Monday, February 19, 2018

Basmati Blues

Numa altura em que Bollywood tem ganho novamente alguma força e mediatismo no cinema cada vez mais temos filmes que cruzam Hollywood e o cinema indiano. Esta produção que teve alguns avanços e recuos foi uma das que trouxe actrizes de primeiro nivel para a INdia. O resultado foi contudo muito pobre a todos os niveis, desde logo criticamente onde o filme foi absolutamente arrasado pela critica, e comercialmente onde Brie Larson por si só não conseguiu levar o filme para altos voos.
Basmati Blues é obviamente um filme com muitos erros, desde logo no excesso de musica, o que nos leva para os filmes de serie B de Bollywood, com um problema que contamina tudo, é que em nenhum momento as sequencias musicais são bem feitas, bem coreografadas e pior que isso fazem sentido no filme em si. Ou seja uma das caracteristicas que o filme quer fazer de uma forma vincada acaba por resultar num absurdo repetitivo, que acabam por prejudicar de imediato o filme.
Mas não é apenas neste ponto que o filme falha em toda a linha, um argumento totalmente basico que parece escrito e idealizado por uma adolescente de 13 anos, sem qualquer supresa, sem força nas personagens e mais que isso com um fim obvio nunca poderia resultar num filme com qualquer tipo de dimensao significativa, ficando apenas a questão de como Larson aceitou protagonizar um filme com tantos defices a todos os niveis.
Por tudo isto e facil perceber que embora Bollywood tenha um estilo proprio em termos de qualidade de cinema limitam-se a replicar historias e conceitos, que não alteram mesmo quandto tem a visibilidade da presença de uma actriz de primeira linha como Larson. O resultado e mais do mesmo, numa especie de musical que por vezes parece propositado na forma como as sequencias musicais não sao revestidas de qualquer proposito ou sentido.
A historia fala de uma cientista americana que depois de descobrir uma nova forma de fazer arroz, dirige-se para a INdia onde vai tentar implementar a sua descoberta, contudo vai perceber que a empresa para o qual trabalha esta longe de ter as melhores intençoes com os agricultores locais.
Em termos de argumento o filme e todo ele um cliche, quer nos compromissos de honra das personagens mas acima de tudo na historia de amor, tudo é mal construido e mais que isso pouco potenciado. Nos dialogos percebemos sempre que o filme não tem fio condutor e mais que isso as sequencias musicais sao absurdas.
O filme marca a estreia na realizaçao de Dan Baron, que tem um papel pouco interessante, nunca consegue retirar beneficios do contexto da india e mais que isso consegue parecer ridicula todas as sequencias relacionadas com musica. Ou seja como realizaçao um autentico desastre.
AInda hoje Brie Larson deve questionar a razão que a levou a aceitar e mais tarde concluir este projeto. A sua personagem como todo o filme é infantil e muitas vezes absurda, num cinema cada vez mais exigente deve-se ter cautela com este tipo de apariçoes.

O melhor  - Quem se quiser recordar de Bollywood tradicional

O pior - A forma como o filme atinge o absurdo nas sua componente musical

Avaliação - D

Sunday, February 18, 2018

Wonder

Nos ultimos tempos RJ Palacio tornou-se num dos autores de maior nome nos EUA, principalmente por filmes sobre dificuldades em idades mais curtas. Nesta segunda adaptação dos seus livros para o cinema tinhamos um obvio candidato a filme mais ternurento do ano. E parece ter cumprido os seus objetivos em termos criticos passou com avaliações moderadamente positivas, embora insuficiente para lançar o filme para os premios, o que tendo em conta a historia de domingo a tarde ate se percebe. Mas foi comercialmente que o filme conseguiu se tornar num dos grandes sucessos de final de ano, terminando com um resultado positivo para a sua produtora.
Sobre o filme eu confesso que fui adepto da outra adaptaçao do autor, bem mais do que deste filme simples, emotivo, com muito coração e recheado de personagens com bom fundo, mas que na verdade é quase sempre demasiado idealista no resultado, pensado obviamente mais para agradar do que propriamente para se debruçar sobre a condição que o filme relata. Essa opçao pelo lado feliz da coisa como sendo um mensageiro positivo e obvio em todo o filme que acaba por isso ser um filme emotivo mas nem sempre razoavel naquilo que tenta espelhar em termos de realidade.
O filme inicialmente parece querer ir mais longe num drama mais intenso quando altera o foco da narrativa, parece querer dar um filme mais que a personagem mas rapidamente abandona, sendo que todo o filme roda ao longo de Auggie mesmo quando critica isso o filme acaba por cair no mesmo erro tornando-se num obvio filme de domingo a tarde que se ve bem com simpatica mas com pouco registo.
E obvio que e um filme que as pessoas gostam, principalmente aquelas que menos exigem em abordagens mais diferenciadas, e um filme de padroes simples de desenvolvimento narrativo, onde apenas o paralelismo dos mundos como fuga parecem ser de maior risco. E um cinema que normalmente agrada mas parece-me curto para outro tipo de voos.
A historia fala de um jovem que integra a escola e tera de lidar com a reação de todos os seus colegas a uma condiçao fisica que lhe alterou por completo a fisionomia da face, sendo o filme esta adaptação nao so do proprio mas de toda a sua familia.
Em termos de argumento é um filme que transmite emoçoes bem mais do que um filme detalhado e com realismo sobre um problema. Claro que as mensagens positivas devem ser sempre reiteradas, mas neste caso parece-me que o filme e demasiado feliz para o que trata.
Na realizaçao Chbosky, tem neste seu segundo filme um trabalho parecido com o que tinha conseguido em Perks of Being Walflower onde da o protagonismo aos interpretes. Aqui repete em dois filmes bastante emotivos e que o realizador consegue tirar o melhor que a emoçao pode dar ao filme.
Em termos de cast são os mais novos que brilham, Tremblay e o actor jovem maravilha do momento e aqui da intensidade e entrega fisica ao papel. AO seu lado um bom sublinhado para a jovem Izabela Vidovic que acaba por ser a surpresa do filme no seu lado mais emocional. Wilson e ROberts parece escolhas naturais para os papeis

O melhor - O coraçao do filme

O pior - ALguma falta de razão

Avaliação - B-

Donwsizing

Alexander Payne tornou-se na ultima decada o autor e realizador mais efetivo com tres filmes que conseguiram todos entrar na discussao pelo oscar de melhor filme e renderam ao autor dois oscares de melhor argumento. Este ano era com expetativa que se aguardou o seu projeto maior, com mais meios. Pese embora este facto logo apos as primeiras visualizações em Veneza se perceber que ao contrario das suas obras anteriores este particular filme estava longe de ser unanime que de imediato lhe retirou pela corrida aos premios principais. Talvez justificado pelo pouco fulgor critico do filme tambem comercialmente as coisas tiveram longe de algum sucesso e tornaram este filme talvez o maior fiasco da carreira de Payne.
Sobre o filme eu confesso que a carreira de Payne para mim foi do menos ao mais, inicialmente nao percebia a loucura critica em torno do realizador mas com Nebraska fiquei arrebatado pela sua forma de contar historias onde o obvio nunca e obvio e tudo tem explicaçao. POis bem este Donwsizing e para mim um dos filmes mais subvalorizados deste ano, ja que me parece que mais uma vez temos uma historia bem contada, arriscada na premissa que consegue ao mesmo tempo potenciar personagens comuns, como outras que entram para encher o filme narrativamente. Contudo parece-me termos algo que nos filmes anteriores nao era tao trabalhado, ou seja, a capacidade de um filme tecnicamente dificil e que funciona.
E facil de aceitar que DOwnsizing nao e um filme facil, que se tem de entrar com mente aberta que ultrapasse o valor comico da situação, posto isto parece-me um otimo filme, bem escrito, com uma mensagem bem definica e com uma forma criativa de o contar. Numa altura em que nos queixamos vezes sem conta da falta de ideias originais por parte de alguns criadores, quando elas aparecem como e este o caso demonstramos talvez que ainda nao estamos preparados para elas.
A historia fala de um casal americano, a quem falta alguma coisa para ser feliz, que decide diminuir o tamanho, opçao entretanto criada de forma a aumentar os recursos da terra e mais que isso permitir que pessoa normais passem a ricos. Contudo neste novo mundo nem tudo corre como pensado.
Em termos de argumento penso que o filme funciona nos seus dois pontos de analise, uma ideia de base, criativa, original e bem montada ao qual se une um filme que acaba por dar muito dos seus personagens que encaixam uns com os outros. No final pode parecer demasiado filosofico, mas e facil conseguir atingir um ponto que o filme quer.
Em termos de realizaçao e o filme mais vistoso de Payne em toda a dificuldade do criar um mundo maior e mais pequeno em comparaçao. Nunca e um filme que quer grandes efeitos mas consegue tirar lucro na sua historia de base. Payne parece-me um realizador de momento preparado para tudo.
No cast parece obvio que o filme consegue ser inteligente nas escolhas que faz, Damon e seguro como protagosnista, ja que o filme nao exige muito do seu personagem para alem do equilibrio. Todos os louros vao para Hong Chau que desde o momento que entra domina o filme. As diversas nomeaçoes para os premios eram mais que justificadas, e a sua ausencia nas nomeaçoes aos oscares algo completamente incompreensivel.

