e nao me parece que sera neste filme que o conseguira fazer.
Em termos de cast dois resultados diferentes, Turner funciona bem no lado de Lolita pela forma como consegue ter um lado mais inocente com um lado mais enigmatico, Já Mcdermot parece intenso do ponto de vista fisico mas as dificuldades dramaticas que sempre impediram outros voos acabam por ser mais vincadas em filmes dramaticamente mais exigentes como este.

O melhor - As tensões implicitas nas personagens

O pior - O atalho final

Avaliação - C+

Thursday, March 22, 2018

Beast of Burden

Passar de um actor juvenil de grande sucesso e com uma personagem bastante marcante para um actor adulto por si só não é uma tarefa facil que Daniel Radcliff tem tentado fazer com melhores e piores momentos. Este ano surgiu mais uma tentativa neste pequeno filme de acção que obteve uma reação critica algo negativa e que não conseguiu qualquer visibilidade que tornasse o filme significativo em termos comerciais.
Sobre o filme já foi demasiadas vezes utilizada a estrategia do filme em que alguem preso num pequeno espaço em contacto com diversas pessoas tem que tomar decisoes rapidas, desde cabines telefonicas, pianos e carros tudo ja foi feito neste segmento dai que a originalidade do filme em transportar o que foi feito para um avião esta longe de por si ser significativo. O problema e mesmo que o filme não consegue nunca ter a envolvencia suficiente para criar uma dinamica que torna a intensidade psicologia do filme suficiente para sustentar o filme e tudo se torna rapidamente pouco ou nada interessante.
E o problema sai no facilitismo da criação da historia que cai em quase todos os cliches dos maus e dos bons, e mais que isso tudo parece correr mal ate que corre bem, esta pouca intensidade e pouco trabalho do filme, que caminha para um Happy ending sem qualquer tipo de significativo não funciona e o filme rapidamente percebe na forma como gere os Flashbacks que nao vai funcionar e isso concretiza-se a cada minutos de filme.
Por vezes e facil pegar em ideias ja usadas e tentar faze-las funcionar noutros contextos mas usualmente percebe-se que estes filmes sao meras copias com pouco talento de quem criou a ideia. Dai que temos aqui um filme fraco, sem intensidade, sem a capacidade de criar sequencias de acção que mais não é do que noventa minutos de copias de outros filmes.
A historia fala de um piloto de aviação que em face de um problema de saude da sua esposa aceita fazer um carregamento ilegal, contudo durante o voo de regresso nos diferentes contactos que faz vai perceber que esta num caminho sem saida que podera colocar em causa tudo a sua volta.
No argumento um conjunto de cliches retirados de outros filmes que juntos quase nunca funcionam, num filme sem personagens com uma intriga replicada e que não consegue alimentar a sua curta duraçao.
Na realizaçao temos um jovem realizador sueco que torna o filme o mais minimalista possivel sem força sem impacto e que acaba por tambem ele nao saber funcionar com a forma como os flashbacks sao introduzidos e mais que isso com o numero infindavel de vezes que mostra o aviao por fora.
No cast Radcliff e esforçado no filme mas nunca consegue ser convincente demonstrando algumas lacunas interpretativas em termos dramaticos que ja tinha demonstrado noutros filmes. Ja esteve mais perto de fazer vingar o seu estilo do que propriamente neste filme.