O melhor - A forma como uma mensagem politica pode dar origem a um filme diferente

O pior - Os ultimos vinte minutos sao demasiado filosoficos

Avaliação - B+

Wednesday, February 14, 2018

Roman J Israel Esq

Dan Gilroy é sem sombra duvida neste momento um dos argumentistas mais procurados e conceituados do mercado, e o seu filme de estreia na realização (Nightcrawler) tinha sido uma otima surpresa critica, dai que a expetativa para este seu segundo filme fosse elevada. APos as primeiras visualizações percebeu-se que o filme estava longe da uninimidade com avaliações muito dispares que de imediato lhe retirou enquanto filme qualquer hipotese de entrar na corrida pelos premios. Comercialmente numa altura em que os candidatos principais aos premios se perfilavam o nao ter este rotulo acabou por diminuir a capacidade comercial do filme que esteve longe das melhores sensações.
Sobre o filme podemos dizer que é um filme de estilo naquilo como caracteriza uma personagem estranha que dura o filme todo sem percebermos muito bem o que temos em frente. Dai que o filme tenha muitos problemas em funcionar, porque nunca deixa de ser estranho, porque nunca conseguimos perceber o objetivo da personagem e muito menos do filme, que apenas no fim acaba por fazer imperar a sua moratório mas sempre num processo longe de ser totalmente funcional.
E o mais estranho e que o filme tem dificuldade em funcionar no seu guião, por tentar ser demasiado diferente, o que para um argumentista de primeira linha como Gilroy e obviamente estranho ja que usualmente estes sao aqueles que na diferença melhor conseguem fazer funcionar e transmitir as suas ideias, aqui isso nunca acontece. A determinada altura parece mesmo que o filme pouco tem a oferecer do que a irreverencia natural da personagem.
Dai que sobre muito pouca coisa de real valor no filme, a prestação de Washington que lhe valeu pelo segundo ano consecutivo a nomeaçao para o oscar, um ou outro apontamento sonoro e pouco mais num filme que parece sempre estar fora de tom e mais que isso nunca ter uma narrativa assimilada para transmitir.,
A historia fala de um advogado de escritorio que apos a doença do seu patrao acaba por integrar uma grande firma de advogados que o vai fazer sair do escritorios, e lança-lo a um mundo para o qual nunca esteve preparado.
Em termos de argumento o filme e dificil, a historia de base nunca e concretizada, realçando se apenas um ou dois momentos bem trabalhados, numa historia que esta longe de ser funcional. Nao e certamente com este argumento que Gilroy ganhou o espaço que conquistou.
Na realizaçao Girloy neste seu segundo filme tem uma realização particular de personagem e escura algo semelhante ao que tinha feito no seu filme anterior, embora neste caso o argumento nao permita grandes elogios ao filme como um todo.
No cast Washington esta num excelente momento de forma, e neste filme demonstra mais uma vez a sua intensidade em papeis diversos. O filme vale por ele, e mesmo com uma personagem nem sempre concreta o actor consegue levar a interpretaçao para niveis muito elevados,

O melhor Washington

O pior - Um argumento quase sempre a deriva

Avaliação - C

Sunday, February 11, 2018

The Post

Um filme que reuna Tom Hanks, Merlyl Streep e realizado por Steven Spilberg tem obviamente tudo para ser por si so um acontecimento, ainda mais lançado em plena epoca de premios e sobre uma historia real sobre liberdade do jornalismo, foi automaticamente considerado um natural candidato aos premios. As boas avaliações acabaram por garantir ao filme a nomeaçao para melhor filme, pese embora apenas a consagrada atriz tenha conseguido juntar uma segunda indicação. Comercialmente para um filme com mais ambiçoes de premis podemos dizer que o resultado foi consistente.
Sobre o filme o tema é atual e nisso poucos tem a astucia de Spilberg para lançar os filmes com um timming pertinente, quando se discute a relação da imprensa com a casa branca. De resto temos um filme competente, detalhado, bem  interpretado, que acaba por ser uma boa criaçao de epoca, mas que se torna algo repetitivo na base, ou seja basciamente o filme e um recheio de indecisões para um final esperado.
Nao e nem de perto nem de longe um filme brilhante nem sequer dos melhores filmes de Spilberg, é daqueles registos que fica bem no seu curriculo mas que ninguem se vai lembrar do realizador particularmente por este filme. Parece- quase sempre um filme politico de ideias sublinhadas mais do que propriamente um filme sobre personagens num dado momento. Tambem na abordagem temos algum tradicionalismo que apenas e ultrapassado na recriaçao do print do jornal.
Por tudo isto Post e um filme que vamos achar interessante no seu ponto de vista, um filme que vamos achar pertinente e atual, mas que dificilmente ira ser um filme que nos surpreenda que nos deixe deslumbrados, ficando a ideia que esta equipa reunida poderia resultar num filme muito mais vincado para o cinema.
O filme fala sobre a indefinição no Washington Post depois de ter acesso a relatorios secretos sobre a guerra do vietname e a indecisao entre publicar ou nao os mesmos, tendo em conta as consequencias legais que poderiam surgir.
EM termos de argumento temos uma historioa detalhadas, mas nao e propriamente um argumento original ou mesmo diferenciado. Conta a historia com simplicidade e rigor, mas nem sempre coloca as personagens no nivel primairio.
Na realizaçao Spilberg atualmente mais que um criativo e um executor competente, aqui temos um trabalho meritorio na criaçao do contexto das cidades mas pouco mais. Nesta fase da carreira SPilberg parece muito mais um homem de equilibrios do que propriamente um criador.
No cast Hanks e Streep sao obviamente uma garantia de competencia em ambos os papeis, Longe do melhor da carreira de ambos mas com papeis interessantes parece obvio que uma nomeaçao em ambos os casos poderia ser apenas como premio pela carreira tendo a sorte caido a Streep.

O melhor -. Uma historia contada com detalhe

O pior - COm este elenco esperavamos algo de distinto

Avaliação - B-

Saturday, February 10, 2018

Thor: Ragnorok

Este foi sem duvida um ano de grande trabalho para a Marvel Studios com o lançamento de SPider Man, o segundo capitulo de guardioes da galaxia, e o terceiro de Thor, que atualmente ja acaba por ser mais um capitulo de Avengers do que outra coisa qualquer. Em termos criticos a Marvel tem conseguido boas recepções e este capitulo de Thor não foi diferente com avaliações essencialmente positivas. Comercialmente não existe forma de ganhar dinheiro como a Marvel e este também cumpriu os objetivos.
Eu confesso que  todos os filmes da Marvel Thor era obviamente aqueles que menos entusiasmavam pela rigidez das personagens e mais que isso pelo excesso de mitologia associada. Neste filme temos um registo completamente diferente, a Marvel desiste de fazer filmes de ação para optar pela comedia e digamos que o resultado e bem melhor em termos de entertenimento, mesmo que a historia de base seja completamente rudimentar.
Em termos de inovação para o desenvolvimento dos Avengers temos pouco, talvez a introdução nos post credit scenes e pouco mais. Em termos do desenvolvimento das personagens o filme não se procupa muito, estando na minha opiniao mais centrado em provocar algumas gargalhadas e descontração nos espetadores. Por isso não sendo o mais complexo dos tres e sem duvida o mais engraçado.
Em termos produtivos claro que temos a Marvel no seu melhor nivel com efeitos especiais de ponta, mundos criados com todo o pormenor e um elenco de primeira linha. Marvel sera certamente o franchising com melhores resultados da historia do cinema, nao pela complexidade dos seus argumentos embora surjam alguns filmes melhor que outros, mas acima de tudo porque consegue divertir como poucos.
A historia segue Thor que vai ter de salvar Asgard das mãos de uma sua irmã que acaba por assumir as redear daquele mundo com tirania e que vai por em causa a sobrevivencia do povo.
Em termos de argumento e obvio que o filme pensou pouco na logica ou mesmo no valor narrativo da historia central para apostar acima de tudo na comedia, com personagens criadas unica e exclusivamente com esse intuito. Nao e algo de transcendente como Deadpool conseguiu ser, mas consegue ser engraçado.
Estranho foi a Marvel entregar a realizaçao a um total desconhecido Waititi tem um papel interessante como tarefeiro. COm o nivel produtivo de um filme como este existe pouco por onde falhar, sendo que o filme tambem nunca tem uma assinatura propria
No cast ja e impossivel dissociar as personagens dos seus interpretes. Nas novas aquisições GOldblum tenta uma vertente mais comica, e Blanchet a vila, se bem que me parece que ambos são pouco mais do eficazes.

O melhor - Funcionar como comedia

O pior - Nao trazer nada de particularmente novo a saga

Avaliação - B-

Suburbicorn

Estreado no festival de Veneza com toda a circunstancia este filme que marcava a reunião dos irmãos Cohen como argumentistas e Clooney como realizador tinha tudo para ser uma das figuras principais na temporada dos premios, pelo menos parece ter sido criado com esse objetivo. COntudo logo apos as primeiras visualizações se percebeu que o resultado ia ser bem distinto com uma recepção critica negativa todas as esperanças ruiram de imediato. Comercialmente o filme tornou-se num dos maiores floops do ano que vai certamente fazer Clooney pensar no seu estado atual como realizador.
Sobre o filme é obvia a tentativa do filme ser mais uma comedia negra ao estilo dos maiores sucessos dos irmãos cohen, mas é daqueles filmes em que parece que nada resulta, ou seja tudo e tão estranho que não consegue fazer sublinhar o seu tom ironico e critico da sociedade, e mesmo em termos tecnicos o que parecia um bom inicio acaba rapidamente por ser uma realização banal quase sempre escura e sem grande interesse.
O principal problema do filme e a incapacidade de encontrar o seu estilo, a tentativa de um filme violento e agressivo cai de imediato no tom dos dialogos que mais parece vindos de uma comedia. Por outro lado o filme nunca tem graça natural o que faz que também nunca se aproxime realmente do espetador. No fim temos um filme de choque do disposto a tudo, mas cujo o paralelismo narrativo acaba por nunca ter qualquer sentido.
Assim acaba por ser facilmente um dos filmes que mais talento desaproveita nos ultimos tempos, com apostas fortes no cast, argumento e realizaçao é um filme acboslutamente distante dos seus objetivos e mais que isso é um filme que desde inicio percebemos que nunca vai funcionar.
A historia fala de uma familia, numa comunidade particular mas que de repente se ve envolvida num assalto e na morte do seu elemento feminino, contudo rapidamente se percebe que a questão por tras desta morte é mais completa do que o simples assalto.
Em termos de argumento podemos dizer que o filme é um desastre, a forma como não consegue balançar nunca o paralelismo das historias extremamente forçada. A forma como apenas num momento consegue ter dialogos de qualidade, e mais que isso a falta de tom, faz deste filme talvez o pior argumento dos irmaos Cohen.
Na realizaçao o filme começa bem, e pensamos que Clooney vai nos dar uma america colorida dos anos 50, mas rapidamente se esquece isso dando um filme negro, sem chama e dinamica, num momento menos feliz do realizador.
Por fim no cast, Damon também não teve um ano feliz, dois filmes com ambiçoes que se tornaram floops circunstanciais. Aqui parece nunca encaixar bem no Bad guy. Tambem Moore parece sempre muito artificial e repetitiva nos ultimos tempos.

O melhor - O generico

O pior - A forma como o filme nunca consegue encontrar o seu espaço

Avaliação - D+

Thursday, February 08, 2018

Daddy's Home 2

DOis anos depois de Whalberg e ferrel se terem unido numa comedia de pais e padrastos, eis que a sua sequela surge com normalidade em face do sucesso da primeira. Agora para alem dos pais conhecidos temos os avós, bem diferentes numa confusão de pais avos e padrastos. O resultado critico foi bem pior do que o primeiro filme, com avaliações bastante negativas. Comercialmente pese embora tenha piorado o resultado do primeiro filme foi consistente o que podera significar um terceiro filme em pouco tempo.
Sobre o filme, eu confesso que gosto da forma de Will Ferrel fazer comedia, pese embora a mesma em termos de cinema seja demasiado repetitiva. Este filme é mais do mesmo, ou seja exagera em cada um deles, opta por um humor fisico e tenta aproveitar o clima natalicio para amealhar mais dolares. Em termos de resultado o filme produtivamente parece-me melhor feito que o primeiro, em termos de graça, o exagero do humor fisico e o absurdo de muitas das situações fazem-no uma comedia igual a muitas dentro do genero.
No que diz respeito as novas personagens penso que Lithgow funciona comicamente bem melhor do que GIbson, que parece estar o filme todo com a mesma gargalhada. NO que diz respeito a historia nada de novo, um percurso obvio de um filme de comedia com poucas preocupações em consistentes. A niveis humoristicos um filme com bons e momentos menos felizes à semelhança do que tinha acontecido com o primeiro filme.
Ou seja em face do acima exposto, e facil perceber que quem gostou do primeiro filme vai tambem gostar deste, já que o estilo é igual. Vai rir-se de piadas parecidas e das curiosidades que o filme dá. Quem não gostou do primeiro filme nao vai certamente ficar fascinado para um filme que nada inova na abordagem.
A história fala de Brad e Dust que nesta altura com a relação estabelizada vão passar o primeiro natal juntos na companhia dos pais de ambos, que vai acabar por desorganizar o que já estava organizado e tornar tudo novamente numa luta de galos.
Em termos de argumento o filme para alem da introdução das duas novas personagens, nada inova em termos de percurso narrativo, estilo de humor e personagens. Na vertente comica não funciona sempre mas acaba por ter alguns momentos interessantes.
Na realização Sean Anders é um realizador de comedias fisicas, que sabe os truques das mesmas e o ritmo a dar, mas não lhes da roupagens significativas. Provavelmente com este registo ao longo da carreira nunca vai sair do piloto automatico.
NO cast, Ferrel e Whalberg encaixam perfeitamente nas personagens e mais que isso funcionam bem juntos. Nas novas aquisições parece-me obvio que Lithgow sente-se mais confortavel na comedia e naquilo que o filme lhe pede, do que propriamente Gibson.

O melhor - As piadas voltam a funcionar parcialmente

O pior - E uma repetição clara do primeiro

Avaliação - C

Murder on Orient Express

Agatha Christie teve um ano é que os seus livros foram novamente base para alguns filmes, sendo a maior produção este filme de estudio com Kenneth Branaghan a começar a sua fase da autora por um dos seus livros mais conhecidos. Pese embora o ambicioso projeto, principalmente em termos de produção o resultado critico não foi brilhante com avaliações demasiado medianas que de imediato retiraram qualquer ambição que o filme poderia ter para entrar na corrida aos premios. Comercialmente fruto da força do livro e de um elenco de primeira linha os resultados foram consistentes dai não extranharem se no futuro virmos novamente o ator ingles como Poirot.
Sobre o filme é obvio que se trata de uma grande produção e isso é percetivel desde logo na riqueza dos cenarios, e mais que isso numa envolvencia forte que demonstra bem o investimento do filme. Pese embora este facto acho que tudo no filme cai num erro de um remake que nada pode dar de novo narrativamente. Primeiro porque o livro e talvez a obra mais conhecida da autora, e mais que isso o primeiro filme foi de tal forma conceituado que conduziu Albert Finney a um oscar da academia, dai que não existia muito espaço para funcionar.
E o certo é que narrativamente o filme está muito longe de funcionar, primeiro porque se centra mais na personagem de Poirot sem a desenvolver, do que propriamente por cada uma das pontas que liga cada uma das personagens ao cadáver, algo que em outros filmes é melhor trabalhado. E mesmo a mitica resolução final é pouco ou quase nada explorada no filme, através de uns flashbacks apressados. E quando um filme de Agatha Christie falha narrativamente muito fica condicionado nem que esteticamente seja um filme de primeira linha.
Em face do acima referido achei um filme sem chama, que simplifica em termos de guião e argumento aquilo que nunca poderia ser simplificado, mas acima de tudo um filme egocentrico de um realizador que da a si um protagonismo de uma personagem que na intriga tinha que ser acessoria, e que Branhagan coloca na primeira linha de tudo.
A historia e a conhecida morte durante o trajeto do expresso oriente que traz no seu interior do detetive Poirot, que vai tentar perceber quem foi o assassino percebendo cada um dos seus passageiros.
Em termos de argumento é onde o filme falha, principalmente nas escolhas de protagonismo, depois na falta de dialogos que nos forneçam mais sobre cada uma das personagens mas mais que isso na forma rapido com que se conclui. Se existe argumento dificil de errar era este e mesmo assim ele falha.
Na realização temos um filme grande, com cenarios muito bem construidos notando-se ser um filme de primeira linha. Em termos da abordagem de Branaghan parece-me claro que a forma como ele passeia pelas carroagens da movimento ao filme, de um realizador que neste momento me parece mais um tarefeiro do que um criador.
No castissimo cast pouco ou nada é potenciado, branagham gosta de se ver como Poirot e abusa disso na camara. A sua construção ate pode ser interessante não fosse um bigode completamente absurdo. Nos restantes pouco a registar a não ser uma Pfeiffer intensa e que podera assim marcar o regresso a un cinema que a tinha particularmente esquecido.

O melhor - Os cenarios

O pior - Um argumento mal balançado

Avaliação - C-

Wednesday, February 07, 2018

The Star

É conhecido que nem sempre a vertente religiosa da origem do natal é aproveitada pelo cinema de forma a tentar contar a historia mais conhecida do mundo. Pois bem este ano e aproveitanto a epoca festiva um dos grandes estudios de animação aproveitou a ocasião para nos dar a historia do nascimento de cristo sob o ponto de vista do burro. Criticamente as coisas não correram muito bem com avaliações medianas com tendência negativa. Comercialmente para um filme de animação também se espera mais, principalmente aproveitando as ferias de natal.~
Sobre o filme podemos dizer que pese embora tenha a base conhecida o que o torna narrativamente facil, tem algum risco a explorar a relação entre Jose e Maria. Mesmo com alguma simplicidade e um humor moderado neste particular o filme é corajoso já que ate ao momento nunca ninguem explorou a relação entre ambos no cinema, mesmo que de forma leve como este pequeno filme para crianças.
Mas fora esta coragem o filme é demasiado simplista em todas as suas formas. Nem sempre muito coeso nas personagens que vao aparecendo e desaparecendo sem grande logica, mas mais que isso com um humor demasiado tradicionalista, mas penso que aqui foi no sentido de minorizar o impacto que outro estilo poderia ter, tendo em conta o assunto. Também a nivel produtivo, para um filme de grande estudio estamos longe de grande brilhantismo.
Por isso The Star e um filme de animação simples, de uma segunda linha, sem grandes ambições narrativas e mais que isso produtivas, que talvez tenha como unico objetivo dar uma roupagem a historia conhecida do Natal, para a mesma chegar a esta geração. Algo que nos parece ser ciclico em Holywood. Nunca sera um filme de animação para recordar, mas sim um filme pontual
A historia fala de um burro Boo, que sonha integrar a comitiva real, mas uma vez solto acaba por iniciar uma relação com Maria e Jose, que vai conduzir ao nascimento de Jesus com a sua ajuda.
Em termos de argumento o filme aproveita a base biblica para lhe dar uma roupagem e um estilo mais descontraido e ligeiro. Em termos de humor o tradicional e bastante moderado, e pouco mais do que aquilo que nos sabemos. Mas quando se lida com escritos religiosos todo o cuidado e pouco.
Na realização e produçao Reckast estreia-se em grandes produções depois de ter estado na produção de Anomalisa. Aqui parece que o estudio não quis fazer uma aposta de primeira linha. Mesmo assim uma execução simples que não coloca em causa os objetivos do filme.
No cast de vozes podemos dizer que o resultado é eficaz, sem grandes nomes nas personagens centrais, mas com alguns bons momentos em algumas personagens secundarias escolhidas com rigor para as personagens em questão, com sublinhado para Winfrey, Morgan e Perry como os camelos, que acabam por ter o maior destaque.