O melhor - A curta duração

O pior - Ser um filme que copia erradamente muito do que outros filmes fizeram

Avaliação - D+

Wednesday, March 21, 2018

Annihilation

Alex Garland surpreendeu há alguns anos atras quando o seu Ex-machina se tornou de repente um sucesso comercial e critico que o colocou como um argumentista e realizador de referência no mundo da ficção cientifica. Este ano e com um elenco quase todo feminino surgia o seu novo filme. Pese embora as avaliaçoes tenham sido positivas a recepção foi demasiado mista o que conduziu a uma ação sem paralelo do filme estrear em cinemas nos EUA mas ir diretamente para a NEtflix em quase todo o mundo. Por este aspeto em termos comerciais nos EUA os resultados de bilheteira não foram entusiasmantes para um filme com um nivel produtivo elevado.
SObre o filme, um dos problemas que muitos lhe colocam é ser demasiado confuso e intlectualizado, pois bem eu colocarei mais alguns problemas que eu acho que não fazem o filme funcionar, desde logo as opções de coerência como uso de fatos em alguns momentos e noutros não, a ausencia de equipas mistas na operação entre outros pontos, fazem com que em termos de coerencia logica do argumento o filme tenha diversas falhas e isso vai para o lado mais superficial da historia.
No restante temos obviamente um filme com uma ideia original, nem sempre facil de perceber ou explicar mas que no filme acaba por ter pouco impacto, principalmente comparado com a agressividade das sequencias de acção, demonstrando que o filme nem sempre tem claro a sua opção em termos de estilo que quer ser, vacilando entre o lado mais cerebral e musculado, fazendo apenas a opção pelo primeiro na escolha final.
Por tudo isto parece-me claro que o lado estetico do filme acaba por ser aquele que melhor resulta, o filme tem uma fotografia muito interessante, bem produzido e realizado. Em termos de historia parece-me obvio que tratando do mesmo tema outros filmes tiveram mais força e acima de tudo resultaram numa historia mais compacta.
A historia fala de um grupo de biologas que é enviada para um espaço que após uma explusão se tornou particularmente estranho tentando perceber o que realmente ocorre no seu interior e quais os perigos para a nossa humanidade.
o argumento de Garland é ambicioso, é possivel reconhecer que a ideia de base ate poderia funcionar mas o filme tem problemas de concretização, muito por culpa de personagens que nem sempre são interessantes ou de grande impacto, e numa premissa de dificil execução que nem sempre é totalmente compreendida.
Na realização Garland tem atributos principalmente na componente estetica, e demonstra estar a subir de nivel, necessitando quem sabe de um argumento mais simples para dar o salto que talvez já merecia com Ex-Machina.
No cast temos um filme liderado por mulheres com Portman a dar o lado fisico e dramatico das suas qualidades. Parece-me que a actriz tem atributos a mais para a personagem que nem sempre recorre da melhor maneira a eles. O mesmo relativamente a Jason leigh e Isaacs. Nao e um filme de grandes interpretaçoes

O melhor - A fotografia

O pior - Fica a ideia que a mensagem que o filme quer passar não chega

Avaliação - C

The Party

Estreado em pleno Festival de Berlim de 2017 este pequeno filme da veterana Sally Potter chamou a atenção pelo seu estilo teatral e mais que isso pela sua curta duração. Os resultados criticos do filme foram positivos sem no entanto ter o entusiasmo necessario para mais altos voos. Comercialmente temos aqui um filme pouco ambicioso neste aspecto pelo que os curtos resultados refletem essa mesma dificuldade.
Sobre o filme eu confesso que usualmente os filmes que são realizados como se de uma peça de teatro se tratasse não são propriamente obras que me causem grande entusiasmo porque penso que a diferenciação de artes e uma realidade e que por algum motivo elas coabitam. Dai que pense que principalmente na primeira fase, a da introdução das personagens tudo parece demasiado confuso, barulhento e movimentado não permitindo a objetividade que por vezes o cinema tem de ter, principalmente na relaçao entre dialogos.
COm a entrada da intriga principal penso que o filme ganha vida, ganha estilo proprio principalmente depois de definir e bem as personagens revelando-nos diferentes twists que nos dão um argumento mais que interessante, curioso com todos a saberem ocupar os seus lugares, e com a musica a ocupar um plano de destaque principalmente Verdes Anos de Carlos Paredes.
Por tudo isto ficamos com a sensação que o argumento torna The Party num filme interessante mas todos somos capazes de perceber que tornaria ainda melhor uma peça de teatro com um leque de actores interessante, o facto das personagens nunca sairem de cena fica sempre melhor num teatro aberto ao publico do que fechado na lente de uma camara, e talvez por isso o filme nao va mais longe.
A historia fala de uma serie de amigos que se reunem na casa de um dos elementos do grupo que acaba de ser convidada para ministra, contudo rapidamente a reunião que se previa festiva torna-se num conjunto de revelaçoes que colcoará todos em conflito.
Em termos de argumento o filme não é imediato mas depois de nos dar a posiçao de cada personagem sabe utilizar as valencias da mesma para nos dar um filme diferente, surpreendente e com uma serie de twist que funcionam bem na marcação do ritmo. Em termos de dialogo nem sempre tem a objetividade necessaria.
Quando se chega a determinada idade e não se conseguiu chegar a primeira linha de Hollywood e usual os filmes terem mais risco e ficarem menos dependentes daquilo que os outros vao achar dele. E penso que Potter tem aqui um dos melhores filmes da carreira com simplicidade e longe da ambiçao que ja demonstrou noutra fase da carreira e que nunca conseguiu fazrer sublinhar o seu nome numa primeira linha de realizadores.
No cast temos um leque de actores ligados ao teatro de nome que aqui preenchem perfeitamente o espaço que tem de ocupar. Os maiores destaques surgem para Clarckson e Scott Thomas que acabam por ganhar a maioria das cenas, fruto de papeis mais imponentes. COnfesso que relativamente a Spall tenho dificuldades de gostar da sua forma de atuar algo repetitiva mesmo em papeis diferentes.