O melhor - A forma descontraida que o filme aborda a historia

O pior - Basicamente sabemos tudo o que vai acontecer

Avaliação - C

Monday, February 05, 2018

Molly's Game

Andy Sorkin é reconhecidamente um dos melhores argumentistas da atualidade, não só no que diz respeito ao cinema mas também em televisão. Dai que foi com expetativa que o mundo do cinema aguardou pela sua estreia na realização que teve base neste filme sobre uma das mais singulares historias dos ultimos anos. Em termos criticos o filme teve uma aceitação razoavel pese embora insuficiente para o lançar como candidato a serio na corrida pelos oscares onde se ficou pela nomeaçao para melhor argumento. Em termos comerciais na sempre competitiva epoca de premios, o não ter sido um frontrunner acabou por danificar as suas prespetivas.
Sobre o filme é obvio que a historia de Molly é interessante, principalmente se o filme fosse mais alem do que aquilo que o livro nos da, ou seja se entrasse mais na historia do que aquilo que é conhecido e que todos percebem que e um pequena parte daquilo que Molly poderia contar. Mas mesmo assim temos um filme detalhado, com muitas personagens com bons dialogos e ritmo elevado, mas que me parece ter dois problemas de base, por um lado a historia envolve demasiadas personagens o que torna tudo relativamente confuso. E por outro lado o filme é demasiado longo porque Sorkin quer ir ao detalhe e nunca partir de pressupostos e isso pode ter tornado o filme demasiado longo.
Mas é obvio que temos aqui um filme interessante, principalmente bem escrito e pior montado, os avanços e recuos do filme em termos de linhagem temporal deveriam ter mais significado e nem sempre e percetivel o proposito do filme, o seu estilo narrativo parece-me o unico que poderia funcionar, e aqui Sorkin acaba por nos dar uma boa versão do seu poder de relato atraves de dialogo.
Provavelmente todos ficamos com a sensação que o filme deveria ir mais longe, que provavelmente deveria ter arriscado mais naquilo que conta do que propriamente nao ir para alem do l.ivro, mas quando lidamos com personagens reais a aparentemente poderosos isso pode sempre não ser possivel.
A historia fala-nos de molly Bloom uma jovem ex atleta de sky que se dedica a organizar um jogo secreto de poker para celebridades mas que se ve envolvida num jogo de mafiosos que a conduz ao contacto com a justiça.
E obvio que o argumento e de referencia, que Sorkin vai ao detalhe com dialogos de primeira linha e principalmente com personagens bem trabalhadas. Perde por ir demasiado ao promenor num filme que poderia e devia ter menos tempo.
Na realização Sorkin não arrisca muito, quase sempre com uma abordagem propria mas simples. Demonstra ainda alguma inexperiencia neste campo na forma como tem dificuldade de lidar com as linhagens temporais. mas provavelmente vamos encontrar filmes mais fortes no futuro.
No cast Chastain é uma escolha certa em diversos patamares, quer na intensidade do seu registo, quer na forma como consegue entregar a sua personagem uma sensualidade pensada. Não e o seu melhor registo mas e o tipico papel que fica bem numa carreira. Melhor Elba que depois de algum tempo sem grandes registos tem aqui um papel significativo e que o pode conduzir novamente a melhores momentos.

O melhor - O detalhe do argumento

O pior - Os saltos temporais excessivos

Avaliação - B

Saturday, February 03, 2018

Darkest Hour

É quase sempre certo quando um filme de alguma dimensao aposta em recriar um dos acontecimentos mais marcantes da historia recente da humanidade que o filme obtenha reconhecimento e entre na luta pelos premios maior. Talvez com menos intensidade do que esperado, fruto de criticas positivas mas não unanimes certo é que Darkest Hour para alem de lançar isoladamente Oldman para o oscar de melhor actor conseguiu a nomeaçao para melhor filme o que faz de imediato este filme como um sucesso critico. Comercialmente num ano em que a segunda guerra mundial esteve em alguns filmes o resultado tambem foi positivo em face das expetativas iniciais.
Retratar um dos episodios mais conhecidos da historia mundial, nem sempre e uma tarefa facil para qualquer cineasta uma vez que vai transmitir o obvio, dai que o sucesso do filme esteja sempre dependente de detalhes que com um argumento de base podem ser mais descuidados. Em face desta exigencia podemos dizer que mais que tudo este filme é competente, por um lado porque Wright dá-lhe uma roupagem estetica muito interessante, principalmente pela beleza da fotografia do filme que torna o mito ainda maior, e principalmente pela magistral interpretaçao de Oldman que faz do filme um show do seu talento.
E obvio que o filme tambem nao e uma obra prima, que tem alguns defeitos assinalaveis, desde logo na forma como se centra num aspecto muito proprio da personagem explorando-a a exaustão. Depois fica a ideia que o filme não quer ou não consegue dar qualquer relevo aos personagens secundarios mesmo aqueles que dividem o ecra grande parte do tempo com o protagonista. O que nos parece é que é um argumento muito pensado na componente interpretativa de Oldman, o que ate pode ser uma opção correta ja que funciona em pleno.
POr tudo isto este e um filme obvio, bem feito, e bem protagonizado, que significa o registo em filme de um acontecimento de grandes dimensoes, por um bom estudio e um bom realizador, mas acaba por nao ser em termos de cinema nada de particularmente novo ou relevante que o levem a altos patamares de qualidade.
A historia fala da ascenção de WInston Churchill a primeiro ministro de inglaterra, a forma como as suas relações politicas o levaram a tal cargo e a forma como teve de gerir um ataque iminente dos alemães na segunda guerra mundial.
Em termos de argumento é demasiado obvio, o filme quase da todo o protagonismo as palavras ja conhecidas de Churchill no seus discuros e pouco mais. E algo previsivel no seu desenvolvimento mas sendo o relato de um acontecimento historico conhecido nao existia muito mais a fazer, peca talvez por as personagens secundarias nao terem qualquer relevo.
Joe Wright é um realizador com uma intensidade muito especial que faz dos seus filmes normalmente filmes bonitos e proximos do grande publico. COm excepçao de PAn os seus filmes seguem algum tradicionalismo mas acima de tudo sao filmes com um cunho de assinatura propria que este tambem tem. A realizaçao principalmente na junção com a fotografia e brilhante e um dos apontamentos de grande nivel do filme, talvez o que poderia ter maior destaque nao fosse Gary Oldman.
E no cast que o filme tem o maior trunfo. TOdos os olhos apontavam para Oldman e ele convence em toda a linha a sua construção e intensa, carismatica e de dificil execução. Era facil encontrar erros num papel pensado para oscar. Mas todos tiveram de se render as evidencias de um papel de uma vida.

O melhor - Gary Oldman

O pior - Nem sempre o filme desenvolve as personagens secundarios

Avaliação - B

Friday, February 02, 2018

Crooked House

Uma das modas que compareceu este ano foi a adaptação de filmes sobre livros de Agatha Christie. Depois de diversos anos onde este tipo de projetos nao tiveram lugar, talvez porque as adaptações ja tinham sido todas feitas, surgiu este ano dois filmes, com produçoes de tamanhos diferentes, apostadas em dar-nos uma roupagem de dois dos mais famosos livros da autora. A menor produçao das duas foi este pequeno filme, com chancela britanica que ate conseguiu avaliações suficientes na critica mas que nao foi potenciada comercialmente pela falta de estrelas de primeira linha.
Em termos de filme e facil os filmes de Agatha Christie prenderem o espetador que aguardam pelo final, tentando descobrir o que realmente aconteceu. Este estilo policial tradicional foi abandonado mas aqui é recuperado com essa tradição inglesa, de espaços longos, personagens ambiguas e um misterior assumido, e nisso o filme consegue ser balançado, sem nunca no entando nos dar algo de particularmente novo.
Mas como todos os filmes de Agatha Cristie tudo vale pela forma como o filme consegue dar impacto ao seu final, e aqui o filme parece nem sempre saber aproveitar o final que tem, e a surpresa do mesmo, já que parece ter medo de ir mais longe, dai que o filme acabe de repente depois de nos dar tudo sem nunca inovar mais a moratoria desse fim.
Ou seja e um filme que os amantes do policial vao ficar presos ao ecra sem grande deslumbre, e que os menos amantes vao achar igual a muitos outros, parecia existir espaço para inovaçao em alguns pontos do filme, ja que assim e apenas um compentente filme que adapta uma obra de Agatha Cristie.
O argumento fala de um detetive que acaba por se deslocar para a casa de uma ex namorada de forma a investigar o alegado homicidio de um rico patriarca, onde todos os elementos do agregado tinham algum motivo para cometer o crime.
Em termos de argumento é um filme pouco arriscado, segue a linha do livro com tradição, as personagens seguem os elementos que o filme precisa sem mais. Nao temos dialogos de primeira linha, e existe pouco aproveitamente da parte final, mas no restante o filme e eficaz.
Na realizaçao Paquet-Brener e um realizador que ja trabalhou com algumas figuras do cinema mas nunca com grande sucesso, aqui tem uma realização tradicionalista inglesa simples sem grandes truques. Nao vai ser aqui que ganhara mais dimensao, apesar de ser competente na sua obra.
No cast temos uma serie de actores de segunda linha que pese embora cumpram minimamente nao dao dimensao ao filme. Principalmente no que diz respeito a Irons o descendente de Jeremy parece sempre algo repetitivo no seu lado rebelde sem causa.

O melhor - Nao complicar o que é facil

O pior - Pouco risco na abordagem

Avaliação - C+

Wonder Wheel

2017 ficara na historia como um ano maldito para Woody Allen, o experiente realizador viu reacender a polemica relativas ao seu comportamento sexual muito empolgado pela luta politica do momento em hollywood, mas criticamente este que era um filme que pela sua data de lançamento poderia entrar na luta pelos premios acabou por nao conquistar a critica com avaliações medianas com tendencia negativa e comercialmente ficou muito longe daquilo que o melhor Allen conseguiu.
Wonder Wheel é um projeto maior do Allen, nem tanto do ponto de vista narrativo onde é um filme de dialogos longos e ritmados como Allen nos habituou mas sim na criação dos cenarios na recriaçao da Conney Island dos anos 50. Nesse particular, ou seja na componente tecnica o filme tem valor, com uma preocupação com a fotografia que muitas vezes os filmes de Allen nao tem dando primazia ao argumento. Neste caso pese embora a formula seja a mesma temos um Allen virado do avesso.
E temos esta caracteristica porque o calcanhar de aquiles e o ponto que provoca dano irremediavel ao filme e mesmo a narrativa e um argumento previsivel, sem força que nos conta obviamente uma historia menor igual a tantas outras e mais que isso um filme que nunca consegue nos dialogos ter o simbolismo de Allen, parecendo tudo demasiado forçado e quase sempre sem qualquer tipo de chama. Esta fraqueza clara no argumento torna o filme pouco interessante sendo que o espetador acaba por estar mais atento a cor e fotografia do filme, ja que o resto e claramente pouco interessante.
Assim se resume um projeto que se percebe ser ambicioso de Allen mas que falha onde normalmente ele é mais certo. Provavelmente porque nos habituou com filmes muito mais ricos na especificidade e significado seja dificil de gostar desta obra, mesmo que seja facil reconhecer um bom trabalho de realizaçao, fotografia e interpretaçao, o argumento coloca tudo em causa.
A historia fala de uma mulher que mantem uma relaçao pouco intensa com um marido mais velho que inicia uma relaçao com o nadador salvador da praia, contudo esta relação vai ser vista de forma diferente por ambos, ainda mais quando entre ambos aparece a enteada da primeira.
E no argumento que o filme falha em toda a linha, personagens quase sempre mal definidas com excepção da central, dialogos demasiado teatralizados e uma narrativa pouco original e interssante fazem deste argumento pouco ou nada apelativa e que nada conjuga com as outras componentes do filme.
Na realizaçao Allen tem um dos seus trabalhos mais arriscados e mais vistosos, pena que todas estas componentes sejam desprediçadas num guiao de menor qualidade, para um realizador em fim de carreira e que merecia um filme mais consensual sobre todos os prismas.
No cast algum desiquilibrio, Winslet tem uma interpretaçao intensa e forte, levando o filme para os seus melhores momentos, fica a sensaçao que com um filme mais proximo da critica WInslet poderia sair beneficiada numa corrida aos premios. O seu grande problema e que os restantes actores estao sempre num nivel bastante inferior.