O melhor - A forma como filme enreda numa sucessao de twists

O pior - Demasiado teatral

Avaliação - B-

Tuesday, March 20, 2018

Film Stars Don't Die in Liverpool

Todos os anos durante a corrida para os premios é comum surgir um filme totalmente britanico que tenta se intometer nos premios maiores. Este ano este pequeno filme biografico de uma relaçao nada tipica acabou por a determinada altura conseguir obter esse selo, sem no entanto em momento algum conseguir confirmar esta candidatura, ficando-se por criticas aceitaveis mas longe de qualquer esplendor e comercialmente resultados modestos acabaram por levar este filme para algum desconhecimento.
Sobre o filme temos sem duvida um filme romantico que tem como a sua vertente maior a forma como a entrega fisica das personagens quebra o preconceito das idades nas relações. E nisso o filme e intenso na forma como o amor fisico é explorado no filme e numa fase final o lado mais espiritual do amor. Alias nao sendo um filme que tras muito para alem disto, porque é um filme de processos simples algo repetitivo mas que funciona porque a dupla acaba por funcionar bem como a simplicidade dos elementos familiares.
Mas tambem temos um filme com alguns defeitos que residem numa montagem inicialmente algo confusa com avanços e recuos que sinceramente acabam por nada trazer de particularmente inovador ao filme mas tambem com alguma lentidao e repetição constante de sequencias. mesmo assim parece-me que o facto de termos um amor diferente e a intensidade do filme nesse particular acaba por tornar o filme diferente e interessante para comum espetador.
Nao sendo obviamente um filme para premios ja que temos um simples filme biografico de uma personagem num determinado momento, e mais que tudo um filme que consegue em alguns segmentos ser simpatico para depois se tornar intenso do ponto de vista emocional, é um daqueles filmes que acaba por ter mais coração do que cabeça mas neste caso esta opçao ate nos parece interessante.
O filme fala da paixão final de Gloria Grahme nos ultimos anos da sua vida por um jovem actor numa relação intensa interrompida pelo conhecimento da doença por parte da atriz galardoada com um oscar e a forma como no final esta ligação vai estar associado aos ultimos dias da actriz.
Em termos de argumento parece-me obvio que se trata de um filme simples que tenta potenciar mais o lado romantico e intenso da relação do que propriamente um filme que trabalhe particularmente o lado descritivo da situação. Nao e um filme com grandes saltos de espontaneadade mas e competente nos seus objetivos.
Na realizaçao McGuigan é um realizador que na passagem pelos EUA nao tem tido grande sucesso colecionando floops relativos comerciais e criticos, no seu regresso a um cinema mais tradicional britanico os resultados foram melhores, pese embora a simplicidade e a exploração do lado mais emocional, podera ser um reinventar da sua carreira
No que diz respeito ao cast temos intensidade e principalmente ligação entre Bening e Bell, uma dupla improvavel mas que funciona na intensidade que fornecem aos seus papeis e principalmente numa simbiose nada expectavel.

O melhor - A quimica do casal

O pior - A montagem inicial

Avaliação - B-