O melhor - A recriação da Wonder Wheel

O pior - O argumento

Avaliação - C

Thursday, February 01, 2018

Tragedy Girls

O Terror e o absurdo são formas muitas vezes utilizadas de forma a ridicularizar a satirizar com diversos assuntos. Este ano e lançado em alguns dos festivais da especialidade surgiu este pequeno filme de terror adolescente que acabou por obter criticas razoáveis dentro de uma mediania tipica dos filmes de terror. Comercialmente e fruto da ausencia de figuras de primeira linha os resultados foram bem mais modestos, mas sublinha-se que este filme está longe de ser um filme para multidões.
Sobre o filme parece-me claro que o objetivo do filme e a satira com a adolescencia e com as novas tecnologias e nesse particular o filme funciona pela forma com que ironiza e leva ao extremo as situações de forma a fazer passar a sua ideia. Alias e sempre mais vincada a vertente comica do filme do que a de terror, que pese embora seja quase sempre exagerada nunca impressiona o espetador, mesmo com o sangue em dose elevada.
Tragedy girls mesmo caindo muitas vezes no absurdo e ai penso que o filme deveria ser mais pausado ou não ir tão longe tem a sua graça pelo exagero, pelo insolito das situações, mas tambem por uma mensagem cada vez mais clara que muita gente faz tudo para ser falado em redes sociais, e nisso o filme acaba por ter uma mensagem bem actual mesmo tendo em conta o exagero do que relata.
Ou seja um misto entre terror juvenil de exagero com uma comedia de adolescentes, de um filme que com um tema serio nem sempre se leva a serio, com alguns apontamentos que mais parece retirados de filmes que gozam com outros filmes do que propriamente de uma comedia com objetivos proprios e bem delineados, mesmo tendo em conta o excesso de violência presente e o lado demasiado asburdo de muito das suas opções.
A historia fala de duas adolescentes que fanaticas por crimes em series tentar criar o seu legado deixando um rasto de sangue e morte pela escola que frequentam. Contudo tudo vai ser colocado em causa quando uma inicia uma relação com um individuo da escola que a faz pensar no modo de vida.
Em termos de argumento e obvio que a ideia e a concretização da ideia e quase sempre disparatada e desprovida de grande sentido. Contudo quando analisamos o seu caracter satirico encontramos um valor claro num filme exagerado mas com uma mensagem bem delineada.
Em termos de realização é claro que o filme exagera na violenca gratuita das sequencias algo que me parece que o filme não necessitava Mcyntire é um realizadores de filmes de terror serie B e aqui adopta essa forma de realizar.
No cast o duo de jovens protagonistas interpretam bem o que as personagens tem, o lado perfido com a inocencia da adolescencia acabam por encaixar quer do ponto de vista de interpretação quer fisico. Nao e propriamente neste tipo de registos que os grandes actores se criam, mas pode ser uma chamada de atenção para ambas.

O melhor - O valor satirico do filme

O pior - Demasiado absurdo em varios momentos

Avaliação - C+

Monday, January 29, 2018

Last Flag Flying

Roberrt Linklater é um realizador singular, quer pelos projetos com caracteristicas unicas, quer por acima de tudo centrar os seus filmes em dialogos entre personagens comuns que rapidamente o deixam de o ser. Este ano tentou perceber as ligações passadas de guerra e a forma como as mesmas ficam cimentadas no seu reencontro. Em termos criticos pese embora a generalidade das boas avaliações as mesmas acabaram por ser insuficientes para potenciar o filme em termos de premios. Comercialmente e fruto desta falta de capacidade para ombrear nos premios o filme acabou por passar algo despercebido.
Sobre o filme, eu confesso que gosto da forma de Linklater dotar os seus filmes de palavras, e neste caso parece-me que a ideia do reencontro poderia ser otima para fazer funcionar um projeto como este, mas rapidamente se percebe que neste caso os dialogos são insuficientes para segurar um filme demasiado longo, e por outro lado as personagens são demasiado esteriotipadas para fazer funcionar a ideia do lugar comum.
Por tudo isto e mesmo tendo alguns pontos de argumento bem trabalhados, como as questões religiosas, ou naquilo que é o desenvolvimento das pessoas com o tempo, parece-me muito curto para um filme com mais de duas horas e com bons interpretes. Fica a ideia que mesmo no peso dos acontecimentos o filme não se consegue por vezes levar a serio, sendo pouco mais do que um ou outro ponto num contexto que poderia ser diverso.
Fica a ideia que o filme poderia ir mais longe, que o tema do pos guerra, e o seu cimentar no tempo deveria dar para mais principalmente nas conversas sobre o passado, e menos sobre as circunstancias. linklater e fiel ao seu tipo de filme mas aqui parece-me obvio que as coisas não correm particularmente bem.
A historia fala de tres ex companheiros de guerra que se reunem numa viagem com o objetivo de trazer o filho de um deles, morto em cenario de guerra para a sua terra natal, sendo que ai vão se recordar historias mesmo apos um afastamento de anos.
Em termos de argumento parece-me que a circunstancia de encontro de personagens é bem potenciado, sendo que o filme falha no peso dos dialogos em si. Não que estes não consigam em momentos ser interessantes porque o são, mas parecem insuficientes para sustentar um filme, algo que linklater fez também noutros projetos.
A sua realizaçao neste caso e simplista, mesmo nas escolhas de banda sonora, o filme acaba por ser um projeto de procedimentos base, sem grande risco. Parece-me sempre que com uma ou outra excepção mais exprimentalista Linklater e um realizador de argumentos.
No cast temos bons desempenhos, Carrel acaba por ser o lado introspetivo do filme, que nos da um registo diferente de um actor francamente em boa forma. Fishburn encarna bem o lado mais serio do filme, mas parece-me Cranston o coração do filme, num registo interessante que noutro contexto poderia ter mais atençao.

O melhor - O cast

O pior - A duração

Avaliação - C+

Sunday, January 28, 2018

The Florida Project

Todos os anos existe um filme declaradamente independente em todo o seu processo de criaçao, que fruto de uma reação critica fora do comum se intromete na luta pelos premios. Este ano esse filme foi este pequeno Florida Project, onde sem grandes figuras de proa e com uma narrativa descritica conquistou a critica americana e tornou-se numa das surpresas das temporadas de premios do ano. Contudo fruto quem sabe de alguma falta de dimensao nao aguentou a corrida mas comercialmente conseguiu resultados que de outra forma dificilmente conseguiria obter.
SObre o filme, eu confesso nao ter grande proximidade com filmes mais descritivos do que propriamente aqueles que tem uma intriga definida, principalmente porque defendo um cinema com alguma objetividade. Dai que nao tenha sido um amante profundo do filme, pois acho que na base limita-se a contar a historia de vida e o dia a dia de uma menor numa situação de risco, faltando-lhe contar algo diferente do quotodiano. Concordo que existe filmes com esta funçao, mas eu particularmente perfiro outro tipo de cinema.
Mas e obvio que o filme tem aspetos muito bem trabalhados fruto das suas escolhas iniciais, colocar as personagens na sombra de algo tao grande como a Disney World, a forma como as emoçoes e a felicidade ultrapassam o contexto social, e algo que funciona bem num filme, que é quase sempre filmado com essa preocupaçao, o de descrever um contexto social. Outro dos pontos que funcionam bem e as interpretaçoes principalmente dos mais pequenos e da progenitora da protagonista, mas tudo isto serve para tornar Florida Projecto um dos filmes do ano, sinceramente não creio.
Contudo e obvio que é facil nos gostarmos da protagonista, pela sua idade, pelas dificuldades da vida e pela forma como nos olhos da criança tudo tem soluçao, nisso e um filme com uma mensagem bonita mesmo num contexto social totalmente degradado. mas em termos de inovaçao pouco mais e do que uma historia de domingo a tarde.
A historia fala de uma mae solteira com uma filha que se encontra a residir num hostel proximo da zona da Disney WOrld utilizado essencialmente por pessoas com dificuldades economicas e que procuram algum rendimento nas proximidades daquele espaço.
O argumento e simplista, muito mais descritivo do que trabalhado, sem uma intriga definida. EM termos de argumento parece ir muito de encontro a espontaneadade e isso faz com que alguns momentos nao sejam providos de grande significado. Nao e o elemento mais forte do filme.
Sean Baker e um realizador que anteriormente ja tinha conquistado a critica, dentro do genero independente, aqui tem um trabalho simples, integrado e realista. COnseguiu chamar a atençao pela espontaneadade e pela forma realista com que nos da o contexto. E um filme que podera mudar o seu registo.
No cast obviamente que os louros vão para a pequena Prince, ainda que demasiado movimentada, mas essencialmente para Vinaite. Num ano onde no plano secundario estamos longe de ter grandes interpretaçoes a jovem desconhecida merecia mais atençao, talvez aquela que Defoe nao justifique, pese embora seja o unico actor mais conhecido do filme.

O melhor - A cronica social

O pior - A falta de intriga

Avaliação - C+

Saturday, January 27, 2018

The Shape of Water

Desde o momento em que estreou em Veneza e acabou por sair premiado com o Leao de Ouro a atenção dos premios ficou de imediato centrada nesta fabula romantica de Guillermo del Toro, que conquistou a critica por todo o mundo, de tal forma que atualmente e o filme mais nomeado aos oscares e provavelmente o grande favorito. Comercialmente a alavanca dos oscares permitiu um filme mais rentável, mesmo sem grandes figuras de proa.
SObre o filme, é importante sublinhar que Guillermo del Toro, tem uma capacidade unica de dotar os seus filmes do fantastico e do emotivo, reunindo-os em filmes verdadeiramente singulares e que marcam o espetador. A semelhança de Labirinto de Fauno este é mais um desses filmes que acaba por nos fazer rir, surpreender e emocionar pela dedicação das personages e mais que isso pelo insolito mas natural com que tudo acontece. E nisso a mestria do realizador faz com que historias que aparentemente nunca poderiam funcionar resultem em filmes de primeira linha, tecnicamente impressionantes e com uma narrativa de ponta.
Por tudo isto e facil perceber que este é um dos melhores filmes do ano sobre diversos aspetos. Não se trata apenas de um filme com bons dialogos, com uma historia original, trata-se acima de tudo um filme que quer e sabe ser bonito, mesmo que os seus intervenientes não sejam. Os promenores do filme encaixam todos para o resultado final, desde a fotografia a banda sonora, temos um filme completo, onde os pequenos senão nada interferem no resultado final de uma obra de referência.
E os senão sao pequenos, algum simplicidade a mais quando os mais proximos descobres a relação algo que nos parece algo forçado, e um final algo aberto, mas ao mesmo tempo sentido, sao os dois promenores que poderão funcionar menos no filme, mas isso nunca retira a beleza e a força a um filme que merece todas as refeências que vai tendo. Não sei se é o melhor filme do ano, talvez nao o seja, mas para já e de longe o mais detalhado e bonito.
A historia fala de uma empregada de limpeza nos escritorios dos serviços aeroespaciais americanos que acaba por começar uma relação empatica com uma especie de homem peixe que é conduzido para aquelas instalações quebrando todos os protocolos.
Em termos de argumento para alem de uma ideia original, tudo na historia é potenciado, toca em diversos temas, tem dialogos de primeira linha, é surpreendente e emotivo, dai um argumento que sabe potenciar ao maximo uma ideia ja de si criativa e original.
O aspeto que mais me surpreendeu pela positiva e o detalhe de Del Toro em ter conseguido uma realiaçao absolutamente impressionante. o promenor do filme, a estetica a simplicidade de todos os pontos torna certamente Del Toro atualmente um realizador universal com uma forma unica de unir o fantastico com fantastico das emoçoes.
No cast é impossivel dissociar o resultado do filme com a prestação de Hawkings. A sua expressividade é algo impressionante em todo o filme, que sublinha um ano impressionante da actriz do ano. Provavelmente perdera o oscar para Mcdormand, e isso até pode ser justo, mas é a batalha mais forte de interpretaçoes que me recordo nos ultimos anos pela categoria. Nos secundarios bons papeis, muito potenciados pelo argumento, contudo aqui discordo da academia, pois penso que Shannon é bastante mais forte do que um simpatico Jenkins. Mesmo assim a nivel de secundarios um nivel elevado de Jenkins, Shannon, Spencer e Stulhbarg

O melhor - A beleza com que o filme é feito

O pior - APenas alguns arriscarem em filmes assim

Avaliação - A-

Friday, January 26, 2018

Only The Brave

Cada vez mais é comum, com a universalidade da informação que determinados feitos, ou tragédias sejam do conhecimento global. Normalmente os filmes gostam mais de retratar os feitos do que as tragédias, pese embora alguns estudios já apostem no contrário. Este filme pode ser visto com um desses exemplos que serve de homenagem a que todos os dias se coloca em perigo por um bem maior. Pese embora este nobre posicionalmente o resultado teve bastantes dificuldades comercialmente onde nem as avaliações positivas conseguiram colocar o filme em outros voos.
Sobre o filme podemos dizer que normalmente contar uma tragédia é dificil de balançar do ponto de vista dramatico e o filme consegue. Inicialmente com um ritmo algo lento, vai sendo um filme ligeiro, que exagera na interação sentimental das personagens. O que poderia ser um inicio de pouco impacto vai acabar por preparar o terreno para o impacto final, e nisso penso que o filme é inteligente na forma como no final consegue sublinhar as suas emoçoes junto do espetador.
Claro que poderiamos facilmente concluir que um filme sobre incendios tinha espaço para mais ação, mais efeitos, um filme maior. Mas e obvio que este filme nunca tem esse objetivo em mente. Parece ser um filme declaradamente de coraçao, e isso não fica mal no final, mesmo que nem sempre com a maturidade de assinalar, acabamos por ficar intrigados com o resultado final, e acima de tudo emocionados.
Por tudo isto e numa altura em que em Portugal muito se falou de bombeiros, este filme é uma justa homenagem que tira do anonimato alguns dos combatentes. Claro que podemos dizer que é um filme demasiado obvio de se gostar. Mas é porque consegue ter o impacto emocional desejado. Nunca sera uma obra prima mas e um filme a quem nao conseguimos ficar indiferente.
A historia fala da ligação e ascençao de um grupo de bombeiros até a primeira linha de combate e a forma como estes acabaram tragicamente por falecer num dos piores episodios dos combates a fogos nos EUA.
Em termos de argumento não sendo um filme orignal, ou de grande risco, na composiçao e articulação das personagens é um filme com excelente balanço emocional, e principalmente o filme muito ciente daquilo que quer exibir e fazer sentir aos espetadores.
Kosinski era um realizador ate ao momento de filmes de açao e nem sempre de filmes muito funcionais pese embora grandes projetos. Aqui mesmo sendo um filme de estudio o investimento parece francamente menor. Temos um filme menos trabalhado do ponto de vista estetico, com espaço para mais, mas e obvio que o filme quer ser mais emotivo do que espetacular. Nao sendo o mais trabalhado e o melhor filme do realizador.
No cast um filme exigente para os seus interpretes principalmente Brolin e Teller. Acabam os dois por resultar nos papei. Brolin sempre com a intensidade que faz dele um actor de primeira linha, e Teller melhor que na maioria dos papeis dramaticos que fez.

O melhor - O caracter emocional do filme

O pior - Tinha espaço para uma maior dimensão cinematografica

Avaliação - B

Bad Moms Christmas

Quase um ano depois desta comedia sobre mãe e os relacionamentos com os seus filhos ter sido uma das surpresas comerciais de 2016, a produtora não perdeu tempo e trouxe uma sequela desta vez com o tema de natal. Com a mesma equipa os resultados foram a todos os niveis inferiores, comercialmente e principalmente no mercado americano as coisas correram relativamente pior e criticamente um primeiro filme com avaliaçoes com tendencia positiva tornou-se num filme com tendencia negativa, mas nunca se sabe se foi o suficiente para susprender o franchising
Sobre o filme eu sinceramente já não tinha ficado particularmente entusiasmado com o primeiro filme, ja que achei que era um conjunto de piadas repetidas, muitas vezes sem grande contexto e com pouco ou nenhum trabalho de fundo. Pois bem esse cinema de humor fisico, exagerado e sem moratoria surge novamente aqui num filme obvio, com o mesmo estilo e com o objetivo de rentabilizar algo que se aproximou dos espetadores, mesmo que ja no primeiro filme o gosto das sequencias humoristicas tivessem longe de entusiasmar.
Por tudo isto esta sequela e mais do mesmo, quem gostou do prmeiro vai ter momentos em que liberta algumas gargalhadas mesmo que a narrativa não faça grande sentido, e tudo seja demasiado obvio. para quem ja nao entrou no esquema do primeiro filme não é certamente com este segundo que vai achar graça quer as personagens quer ao estilo do filme.
A questão natalicia permite ao filme alguns apontamentos tipicos daquele espaço que o podem tornar comercialmente mais apetecivel devido a essas notações, mas nunca é um filme que usa este ponto para uma mensagem diferente. mesmo em termos de personagens as novas adiçoes nada trazem de realmente diferente ao estilo do primeiro filme.
A historia segue as mesmas tres personagens e a ligaçao entre elas. Contudo desta vez em plena epoca de natal vão ter que ser elas a resolver o seu problema com as proprias mães, o que nem sempre vao ser as relaçoes mais pacificas.
Em termos de argumento o obvio, em vez da relação com os filhos tudo vai ser virado ao contrario na relaçao com as maes, com as suas especificidades, mas com um humor obvio e que segue em toda a linha o estilo do primeiro filme, onde pouco ou nada existe para alem das sequencias de humor.
A dupla de realizadores repete o papel, Jon Lucas e Scott Moore argumentistas de Hangover e realizadores de diversos filmes de extremos tem aqui a realizaçao obvia para alguem que quer piada e movimento.
No cast a repetiçao de papeis encaixa no perfil das suas intervenientes. Nas novas aquisiçoes nada de particularmente relevante ja que as escolhas foram para atrizes que encaixassem habitualmente no perfil desejado.

O melhor - Nao altera o humor do primeiro

O pior  - Mas tinha muito por entre melhorar

Avaliaçã
o -C-

Wednesday, January 24, 2018

The Square

A Universalidade cada vez maior do cinema tem premitido que alguns actores tipicamente de hollywood comecem a marcar presença em projetos de outros paises. Este ano nesta produção da suecia surgiu a presença de Elisabeth Moss e Dominic West, num peculiar filme que acabou por vencer a palma de ouro do festival de Cannes e desde ai assumir a sua candidatura natural ao oscar de melhor filme estrangeiro fruto de uma recepção critica positiva, embora mais entusiasmante na europa do que propriamente nos EUA. Em termos comerciais tendo em conta que se trata de um filme europeu os resultados foram consistentes e que o tornam num serio candidato ao oscar para o qual concorre.
A excentricidade ou a pouca lógica das coisas são duas caracteristicas que marcam e muito o tipico cinema europeu. Este filme sueco acaba por ter bem vincadas estas caracteristicas que faz com que alguns momentos super interessantes sejam intercalados com outros que não percebemos nem queremos perceber o proposito. Este é mais que tudo um filme estranho, com uma linhagem bem percetivel mesmo do ponto de vista moral, como o roubo e a recuperação dos equipamentos roubados, e outras menos faceis de entender como toda a exploração do museu.
Por tudo isto parece-me que temos mais que tudo um filme ambiguo, que intercala momentos divertidos, onde se aproveita o conceito, e com uma satira bem apurado, com outros menos conseguidos que dificilmente conseguimos perceber um proposito para alem de nos dar imagens proprias e singulares que muito o cinema europeu gosta de sublinhar.
Por tudo isto Square é um filme longo e estranho, ficamos com a impressão que nem sempre é equilibrado, mas é indiscutivel que o mesmo tem sequencias de primeira linha, quer do ponto de vista humoristico quer do ponto de vista de realização. Permanece um imperativo moral forte num filme que nem sempre é objetivo a transmiti-lo.
A historia fala do responsavel de um museu, e na forma como o mesmo tem de gerir toda a arte moderna no mesmo, e o impacto nos visitantes, mas tambem tem que lidar com um furto que foi alvo e mais que isso com uma relação que inicia.
Em termos de argumento o filme é um emaranhado de situações que nem sempre funciona bem juntas, nem que seja porque o filme nunca tem uma intenção definida de as juntar. Dai que tudo seja demasiado confuso como um titulo só. Tem sequencias bem escritas outras menos funcionais.
Na realização Ostlund tem um trabalho vistoso, na capacidade de filmas sequencias pouco obvias com clara preocupação estetica. Temos cor, temos sentido visual, algo que muitas vezes não é potenciado ao maximo no cinema europeu. Uma vez que ja consegue chamar a si algumas figuras de hollywood podera no futuro também ele fazer essa passagem, trabalhar com outros meios e assumir-se de uma forma mais global.
No cast o filme e dominado de principio a fim por Claes Bang, uma personagem que não exige muito ao actor para alem da presença que ele consegue dar. Ao seu lado Moss consegue ter bons momentos, de uma actriz muito intensa dramatica e aqui comicamente que começa a ser um caso serio.

O melhor - A sequencia da entrevista ao artista

O pior - A ligação entre cenas não ser nunca clara

Avaliação - C+

Tuesday, January 23, 2018

All I See is You

Manter-se no topo é das tarefas mais dificeis de um realizador. Normalmente depois de anos de alguma gloria surge o lado mais negro com dificuldade em comprovar as expetativas criadas em torno dos seus filmes. Podemos dizer que Marc Forster ao longo do tempo já saboreu esta experiencia algumas vezes, estando nesta altura numa fase mais sombria. Em 2016apostou tudo neste thriller contudo apos a exibição em Toronto e com avaliações muito pobres acabou por filme por passar esquecido, estreando apenas em 2017 com pouco ou nenhum mediatismo. Comercialmente fruto de pouca divulgação os resultados foram muito escassos e tornaram este filme um dos floops criticos dos ultimos anos.
Sobre o filme, eu confesso que achei uma premissa interessante a da recuperação da visão e a forma como isso faria mudar o que conhecemos e a forma como vivemos, e na exploração dessa premissa o filme tem alguns valores, principalmente nos altos e baixos relacionais. O problema é que o filme não se satisfaz com abordagem e exploração deste ponto, tornando-o num thriller policial que o retira da realidade e de uma abordagem problematica para ir para um filme de personagens peculiares mais que a situação.
E neste balanço que o filme tem dificuldades em fazer prevalecer os seus objetivos, acabando por dispersar a sua atenção no lado sexual da personagem e mais que isso num thriller cheio de twists e pontas por resolver, que acaba por nunca dar atenção ou abordar a fundo a questão central, da adaptação a algo que todos pensariamos como otimo. E nisso o filme não se balança bem, e não é inteligente na gestão que faz.
Mesmo assim temos um filme de ritmo elevado, com alguns pontos que acabam por aproximar o espetador da narrativa, pese embora nos parece que excede o tempo que perde em imagens desfocadas e em situações isoladas de deambulação da personagem central, que faz com que algum tempo de um filme curto seja assim desaproveitado na tentativa de o transformar em algo mais do que realmente é.
A historia fala de um casal, no qual o elemento feminino é cego, mas que acaba por recuperar a visão após uma intervenção cirurgica. Este facto acaba por alterar todas as dinamicas do casal, colocando em causa tudo que antes era dado como adquirido.
Em termos de argumento penso que a base do filme é extremamente interessante e forte, sendo uma abordagem original de algo concreto. pena e que o filme nao saiba rentabilizar na especificidade a riqueza da ideia, dispersando-a num policial de segundo nivel.
Marc Forster tem tambem no seu trabalho neste filme altos e baixos, se nos contextos escolhidos como Tailandia e Espanha o filme tem boas escolhas penso que perde demasiado tempo em planos poucos focados transmitindo a ideia de se querer colocar na pele da personagem. Algo que me parece desnecessario num filme como este.
O cast tem personagens duais, Lively ainda me parece mais uma mulher bonita do que uma excelente actriz, e o filme exigia mais uma segunda do que uma primeira, dai que penso que ficou algo por potenciar na personagem. Clarke tem intensidade mas sofre por uma personagem nem sempre bem caracterizada pelo argumento.

O melhor - A ideia de base

O pior - Preocupar-se demais num guião policial

Avaliação - C

Tyler Perry's Boo 2! A Madea Halloween

Tyler Perry e a sua Madea é já uma das personagens claras do cinema atual, normalmente obtendo filmes mal recebidos pela critica sem grande humor o que é certo é que a personagem já vai no seu decimo filme, e continua a conseguir ganhar dinheiro. Este filme não foi exceção a esta regra, criticamente um desastre, estando mesmo na corrida pelos Razzies awards mas comercialmente a comunidade afro americana continua a sustentar esta personagem que já tem mais filmes em andamento.
Sobre o filme, eu confesso que não acho particular graça a este tipo de humor demasiado fisico, nem me parece que Tyler Perry seja um actor fora de serie a utilizá-lo como por exemplo durante muito tempo Eddie Murphy o foi. Em termos de humor parece sempre tudo demasiado forçado, pouco subtil e mais que isso pouco engraçado. O problema é que este filme não tem basicamente mais nada a não ser a tentativa de humor, já que a narrativa central é totalmente despropositada e sem graça.
Quando se chega a um decimo filme tem que se trazer algo de novo para a saga e para a personagem e Tyler Perry nunca o fez, numa personagem que já de si, não tinha sentido nem grande graça, mas que ainda tinha o fator novidade sem isso tornou-se cansativa e um objeto facil de quem espera bem mais do cinema seja em que componente for, como o entertenimento serie B.
Por tudo isto este é um filme dificil de ver, questionamos muitas vezes se mesmo Perry acha graça ao que faz, porque a quantidade de tentativas de piadas sem funcionar é elevada, ainda para mais num filme totalmente virado para comedia sem mais nada. Todos ja percebemos que atualmente o humor fisico tem que ser muito trabalhado ja que quando não o é as coisas podem ficar sem qualquer graça como é o caso deste filme.
A historia segue novamente a familia da Madea, que desta vez decide ir proteger a sua sobrinha de uma festa de halloween para adolescentes mas que já foi alvo de um ataque de criminosos, contudo tudo se torna uma confusão.
Em termos de argumento mais do mesmo, uma situação para potenciar a personagem, e quando assim o é tudo fica sem grande sentido, não tem personagens. não tem fio condutor da narrativa e mais que isso não tem graça.
Como realizador Tyler Perry faz filmes simples para uma população muito especifica: neste filme a tipica realizaçao de comedia de televisão e pouco mais. Não é aqui que reside o problema mas é aqui que ele agudiza.
Em termos de cast tudo não funciona Perry nem como pessoa normal nem nos seus bonecos funciona, com excepção de um ou outro momento de John, nota-se a obsessão com Eddie Murphy, contudo a graça nunca a consegue encontrar.

O melhor - Um ou outro momento de John

O pior - A falta de graça de um filme que anda sempre à procura de a ter

Avaliação - D

Monday, January 22, 2018

The Disaster Artist

Se existe coisa que pode definir este ano em termos de cinema é os biopics impensáveis. Depois de um filme biografico sobre a patinadora Tonya Herding surge agora um biopic sobre a dupla Greg Sestero eTommy Wiseau e toda a produçao daquele que é considerado o pior filme da historia, de tal forma que o mesmo se tornou num objeto de culto. Ao contrario do filme que tem por base a critica elogiou bastante o filme de Franco pela sua irreverência. Comercialmente os resultados foram consistentes aproveitando em muito aquilo que The Room significa para a legião de fãs que foi criando.
Como adepto de The Room confesso que estava à espera de mais, principalmente no que diz respeito aquilo que era Wiseau. Pois bem saimos com a sensação que o filme se limita a dar o lado estranho e sem sentido da personagem, não procurando explicações, talvez porque não exista, mas o que é certo 
e que eu pessoalmente esperava perceber o que lhe passou pela cabeça para fazer algo daquele genero. E nisso o filme acabou por num primeiro momento me defraudar as expetativas.
Claro que o filme tem momentos deliciosos, principalmente na composiçao de Franco que acaba por conseguir reproduzir todos os pontos principais de uma personagem tao peculiar como Wiseau. Os paralelismos com o filme original tambem são de primeira linha, que fazem deste filme facil de gostar. Embora nos pareça impossivel perceber onde o filme quer chegar nao conhecendo The Room, o que pode diminuir em muito o alcance do filme.
Por tudo isto parece-nos um filme que vale mais pela curiosidade e pela originalidade da ideia do que propriamente pelo seu valor em si. Alias parece que o filme precisava mais de se centrar em The Room do que na relaçao entre protagonistas, ja que destas acabou por não conseguir lhes transmitir nada. Enfim se não for por mais nada que consiga que as pessoas vejam The Room e percebam que é dificil fazer mau cinema com aquela qualidade.
A historia segue a relação de Tommy Wiseau e gregg Sestero, desde o momento em que se conhecem ate ao momento em que acabam por embarcar no projeto The Room totalmente pensado e financiado pelo primeiro.
O argumento com base num livro de Sestero vale pelo insolito da personagem que é Wiseau e os seus momentos. Ganha dimensao nos paralelismos com o filme e com as incidencias na filmagem. Nao é um filme que potencie ao maximo o seu valor proprio mas com The Room fica um bom conjunto.
Em termos de realizaçao Franco tem um trabalho simples e meritorio principalmente na forma como consegue recriar ao maximo The Room e os seus espaços. Em termos de caracterizaçao nao me parece que exista proximidade entre Franco e Wiseau e isso pode ser o mais problematico no filme.
No caste é brilhante o papel de Franco na forma como consegue replicar quase tudo que WIseau faz sem sentido nenhum. Pior os secundarios principalmente Dave Franco, numa personagem que domina o filme parece-me claro que um actor com mais qualidade poderia balançar mais o filme, que parece sempre uma comedia parva nas maos do mais novo dos Franco.

O melhor - The Room

O pior - Dave Franco

Avaliação - B-

Sunday, January 21, 2018

I TOnya

De todos os biopics e filmes baseados em factos reais, existiu um que chamou a atenção da critica e tornou-se num caso serio na temporada de premios, pela sua irreverencia e mais que isso pela excelente recepçao critica que foi tendo que o tornou numa presença assidua nas listas dos melhores do ano. Com base nestes factos o filme comercialmente conseguiu resultados bem mais fortes do que aquilo que inicialmente era esperado, e mesmo nao sendo um favorito nas categorias mais fortes pode ser um dos vencedores da noite dos oscares.
Sobre o filme podemos dizer que se trata de um filme sobre factos veridicos e sobre uma pessoa em concreto mas que rompe por completo para melhor com tudo o que normalmente vimos neste tipo de filmes. E aqui joga todos os factores de analise num filme desde as personagens, a forma do filme com entrevistas onde nos fornece o lado de cada um, o sentido de humor, a irreverencia, a ação dentro do ringue, fazem deste pequeno filme uma das maiores surpresas do ano, e talvez o grande biopic deste mesmo ano.
A historia em si podera nao ter o impacto de outros filmes sobre personagens mais marcantes, mas aquilo que significa por um lado naquilo que nos mostra sobre a necessidade de inteligencia para o sucesso, a forma aberta com que o filme se assume como uma biografia ironica de alguém, e mais que isso a forma descontraida e ao mesmo tempo documental que o filme consegue ser, sem nunca perder a capacidade de uma realização diferente e de primeiro plano.
Por tudo isto, I TOnya e um dos melhores filmes do ano, e nao fosse o seu argumento ou o seu significado não ser de uma dimensão muito grande poderia ser um dos grandes filmes do ano, e um candidato serio aos principais oscares, pois trata-se de um filme com um otimo argumento com uma base pequena, bem interpretado e com uma realizaçao de primeira linha.
A historia segue o percurso da patinadora americana TOnya Harding, e a sua particular personalidade e a forma como teve de ganhar a pulso uma carreira num contexto que não era dele, num contexto familiar a todos os niveis peculiar.
E no argumento que o filme brilha, uma adaptaçao de vida ironica que esta presente em todas as personagens tornando-as diferentes, dialogos de primeira linha, um sentido de humor muito apurado, trazem-nos um argumento sob a forma de biopic diferente e mais que isso criativo sobre como contar uma historia.
A realizaçao de Gillespie tras-no um realizador que muito prometeu com o excelente Lars and Real Girl e que depois nunca mais conseguiu atingir o nivel que muitos potenciaram. Aqui tem o seu trabalho mais interessante na realizaçao, com uma abordagem original, criativa e funcional a uma historia. Esperemos que desta vez venha para ficar ao mais alto nivel.
Tambem no cast temos um filme de primeira linha, Robbie tem uma interetação de primeira linha, quer em termos dramaticos quer na disponibilidade fisica. Perde por ser um dos anos mais fortes em termos de interpretaçoes femininas que ha memoria, mas sublinha-se que muitas ja ganharam com papeis bem piores. QUem nao deve ter competiçao é Janney a sua criaçao é unica, tirando o protagonismo a Robbie algo que seria impensavel nos momentos de interação. Se existe oscar que facilmente podemos perceber que seria uma injustiça nao estar atribuido e o de melhor atriz secundaria

O melhor - A forma completamente artistica de fazer um biopic

O pior - A historia que conta em si não será as mais surpreendentes

Avaliação - A-


LBJ

Numa altura em que nem sempre novas ideias tem surgido para os lados de Holywood, a setima arte tem-se recorrido de remakes e biopics para preencher o cartaz. Um dos filmes que foi lançado o ano passado entre muitos com prespetivas de premios mas que posteriormente em face de resultados criticos mais modestos acabou por ser lançado sem grande fulgor ja no decurso deste ano foi este biopic sobre o presidente Johnsson com incidencia na sucessao a JFK. Se criticamente as coisas não foram brilhantes com avaliações demasiado medianas, comercialmente o filme teve resultados tambem ele modestos tendo em conta que ainda conseguiu expansao para alguns cinemas.
Sobre o filme podemos dizer que olhar para a vida de um politico deste gabarito e termos um filme com pouco mais de uma hora e meia de duração transmite perfeitamente que nao vamos ter um filme detalhado, um filme de autor, mas sim um filme simples sobre um momento muito particular da vida desta personagem. E nisso o filme acaba por sem grandes enredos ou surpresas ser um filme que se vê bem, algo previsivel na sua forma mas com um ritmo elaborado e centrado na personagem mais que nos seus feitos e detalhe historico.
Por estas escolhas talvez seja um filme mais para publico do que para critica, ja que tambem nunca é um filme que explore grande diferenciaçao na forma como conta a historia e mais que isso nunca é um filme demasiado detalhado naquilo que quer transmitir. QUer sim fazer uma homenagem a um homem de convições fortes que foi importante nos EUA num momento dificil.
Como todos os filmes politicos podemos dizer que se esqueceu dos pontos mais polemicos da vida do mesmo, que se torna demasiado sentimentalista num terreno pouco prodigo para esses elementos. Isso pode fazer com que seja um filme demasiado trabalhado para uma historia real. Parece o lado colorido de uma historia, e quando assim é os biopics tornam-se naturalmente mais pequenos.
A historia fala do presidente dos EUA LBJ principalmente nas funçoes de vice presidente de JFK na relaçao com o mediatico presidente dos EUA e a forma como teve de tomar as redeas do pais depois do assassinato do presidente, indo contra as conviçoes que sempre defendeu.
Em termos de argumento devemos valorizar a capacidade de fazer um biopic de ritmo elevado o que nem sempre e facil. COntudo tem algum embelezar de situaçoes, e parece-me obviamente tendencioso naquilo que nos conta de um politico. Nem sempre é detalhado e centra-se em demasiado num aspeto concreto.
Os realizadores chegam a uma altura da carreira com diversos filmes, que pouco mais conseguem inovar. Reiner foi sempre um realizador de filmes ligeiros com alguns sucessos e que aqui filma como sempre filmou, com detalhe mas com simplicidade, talvez por isso nunca tenha sido um cineasta de primeira linha.
No cast uma boa escolha de Harrelson para o papel central, parece que a forma como o filme quer dar a personagem encaixa perfeitamente nas caracteristicas do actor. A caracterizaçao ajuda num filme de um one man show. Harelsson esta num bom momento de forma embora nos pareça que as personagens vao sempre ao encontro daquilo que ele é enquanto actor.

O melhor - O ritmo acelerado de um biopic

O pior - Pela forma como se resume a um momento é um filme pequeno em dimensao

Avaliação - C+

Saturday, January 20, 2018

Goodbye Christopher Robin

Num ano muito marcado pelo biopic de escritores, quer em filmes de primeira linha quer em filmes com figuras conhecidas mas produçoes menores, existiram alguns filmes que passaram mais desprecebidos como este biopic do criador de Winnie the Pooh. Em termos criticos o filme foi recebido com alguma mediania que nao lhe premitiu grandes aventuras em termos de premios. COmercialmente sendo um filme com limitaçoes em termos de expansao acabou por ter os resultados naturais para um filme de pequena dimensão.
Sobre o filme é claro que é mais facil o publico se aproximar de historias simpaticas e de autores simpaticos do que propriamente numa historia como esta em que é obvio um aproveitamento da carreira em deterimento dos valores familiares. E nisto o filme nem sempre é simpatico, mesmo sendo a base de uma historia simpatico para mais pequenos temos muitas vezes um filme implicito que lhe tira alguma intensidade, pese embora nos pareça que na maior parte do tempo temos um filme adulto naquilo que quer contar e na forma como o quer.
Em termos artisticos penso que o filme arrisca pouco, com tanto paralelismo entre a banda desenhada e a historia real,  penso que existia espaço em termos de abordagem de filme para mais criatividade para um filme menos rigido, que talvez merecesse mais atençao com mais objetos diferenciadores do tipico biopic pesado que acabamos por assistir.
Mesmo assim uma historia interessante que nos explica a base de algumas das figuras de animaçao que conhecemos. Para alem desse facto as duas prespetivas da historia e a forma como nem sempre o sucesso e sinonimo de felicidade. Neste ponto parece obviamente um filme bem trabalhado e cru na forma como trata esse apontamento.
A historia fala da relação entre o criador de Winnie the Pooh A. A. Milne e o seu filho e da forma como isso inspirou a criar as personagens que acabaram por condicionar toda a vida familiar de ambos.
Em termos de argumento temos uma narrativa capaz, criada com simplicidade mas objetivo com um bom equilibrio de momentos, mas com alguns saltos que nao fazem sempre um filme promenorizado. Nao sendo um filme de ritmo elevado e um filme consistente do ponto de vista do argumento.
Na realizaçao Simon Curtis e um experiente realizador que protagonizou normalmente filmes bem recebidos mas sem grande reconhecimento. Aqui parece-nos que peca por excesso de tradicionalismo na abordagem num filme que pelo que conta tinha espaço para maior excentricidade e criatividade. Por vezes esta e a barreira que separa os artistas dos tarefeiros.
No cast temos um filme nem sempre de grande impacto. Gleeson cumpre sem grande dificuldade o seu papel, mas falta chama, a mesma coisa para um Robbie em piloto automatico. Penso que o grande problema do filme e mesmo a interpretação do jovem WIll Tilson demasiado plastico e infantil.

O melhor - O paralelismo de uma historia querida com uma base pouco afetiva

O pior - O jovem WIll TIlson é demasiado artificial

Avaliação -. C+